Política

Disputa

Convenções partidárias acirram corrida eleitoral em MS: PT e PSB largam na frente

Legendas devem homologar candidaturas até 5 de agosto

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As convenções partidárias para as eleições gerais de 2026 entram na reta decisiva e já acirram a corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Neste domingo (26), a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e o PSB realizaram os primeiros encontros estaduais e oficializaram as primeiras candidaturas ao Governo do Estado.

Até o dia 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, as principais legendas devem homologar candidatos ao governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

Com a convenção realizada na Fetems, em Campo Grande, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) foi confirmado como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Federação Brasil da Esperança.

A chapa terá como candidata a vice-governadora Gilda Maria dos Santos, a Dona Gilda (PT), evento que também oficializou o apoio do PSB à aliança. 

A composição também definiu os candidatos ao Senado. O deputado federal Vander Loubet (PT) teve a candidatura homologada para uma das duas vagas em disputa, enquanto a senadora Soraya Thronicke (PSB) buscará a reeleição pela mesma coligação.

Além da chapa majoritária, a federação confirmou candidaturas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, encerrando meses de articulações internas e abrindo oficialmente a participação do bloco de oposição na disputa estadual. Pela coligação, o vereador campo-grandense Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, irmão de Fábio, disputará vaga na Câmara Federal. 

Durante o evento, Fábio Trad afirmou que fará oposição ao governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, mas disse que pretende conduzir a campanha sem ataques pessoais aos adversários. Segundo ele, a estratégia será apresentar propostas e fazer uma avaliação crítica da atual gestão estadual.

Se por um lado a oposição governista deu inicio oficial à campanha, os partidos que compõem a base governista concentram esforços para definir suas convenções nos próximos dias.

PSDB e a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, possuem convenções previstas para o próximo dia 31 de julho, fato incerto, uma vez que a  presidente estadual do PP, senadora Tereza Cristina, informou que a data ainda poderá ser alterada para 1º de agosto, diante da articulação para que todas as legendas que apoiam a reeleição de Eduardo Riedel realizem seus encontros conjuntamente.

Caso a unificação seja confirmada, o dia 1º de agosto reunirá as convenções do PP, União Brasil, PSDB, PL, MDB e Republicanos.

No PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja deverá ser homologado como candidato ao Senado. O MDB também confirmou que realizará sua convenção na mesma data, segundo o presidente estadual de honra da legenda, André Puccinelli, que é pré-candidato a deputado estadual.

Já o Republicanos deverá oficializar a candidatura à reeleição do deputado federal Beto Pereira, presidente estadual da sigla.

O calendário será encerrado em 5 de agosto com a convenção estadual do Partido Novo. O encontro está marcado para as 19h, em local ainda a ser definido, conforme informou o presidente estadual da legenda, Guto Scarpanti. Cabe destacar que o partido sinalizou João Henrique Catan como postulante à Governadoria. 

O que são as convenções?

As convenções representam uma das etapas mais importantes do processo eleitoral, pois é nelas que os partidos homologam candidatos, confirmam federações, aprovam coligações para as eleições majoritárias, definem estratégias de campanha e deliberam sobre questões internas.

Após a realização dos encontros, os partidos terão até 15 de agosto para solicitar o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Cada convenção deverá produzir uma ata com todas as deliberações, documento obrigatório para o processo de registro.

Na etapa seguinte, a Justiça Eleitoral verificará se os candidatos cumprem os requisitos constitucionais e legais, como filiação partidária, domicílio eleitoral, idade mínima, regularidade dos direitos políticos, observância da Lei da Ficha Limpa e da cota de gênero, que exige o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais.

Calendário das principais convenções em MS

26 de julho (realizadas)

Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV): homologou Fábio Trad ao Governo, Dona Gilda para vice e Vander Loubet ao Senado.

PSB: oficializou apoio à chapa de Fábio Trad e confirmou Soraya Thronicke como candidata à reeleição ao Senado.

31 de julho* (previstas, com possibilidade de alteração)

PSDB.
Federação União Progressista (PP e União Brasil).

