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CAS pode votar projeto que corrige indenizações

CAS pode votar projeto que corrige indenizações

agência senado

31/03/2014 - 10h15
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Com seis itens na pauta de votações, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza reunião na quarta-feira (2), às 9h. Os senadores podem votar, em decisão terminativa, o projeto que corrige o valor das indenizações do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (Dpvat) e destina parte dos recursos arrecadados a estados e municípios.

A matéria que pode ser votada pelos senadores que integram a CAS é o substitutivo apresentado pela senadora Ana Amélia (PP-RS) ao PLS 16/2008, de autoria do ex-senador Marconi Perillo, atual governador do estado de Goiás.

O Dpvat é pago anualmente por todo proprietário de veículo automotor no Brasil. Ele é um seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não. Ele confere às vítimas de acidentes de trânsito direito a reembolso de despesas médicas e a indenização em caso de morte ou invalidez permanente. O pagamento é devido mesmo quando o veículo causador do dano não foi identificado ou está inadimplente no pagamento do prêmio.

O substitutivo estabelece que a indenização no caso de morte será de R$ 20.055,29; no caso de invalidez permanente, a indenização será de até R$ 20.055,29 e o valor do reembolso à vítima para despesas de assistência médica será de até R$ 4.011,06. O projeto estabelece também que esses valores serão atualizados todos os anos de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Atualmente, as indenizações são de R$ 13.500,00 no caso de morte; de até R$ 13.500,00 em caso de invalidez permanente, total ou parcial, variando conforme o grau da invalidez e de até R$ 2.700,00 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas. Ana Amélia informa que usou o próprio INPC para a correção dos valores, que têm o mesmo valor desde 2006.

De acordo com a legislação atual, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebe 45% do valor arrecadado com o Dpvat para custear tratamento das vítimas de acidentes de trânsito.

O substitutivo altera a distribuição desses recursos: 15% do valor arrecadado continuam destinados ao SUS, para custeio dos serviços pré-hospitalares e hospitalares de urgência; 10% serão destinados ao Regime Geral de Previdência Social para serem aplicados em programas de habilitação e reabilitação física e profissional e 20% serão destinados a estados, municípios e Distrito Federal, que receberão esses recursos por meio das entidades gestoras de seus regimes próprios de previdência social. Os recursos repassados a estados, municípios e Distrito Federal serão usados como “garantidores de benefícios de riscos concedidos e a conceder”.

A proposta não altera a atual destinação do restante do valor arrecadado pelo Dpvat: 5% são repassados ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para aplicação exclusiva em programas de educação e prevenção de acidentes e trânsito e 50% são destinados ao pagamento das indenizações, constituição de reserva técnica e custeio de despesas operacionais.

O substitutivo de Ana Amélia altera a proposta de Perillo, mas mantém seu objetivo principal, que é repartir entre os demais entes federativos a parte dos recursos que é repassada apenas para a União.

À época, Perillo observou, na justificação de seu projeto, que os recursos do Dpvat entram no Fundo Nacional de Saúde e acabam se misturando com os oriundos de outras fontes para custeio do SUS. O resultado disso é o desvirtuamento do financiamento originalmente proposto, fazendo com que o seguro obrigatório custeie serviços que não os de urgência dos hospitais públicos especializados no atendimento a vítimas de acidentes de trânsito.

Para mais informações sobre o Dpvat, inclusive como dar entrada no pedido do seguro, visite o site www.dpvatsegurodotransito.com.br/.

Eleições 2026

Em MS, merendeira aposentada vota aos 93 anos "para poder cobrar"

Obrigatório apenas parta eleitores entre 18 e 70 anos, voto também é tido como 'Prova de Vida' nesta eleição

25/10/2026 13h30

Foto: Arquivo Pessoal

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Aos 93 anos, a merendeira aposentada Alayde Franco votou no 2° turno em Campo Grande, e caso a projeção do primeiro turno se confirme, ela terá o único voto entre eleitores e eleitoras com 90 anos ou mais em todo Mato Grosso do Sul.

Obrigatório apenas parta eleitores entre 18 e 70 anos, o voto também é tido como 'Prova de Vida' nesta eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha os dados de comparecimento com o Instituto Nacional do Segur Social (INSS), que utiliza essas informações para a comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

"A importância é do titulo ficar em dia, o dia que eu precisar, estou em dia. A hora que eu quiser cobrar alguma coisa, meu titulo está em dia. Quandos os governantes estiverem fazendo algo de errado, vou poder cobrar e dizer 'eu coloquei esse camarada lá, então tenho que cobrar'". 

Natural de Antônio João, interior do Estado, cresceu em uma familia de agricultores junto oito irmãos e vive junto das filhas e netas em Campo Grande desde 1986. Mãe de 10 filhos, já trabalhou como lavadeira e passadeira antes de adentrar o serviço público. 

"O segredo é comer bem, fazer exercícios, dormir cedo, fazer caça palavras", destaca a neta Amanda Miranda. Muita querida por onde passa, a neta diz que a avó é uma mulher de muita fé e que a preguiça não faz parte do seu dia a dia. Diante da urna, ela leva pouco mais de 10 segundos para escolher seu candidato. 

A disposição de Alayde Franco contrapõe o comportamento da população sul-mato-grossense, recordista no percentual de abstenções do primeiro turno. 

