Política

DEFESA DO AGRO

Claudinho Serra solicita votação da PEC 132 para indenização de produtores rurais

O vereador por Campo Grande explicou que a proposta busca garantir tratamento justo e indenização ao setor produtivo em caso de demarcações de terras indígenas

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O vereador Claudinho Serra (PSDB) apresentou, nesta terça-feira (27), durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, uma moção de apoio à Câmara dos Deputados para a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 132.

A moção foi aprovada por unanimidade pelos demais vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande e, conforme o parlamentar, a iniciativa visa estabelecer diretrizes claras para o tratamento das demarcações de terras indígenas, permitindo que os produtores rurais de boa-fé, cujas terras sejam homologadas como indígenas, recebam indenizações adequadas. 

"A PEC 132 prevê indenização aos produtores rurais que eventualmente tenham suas terras demarcadas como indígenas, uma vez que hoje ocorre a expropriação", destacou Claudinho Serra, que também tem organizado mobilizações para apresentar à bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional os destaques econômicos do setor do agronegócio para incentivar o trâmite da votação.

Com vasta representatividade no setor agropecuário, o vereador Claudinho Serra destaca a importância do agronegócio para a capital sul-mato-grossense. O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária do município apresentou crescimento de 169% na década, conforme levantamento do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (SIGA-MS). 

Em 2009, conforme ele, o PIB do agronegócio em Campo Grande atingia R$100 milhões e em 2019 chegou a R$ 270 milhões. A PEC 132, que tramita na Câmara dos Deputados, tem como objetivo garantir que, em casos de demarcações de terras indígenas, os produtores rurais sejam devidamente indenizados pelo patrimônio perdido. 

A proposta visa proporcionar um tratamento justo e equilibrado entre os interesses dos povos indígenas e dos agricultores que, de boa-fé, adquiriram e desenvolveram suas propriedades.

O vereador Claudinho Serra ressalta que a PEC 132 é uma iniciativa suprapartidária, que busca solucionar um problema enfrentado por diversos produtores rurais em todo o país. A proposta estabelece diretrizes claras para a indenização dos agricultores, evitando prejuízos financeiros e impactos socioeconômicos negativos.

Em sua atuação parlamentar, Claudinho Serra tem defendido as bandeiras do agronegócio, trabalhando em prol do desenvolvimento sustentável e da valorização dos produtores rurais. Seu compromisso está em buscar soluções que conciliem o respeito aos direitos dos povos indígenas com a garantia dos direitos dos agricultores, promovendo um ambiente de diálogo e entendimento.

A atuação do vereador em defesa do setor agropecuário reflete a relevância desse segmento para a economia de Campo Grande. O agronegócio não apenas impulsiona o crescimento da cidade, mas também contribui para a segurança alimentar, a geração de empregos e a exportação de produtos, fortalecendo a economia regional.

Nesse contexto, a solicitação do vereador Claudinho Serra para que a PEC 132 seja colocada em votação na Câmara Federal demonstra compromisso com o desenvolvimento sustentável do agronegócio. "É um notável avanço legislativo, norteado por princípios constitucionais como a defesa da propriedade, o justo direito e, em um contexto mais amplo, a cidadania como um todo", ressaltou.

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Parceria

Empréstimo de R$ 415 milhões para o Hospital Regional é aprovado pelo Senado

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

13/08/2026 17h00

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Senado aprovou o empréstimo de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 415 milhões), repasse entre Governo do Estado e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destinados à parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional. 

A resolução parlamentar que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) pelo Plenário do Senado e segue à promulgação. 

O empréstimo conta com garantia da União, nos termos da mensagem da Presidência da República (MSF 48/2026) ratificada pelos senadores.

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) confirmaram o cumprimento dos requisitos legais para a tomada dos recursos pelo governo do Estado.

Em seu relatório, a senadora Tereza Cristina (PP) argumentou que “o principal objetivo deve ser assegurar uma estrutura hospitalar adequada, serviços de qualidade e utilização eficiente dos recursos públicos, mantendo sempre a saúde e o interesse coletivo como referências centrais da iniciativa”.

Em maio o Governo do Estado assinou a concessão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul à empresa Inova Saúde, subsidiária da Construcap CCPS Engenharia e Comércio, vencedora do leilão para comandar administrativamente o hospital através de parceria público-privada. Conforme o contrato, a empresa deve iniciar os serviços em janeiro de 2027. 

De acordo com Riedel, a decisão da privatização do Hospital foi motivada por experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo em gestão de hospitais públicos. O objetivo é oferecer serviço gratuito à população com recursos compatíveis ao orçamento estadual. 