1º de agosto (provável concentração das convenções governistas)

PP e União Brasil (caso haja mudança de data).
PL: Reinaldo Azambuja ao Senado.
MDB: André Puccinelli para deputado estadual.
Republicanos: Beto Pereira à reeleição para deputado federal.

5 de agosto

Novo: convenção estadual marcada para as 19h.
 

*Saiba

O senador Nelsinho Trad (PSD) teve oficializada sua candidatura à reeleição também neste domingo (26). O partido oficializou Ronaldo Caiado como presidenciável, evento realizado em São Paulo.

Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

Crise no STF

Veja a repercussão política após Moraes pedir investigação contra Mendonça

Pedido de Moraes por providências contra André Mendonça provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira

04/09/2026 07h13

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

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O pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por providências contra André Mendonça, provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira, 3.

Rogério Marinho (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Eduardo Girão (NOVO) e Carlos Viana (PSD) saíram em defesa de Mendonça e fizeram críticas a Moraes.

Do lado governista, as manifestações se concentraram nas relações do Banco Master com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem citar diretamente a iniciativa de Moraes contra o colega de Corte.

Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Relator do caso Banco Master, Mendonça levantou na terça-feira, 1º, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão

Oposição 

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que Moraes voltou a transformar o Inquérito 4.781, aberto há sete anos, em "instrumento de poder pessoal".

"É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria", afirmou Marinho em nota.

O senador também acusou Moraes de utilizar o Inquérito das Fake News como "escudo e instrumento de intimidação".

O deputado Sóstenes Cavalcante também manifestou apoio a Mendonça. "Eu apoio André Mendonça. Eu não apoio criminoso", escreveu. Para o parlamentar, há uma tentativa de acabar com uma "investigação séria e imparcial" sobre o Banco Master porque "tem muita gente poderosa envolvida".

O senador Eduardo Girão classificou a iniciativa de Moraes como o "grau máximo de falta de noção da realidade".

Já o senador Carlos Viana afirmou ter acionado Fachin sobre a conduta de Moraes contra Mendonça. Ele disse ter pedido a preservação de documentos, registros de acesso e comunicações para esclarecer se houve uma possível retaliação.

"Depois que vieram a público elementos do caso Master envolvendo Moraes, ele adotou uma iniciativa contra o ministro que conduziu essas providências", escreveu. Viana questionou se Moraes estaria usando as prerrogativas do cargo para reagir contra Mendonça. "Se houve uso do cargo para constranger ou retaliar um ministro pelo exercício de suas funções, é gravíssimo", afirmou

Governistas

Enquanto integrantes da oposição concentraram as manifestações no embate entre Moraes e Mendonça, publicações de governistas abordaram o caso Master sem mencionar o pedido de Moraes contra o ministro.

O deputado Rogério Correia compartilhou um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relacionou o banco ao governo de Jair Bolsonaro. José Guimarães também compartilhou a publicação de Correia.

"O banco Master é de 2019, autorizado a funcionar pelo governo Bolsonaro e a partir de 2020 foi que passou a explorar com crédito consignado, aposentados do INSS, permitido pelo governo de Jair Bolsonaro", escreveu Correia.

O deputado afirmou ainda que, no governo Lula, o banco foi liquidado, a corrupção denunciada e o banqueiro preso. Correia disse esperar estar na Câmara para comandar uma nova CPMI.

A deputada federal Gleisi Hoffmann também se manifestou sobre o caso Master, mas não citou a iniciativa de Moraes contra Mendonça. Ela repercutiu informações envolvendo Vorcaro e recursos destinados às campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio em 2022.

"Quer dizer então que o dinheiro para as campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio em 2022 eram propina? É isso que tá dizendo o próprio Vorcaro! É gravíssimo!", escreveu.

Gleisi afirmou ainda que o caso mostraria uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais contra Lula e voltou suas críticas a Bolsonaro, ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado Filipe Barros.

Lula gravou nesta quinta-feira um vídeo sobre a crise que atingiu o Supremo após as revelações das mensagens entre Moraes e Vorcaro.
 

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