 

Abstenções 

Conforme a Justiça Eleitoral, 483.210 pessoas das 2.024.430 aptas a votar não compareceram às urnas no no último dia 4, isso equivale a exatos 23,87% do eleitorado estadual. 

Por outro lado, entre os mais jovens, o comparecimento foi proporcionalmente inverso apresentado pela média geral.

Dos 8.477 eleitores aptos com 16 anos, 7.279 (86%) compareceram no primeiro turno do pleito geral. A proporcionalidade se manteve em 81% entre os eleitores com 17 anos, uma vez que 11.622 dos 14.270 votaram, ao passo que 20,8 mil dos 25,6 mil eleitores com 18 anos (80%) votaram. 

Em comparação com as eleições presidenciais anteriores, o pleito do primeiro turno trouxe a maior abstenção da história.

Em 2022, por exemplo, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro. 

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam adequados a votar pela Justiça Eleitoral.

Nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Presentes por faixa etária 

  • 16 anos - 7.279 eleitores (86%)
  • 17 anos - 11.622 eleitores (81%)
  • 18 anos -  20.846 eleitores (80%)
  • 19 anos - 20.580 eleitores (75%)
  • 20 anos - 23.329 eleitores (70%)
  • 21-24 anos - 95.683 eleitores (68%)
  • 25-29 anos - 135.039 eleitores (71%)
  • 30-34 anos - 150.949 eleitores (75%)
  • 35-39 anos - 155.113 eleitores (78%)
  • 40-44 anos - 163.898 eleitores (81%)
  • 45-49 anos - 158.740 eleitores (82%)
  • 50-54 anos - 142.337 eleitores (83%)
  • 55-59 anos - 132.088 eleitores (83%)
  • 60-64 anos - 121.382 eleitores (85%)
  • 65-69 anos - 95.551 eleitores (83%)
  • 70-74 anos - 59.353 eleitores (69%)
  • 75-79 anos - 30.188 eleitores (53%)
  • 80-84 anos - 12.380 eleitores (38%)
  • 85-89 anos - 4.204 eleitores (25%)
  • 90-94 anos - 942 eleitores (13%)

Posso votar?

Caso esteja em dia com a Justiça eleitoral, quem não compareceu no primeiro turno pode votar neste domingo (25). Do mesmo modo, deve justificar a ausência em até 60 dias a partir da data do pleito e pode ser feita de forma online pelo e-Título ou pelo site do TSE, além de opção presencial em locais definidos pelos  Tribunais Regionais Eleitorais e cartórios eleitorais.

 

Eleições 2026

Justiça Eleitoral manda PF prender secretário de Salvador por retenção de ônibus

Fiscalização constatou redução da frota de ônibus durante a votação do segundo turno

25/10/2026 13h30

Secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza

Secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza Foto: Divulgação / Redes Sociais

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou neste domingo, 25, que a Polícia Federal prenda em flagrante o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após fiscalização constatar redução da frota de ônibus durante a votação do segundo turno.

A decisão também manda restabelecer integralmente o serviço, com gratuidade, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. O despacho, ao qual o Broadcast Político teve acesso, foi assinado às 13h15 e tem força de mandado. Até o momento, não há confirmação do cumprimento da prisão.

A determinação atende a pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Segundo a decisão, uma inspeção na garagem do BRT, na Avenida Barros Reis, encontrou diversos veículos parados. O supervisor informou aos magistrados que a frota em circulação era inferior à dos dias úteis e que a empresa seguia orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade

Ainda conforme o despacho, o supervisor foi informado da obrigação de manter o serviço sem redução e afirmou que mobilizaria motoristas para colocar os veículos nas ruas, o que não havia ocorrido até a decisão.

"Considerando-se que a orientação para redução da frota partiu da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador (Semob), diante das evidências da violação dos artigos 297, 304 e 347 do Código Eleitoral, determino seja procedida a imediata prisão do seu titular, o secretário Pablo Souza", escreveu o desembargador

O tribunal deu prazo de uma hora, contado da notificação, para que os responsáveis comprovem nos autos a circulação de 100% da frota, com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis. A multa é solidária entre o município, o secretário e as concessionárias. A operação deverá ser mantida até o encerramento da votação e pelo tempo necessário ao retorno dos eleitores para casa.

A Polícia Federal também deverá fiscalizar as garagens e garantir a saída dos coletivos. O despacho prevê prisão em flagrante de quem impedir ou embaraçar o cumprimento da ordem e encaminha o processo à Procuradoria Regional Eleitoral para investigação.

Prefeitura afirma normalização

Em nota, a Semob afirmou que a operação foi normalizada. A Pasta atribuiu as interrupções no início da manhã à presença de propaganda eleitoral em veículos nas garagens e disse que a situação foi contornada após diálogo com equipes operacionais e entidades sindicais. A secretaria informou ainda que notificou as empresas para garantir a disponibilidade integral da frota.

Salvador é administrada por Bruno Reis (União Brasil), aliado do ex-candidato ao governo estadual ACM Neto e apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 944.358 votos no 1º turno, equivalentes a 65,26% dos válidos, contra 391.188 de Flávio (27,03%). Na disputa estadual, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), aliado do presidente, foi reeleito no 1º turno com 4.626.509 votos em toda a Bahia, ou 55,80% dos válidos, derrotando ACM Neto.

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