Política

GOVERNO

Centrais se reúnem para negociar mínimo de R$ 580

Centrais se reúnem para negociar mínimo de R$ 580

FOLHA ONLINE

24/01/2011 - 08h28
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Governo e centrais sindicais terão nesta semana a primeira rodada de negociação sobre o valor do salário mínimo no governo Dilma Rousseff. Apesar de ter sido fixado, no fim do governo Lula, em R$ 540, e já estar sendo pago, o valor ainda será revisto.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou que o piso salarial subirá para R$ 545 a partir de 1º de fevereiro. Mas as centrais querem R$ 580.

O governo sabe que será difícil manter os R$ 545 e, por isso, nos bastidores da área econômica já se fala em chegar a R$ 550. No entanto, a ideia é deixar a negociação para o novo Congresso, que começa os trabalhos na semana que vem.

Enquanto isso, o encontro marcado para a quarta-feira com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) será uma tentativa de afago às centrais, que reclamavam da falta de diálogo.

A pauta que será levada pelos representantes dos trabalhadores para o ministro inclui, além do reajuste do salário mínimo, a correção da tabela do Imposto de Renda e a criação de política permanente para aposentados que ganham mais que o piso salarial.

"Definimos sexta-feira em reunião da Executiva que queremos discutir toda a pauta. Não queremos desmembramento", disse Quintino Severo, secretário-geral da CUT.

Segundo ele, se não houver correção da tabela do IR, os ganhos reais obtidos por várias categorias nas negociações salariais em 2010 "não ficarão no bolso dos trabalhadores".

Perda

Ex-ministro do STF Octavio Gallotti morre aos 95 anos

Em nota, o tribunal lamentou a morte e destacou o rigor técnico, independência de seus julgamentos e dedicação ao serviço público

26/07/2026 16h30

Foto: Divulgação

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti morreu neste domingo, 26, aos 95 anos. O magistrado fez parte do STF entre 1984 e 2000 e presidiu a Corte de 1993 a 1995 O velório será realizado no Salão Branco do STF, na segunda-feira, 27, das 10h às 17h. O sepultamento será no dia 28, no Rio de Janeiro.

Em nota, o tribunal lamentou a morte e destacou o rigor técnico, independência de seus julgamentos e a dedicação ao serviço público. O presidente do STF, Edson Fachin, destacou o legado do ex-ministro: "Sua trajetória confunde-se com um período significativo da história institucional brasileira. Magistrado de notável cultura jurídica, espírito público exemplar e inabalável compromisso com a Constituição, o Ministro Gallotti deixou marcas permanentes na construção da jurisprudência e no fortalecimento das instituições democráticas do País."

Casado desde 1962 com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti, deixa os filhos Luiz Gallotti Neto e Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Gallotti foi indicado pelo presidente João Figueiredo para a vaga deixada com a aposentadoria de Pedro Soares Muñoz. Foi o último ministro indicado ao STF durante a ditadura militar.

Trajetória

Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti nasceu no Rio de Janeiro e se formou em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1973, tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Além de presidir o STF, também esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Gallotti chegou a assumir a presidência do País em viagens internacionais do então presidente Itamar Franco.

Gallotti vinha de uma família de conhecidos juristas. O pai dele, Luiz Gallotti, foi deputado Estadual em Santa Catarina, Procurador-Geral da República, presidente do STF e do TSE. O avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque foi deputado da primeira constituinte na Bahia, juiz federal, ministro do STF e Procurador-Geral da República.

Disputa

Convenções partidárias acirram corrida eleitoral em MS: PT e PSB largam na frente

Legendas devem homologar candidaturas até 5 de agosto

26/07/2026 15h45

Legendas devem homologar candidaturas até 5 de agosto

Legendas devem homologar candidaturas até 5 de agosto Foto: Divulgação

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As convenções partidárias para as eleições gerais de 2026 entram na reta decisiva e já acirram a corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Neste domingo (26), a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e o PSB realizaram os primeiros encontros estaduais e oficializaram as primeiras candidaturas ao Governo do Estado.

