Política

CÂMARA MUNICIPAL

Claudinho Serra toma posse como vereador de Campo Grande

Ele assume a vaga do vereador Professor João Rocha (PP), que assumirá a vaga de secretário municipal

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O suplente Claudinho Serra (PSDB) tomou posse como vereador de Campo Grande nesta terça-feira (23), na Câmara Municipal. Ele assume a vaga deixada pelo vereador João Rocha (PSDB), que se licenciou para assumir a vaga de de secretário municipal de Governo e Relações Institucionais no lugar de Marcio Cesar Oliveira da Fonseca.

Claudinho Serra era secretário municipal em Sidrolândia e pediu exoneração para assumir o cargo no Legislativo Municipal da Capital.

Nas eleições de 2020, pelo PSDB, ele obteve 3.616 votos.

Na solenidade de posse, Claudinho Serra disse que o dia de hoje marca o começo de um "grande novo ciclo".

"Com o coração grato, quero honrar os votos obtidos dos cidadãos campo-grandenses, de homens e mulheres de bem que levantam cedo em busca do sustento de suas famílias. Vou lutar por entregas de fato ao cidadão. Contem comigo para defender o povo”, discursou.

“Estou consciente das minhas responsabilidades. Vamos trabalhar por justiça social, com responsabilidade. Muito obrigado, Deus nos abençoe e viva Campo Grande”, concluiu o novo vereador.

Perfil

Claudio Jordão de Almeida Serra Filho, conhecido como Claudinho Serra, nasceu em Campo Grande no dia 27 de agosto de 1991.

Formado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), foi presidente do Diretório Acadêmico Clóvis Beviláqua e logo depois presidente da Comissão de Acadêmicos e Estagiários da OAB.

Em 2016, foi convidado pelo então governador Reinaldo Azambuja para ser um dos coordenadores de campanha dos candidatos do PSDB nos municípios.

Também atuou no Governo do Estado, especificamente nos assuntos políticos de Campo Grande, diretamente com o secretário de Articulação Política, Sérgio de Paula, e também com o então secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel.

Entre abril e dezembro de 2021, foi diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp). Depois, assumiu a secretaria municipal de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica de Sidrolândia.

João Rocha licenciado

João Rocha também discursou na Câmara e afirmou que irá manter um bom relacionamento com os vereadores, agora em sua nova função, mas respeitando a independência entre os poderes.

“Por quase 15 anos, tivemos a oportunidade de usar essa ferramenta da democracia. Hoje, usamos essa Tribuna não para fazer despedidas, mas continuar o fortalecimento de uma ponte entre a Câmara de Vereadores e o Poder Executivo, uma ponte de harmonia, mas com independência”, afirmou.

João Rocha também agradeceu os colegas pelos momentos que passou na Casa de Lei.

"Passaram vários colegas por aqui, vivemos momentos alegres, e outros extremamente difíceis. Aqui, amadurecemos muito. Tivemos oportunidade de trabalhar no Executivo Estadual, Municipal, mas o Poder Legislativo nos forja”, finalizou.

Diplomacia

Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais

07/09/2026 22h00

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Reprodução / Perfil Brasil

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em mensagem enviada nesta segunda-feira ao presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que as relações entre Rússia e Brasil "estão se desenvolvendo com sucesso no espírito da parceria estratégica". O texto, de felicitações pelo Dia da Independência no Brasil, foi publicado no perfil da embaixada da Rússia no País.

"Os nossos países cooperam ativamente nas mais diversas áreas, coordenam esforços no âmbito da ONU, do #BRICS, do G20 e de outras estruturas multilaterais", pontua o presidente russo.

Na mensagem, Putin chama Lula de "caro amigo" e observa que "nós, sem dúvida, continuaremos o trabalho junto construtivo para fortalecer ainda mais todo o conjunto de vínculos russo-brasileiros mutuamente benéficos. Isso atende plenamente aos interesses dos nossos povos amigos, está em consonância com a construção de uma nova ordem mundial - mais justa e multipolar".

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais, incluindo Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem teve atritos recentemente devido à imposição de tarifas pelos EUA a produtos importados do Brasil "Eu não tenho adversários", ressaltou Lula em entrevista à Rádio Progresso.

Justiça

Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

Prazo de 5 dias para manifestação vence na sexta-feira

07/09/2026 13h30

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, ele deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

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