"Este foi o melhor modelo encontrado que envolvesse a ampliação do hospital, a construção, a parte estrutural, física, modernização do hospital, não só do ponto de vista de equimaneto e da sua estrutura, mas do ponto de vista da gestão. Temos muita convicção de que essa mudança traria um resultado muito positivo e impactaria a saúde e no projeto da saúde de todo o estado", afirmou o governador à época. 

O leião da concessão aconteceu na sede da B3, em São Paulo e teve cinco interessadas. A Construcap ofereceu um deságio de 22% ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, que era de R$ 20,3 milhões, ofertando R$ 15,9 milhões, valor muito inferior ao dos quatro outros concorrentes do leilão.

O plano de implementação será feito em fases progressivas. Em janeiro do próximo ano a empresa assume serviços de apoio não assistenciais, como a hotelaria, limpeza, lavanderia, segurança, recepção e infraestrutura de TI. 

Após 20 meses, a Inovar assume a indústria farmacêutica, que é a compra de medicamentos. Um ano depois, a empresa assume a reforma e modernização do chamado "Bloco Velho", passando para as outras áreas após a conclusão, até a consolidação total da operação, com previsão de 56 meses.

"Isso quer dizer que a gente ainda vai conviver com um pedaço de responsabilidade do Estado, e por isso é uma operação assistida, até a operação plena ser consolidada, com parte da PPP. Mas visando sempre o melhor e a melhor eficiência para o cidadão", explicou o Dr. Vinícius Batistela. 

Saiba*

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é considerado o maior hospital de alta complexidade do Estado, atendendo mais de 1,5 milhão de pacientes por ano. A PPP será responsável por modernizar e expandir os serviços essenciais por um período de 30 anos. 

"Me tirem!"

'Mais louco do Brasil' diz que PL pode expulsá-lo após apoiar petista ao Senado

Prefeito rebateu candidata a deputada estadual que pediu saída dele da legenda

13/08/2026 14h15

Vander Loubet foi um dos escolhidos por Juliano Ferro ao Senado

Vander Loubet foi um dos escolhidos por Juliano Ferro ao Senado Foto: Montagem

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Após declarar apoio à candidatura do petista Vander Loubet ao Senado, Juliano Ferro (PL), prefeito de Ivinhema autointitulado "Mais louco do Brasil" disse que o partido pode expulsá-lo, mas que mesmo assim manterá apoio àqueles que sempre os ajudaram duranto a construção de seu mandato.

Na manhã desta quinta-feira (13), a candidata a deputada estadual Vivi Tobias (PL) foi até a sede estadual do partido, em Campo Grande, e protocolou um pedido de expulsão de Juliano Ferro por infidelidade partidária. 

Amplamente identificado com a ala bolsonarista, a declaração de apoio a Vander em detrimento da candidatura de Capitão Contar, do mesmo partido, não foi bem acolhida por grande parcela de seus eleitores, fato que provocou uma enxurrada de declarações negativas de sua própria base eleitoral.  

Em suas redes sociais, reiterou o apoio a Vander Loubet e disse que o petista é o único da esquerda que decidiu apoiar, mantendo assim apoio para Flávio Bolsonaro à presidência, Riedel para Governador, Mara Caseiro na disputa pela Câmara Federal, Zé Teixeira, candidato a deputado estadual e Reinaldo Azambuja, sua primeira escolha no Senado. 

"Eu não estou fazendo "desfidelidade (sic) partidária não, eu não sou candado a deputado estadual e nem federal, não sou candado a nada, eu sou prefeito. Se quiserem me tirar do partido, tirem!"

Na sequência, diz que a escolha por Vander se deu como uma espécie de gratidão ao fato do atual deputado federal auxiliá-lo com recursos federais. Tenho que apoiar quem ajudou a construir o mandato, quem hoje atende a "necessidade da população", falou. 

"E eu não vou pelo partido, vou pelas melhores propostas pelo nosso estado, eu vou por queles que me ajudaram a conduzir o meu mandato. Fui reeleito com 82%, então antes de falar de mim vai lá e pergunta em Ivinhema como que é o nosso mandato." No mesmo vídeo, diz que a candidatura do do outro candidato ao Senado pelo PL (Capitão Contar) não o convenceu. Além de Ferro, Júlio Buguelo (PSD), prefeito de Glória de Dourados também declarou apoio a Vander. 

No vídeo, alguns de seus seguidores o apoiam, ao passo que outros o chamam de "petista enrustido". 

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