Até o dia 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, as principais legendas devem homologar candidatos ao governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

Com a convenção realizada na Fetems, em Campo Grande, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) foi confirmado como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Federação Brasil da Esperança.

A chapa terá como candidata a vice-governadora Gilda Maria dos Santos, a Dona Gilda (PT), evento que também oficializou o apoio do PSB à aliança. 

A composição também definiu os candidatos ao Senado. O deputado federal Vander Loubet (PT) teve a candidatura homologada para uma das duas vagas em disputa, enquanto a senadora Soraya Thronicke (PSB) buscará a reeleição pela mesma coligação.

Além da chapa majoritária, a federação confirmou candidaturas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, encerrando meses de articulações internas e abrindo oficialmente a participação do bloco de oposição na disputa estadual. Pela coligação, o vereador campo-grandense Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, irmão de Fábio, disputará vaga na Câmara Federal. 

Durante o evento, Fábio Trad afirmou que fará oposição ao governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, mas disse que pretende conduzir a campanha sem ataques pessoais aos adversários. Segundo ele, a estratégia será apresentar propostas e fazer uma avaliação crítica da atual gestão estadual.

Se por um lado a oposição governista deu inicio oficial à campanha, os partidos que compõem a base governista concentram esforços para definir suas convenções nos próximos dias.

PSDB e a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, possuem convenções previstas para o próximo dia 31 de julho, fato incerto, uma vez que a  presidente estadual do PP, senadora Tereza Cristina, informou que a data ainda poderá ser alterada para 1º de agosto, diante da articulação para que todas as legendas que apoiam a reeleição de Eduardo Riedel realizem seus encontros conjuntamente.

Caso a unificação seja confirmada, o dia 1º de agosto reunirá as convenções do PP, União Brasil, PSDB, PL, MDB e Republicanos.

No PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja deverá ser homologado como candidato ao Senado. O MDB também confirmou que realizará sua convenção na mesma data, segundo o presidente estadual de honra da legenda, André Puccinelli, que é pré-candidato a deputado estadual.

Já o Republicanos deverá oficializar a candidatura à reeleição do deputado federal Beto Pereira, presidente estadual da sigla.

O calendário será encerrado em 5 de agosto com a convenção estadual do Partido Novo. O encontro está marcado para as 19h, em local ainda a ser definido, conforme informou o presidente estadual da legenda, Guto Scarpanti. Cabe destacar que o partido sinalizou João Henrique Catan como postulante à Governadoria. 

O que são as convenções?

As convenções representam uma das etapas mais importantes do processo eleitoral, pois é nelas que os partidos homologam candidatos, confirmam federações, aprovam coligações para as eleições majoritárias, definem estratégias de campanha e deliberam sobre questões internas.

Após a realização dos encontros, os partidos terão até 15 de agosto para solicitar o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Cada convenção deverá produzir uma ata com todas as deliberações, documento obrigatório para o processo de registro.

Na etapa seguinte, a Justiça Eleitoral verificará se os candidatos cumprem os requisitos constitucionais e legais, como filiação partidária, domicílio eleitoral, idade mínima, regularidade dos direitos políticos, observância da Lei da Ficha Limpa e da cota de gênero, que exige o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais.

Calendário das principais convenções em MS

26 de julho (realizadas)

Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV): homologou Fábio Trad ao Governo, Dona Gilda para vice e Vander Loubet ao Senado.

PSB: oficializou apoio à chapa de Fábio Trad e confirmou Soraya Thronicke como candidata à reeleição ao Senado.

31 de julho* (previstas, com possibilidade de alteração)

PSDB.
Federação União Progressista (PP e União Brasil).

1º de agosto (provável concentração das convenções governistas)

PP e União Brasil (caso haja mudança de data).
PL: Reinaldo Azambuja ao Senado.
MDB: André Puccinelli para deputado estadual.
Republicanos: Beto Pereira à reeleição para deputado federal.

5 de agosto

Novo: convenção estadual marcada para as 19h.
 

*Saiba

O senador Nelsinho Trad (PSD) teve oficializada sua candidatura à reeleição também neste domingo (26). O partido oficializou Ronaldo Caiado como presidenciável, evento realizado em São Paulo 

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