Política

Adiado

CNJ adia julgamento de desembargador afastado na Última Rátio

Decisão atendeu pedido da advogada do desembargador, que alegou problemas de saúde

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou o julgamento da reclamação disciplinar contra o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), um dos alvos da Operação Última Rátio, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Estado.

A análise do caso estava marcada para esta terça-feira (28), mas foi adiada para o dia 11 de novembro, após pedido da defesa do magistrado, que alegou problemas de saúde.

Brito Rodrigues está afastado de suas funções desde 24 de outubro de 2024, data em que a operação foi desencadeada.

Em agosto deste ano, o corregedor-nacional de Justiça, Mauro Campbell, prorrogou por mais 180 dias o afastamento de quatro desembargadores do TJMS Marcos José de Brito Rodrigues, Alexandre Bastos, Sideni Soncini Pimentel e Vladimir Abreu.

A decisão foi tomada após o fim da medida anterior, no dia 7 de agosto, sem nova determinação do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin.

O ocorrido

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a Polícia Federal encontrou R$ 30 mil em espécie no porta-objetos do SUV Jeep Cherokee do desembargador. No total, segundo relatório encaminhado ao STF, foram apreendidos R$ 46,6 mil em dinheiro vivo em poder do magistrado.

Á época, o delegado responsável pela investigação, Marcos André Araújo Damato, afirmou que o montante reforça indícios de corrupção com a venda de decisões judiciais, já que "dificilmente há justificativa para transitar com tal quantia em espécie nos dias atuais".

A defesa de Brito Rodrigues tenta anular toda a operação, sob a alegação de que a investigação teria perdido contemporaneidade, pois os fatos ocorreriam há mais de dez anos.

Na ocasião, os advogados sustentaram que a apuração deveria ser anulada por supostamente envolver ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que transferiria a competência para aquele tribunal. No entanto, a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul negou a existência de qualquer ministro do STJ sob investigação.

O caso começou no STJ, mas foi remetido ao Supremo Tribunal Federal por ordem de Zanin. O nome do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como elo entre magistrados e empresários beneficiados por decisões judiciais, foi citado pela defesa como ligação com outros inquéritos que tramitam no STJ argumento também rejeitado pela PF.

A operação

A Operação Última Rátio apura um suposto esquema de venda de sentenças no TJMS. Segundo as investigações, Marcos Brito Rodrigues teria recebido vantagens indevidas para favorecer empresários e figuras públicas em processos de alto valor.

Em uma das decisões suspeitas, o desembargador teria beneficiado o procurador de Justiça e pecuarista Marcos Antônio Martins Sottoriva, que buscava se livrar de dívidas de cerca de R$ 5 milhões referentes à compra de uma fazenda. De acordo com a PF, Brito concedeu liminar favorável sem sequer ler os autos, repassando a análise a um assessor, o que, segundo os investigadores, torna o ato judicialmente nulo.

Outra frente da apuração indica que o magistrado teria recebido propina para favorecer o empresário Andreson Gonçalves em processos que somam mais de R$ 64 milhões. Parte do valor teria sido intermediada pelo advogado Félix Jayme, suspeito de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas a magistrados.

Além disso, mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram hostilidade de Brito Rodrigues ao juiz Rodrigo Pedrini Marcos, de Três Lagoas, conhecido por denunciar irregularidades no Judiciário sul-mato-grossense. Em conversas com o também investigado juiz Fernando Paes, Brito chega a chamar Pedrini de "câncer" e faz ameaças veladas.

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, não estabelece prazo para o retorno dos desembargadores afastados do TJMS na operação. 

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CRÉDITO

Lula edita MP com mais R$ 15 bi para programa de ajuda a empresas afetadas pela guerra

As condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)

25/03/2026 16h30

Presidente Lula

Presidente Lula Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), editou a Medida Provisória 1.345, que destina R$ 15 bilhões adicionais às linhas de crédito do programa Brasil Soberano, para ajudar micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) cujas exportações foram afetadas pela guerra no Oriente Médio. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

As condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ainda irão definir os critérios de elegibilidade às linhas de financiamento.

Na terça-feira, 24, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que os valores vêm de recursos que não foram usados no Programa Brasil Soberano, lançado em 2025, para contrabalançar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras

De acordo com o Planalto, serão usados o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, inclusive do principal; o superávit financeiro, apurado em 31 de dezembro de 2025, de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda; e outras fontes orçamentárias

"O governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos. Os recursos serão fundamentais para garantir às empresas produtividade e competitividade no mercado internacional", afirmou, em nota, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Exportações

Lula também sancionou a Lei 15.359, que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação. De acordo com o Planalto, o texto moderniza o seguro e o financiamento às exportações brasileiras.

A nova lei incorpora uma regra interna do BNDES que estabelecia que países inadimplentes com o Brasil não poderão tomar novos empréstimos com o banco até a regularização da sua situação.

O texto também tem mecanismos para incentivar operações que envolvam economia verde e descarbonização. "A garantia de maior transparência será adotada com a criação de um portal único para centralizar as informações sobre todas as operações aprovadas. Uma vez por ano, o BNDES vai apresentar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal o portfólio de projetos. A medida permitirá maior interlocução e acompanhamento mais próximo por parte dos congressistas."

NOVO ENDEREÇO

Beto Pereira anuncia amanhã sua filiação ao Republicanos

Em fevereiro deste ano, o deputado federal havia assumido a presidência do PSDB

25/03/2026 08h25

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos Divulgação

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O deputado federal Beto Pereira oficializa amanhã a troca do PSDB pelo Republicanos para tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A confirmação foi obtida pelo Correio do Estado junto a interlocutores do parlamentar, que deve assumir a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul no lugar do deputado estadual Antonio Vaz.

A reportagem apurou que a chegada do deputado federal ao Republicanos foi articulada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) diretamente com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), durante reunião em Brasília (DF).

Beto Pereira vai para o Republicanos com a finalidade de consolidar a aliança da legenda com o grupo político de Riedel e Azambuja, que tinha PL, PP, União Brasil e PSDB, e tem como meta a reeleição do governador e a eleição de dois senadores da República, um deles o ex-governador.

Além de Beto Pereira, o Republicanos também ganhará o reforço do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos do PSD, do senador Nelsinho Trad, que informou o apoio à reeleição de Riedel, mesmo que o partido não faça parte dessa ampla aliança.

Com a adesão do grupo governista, o Republicanos projeta montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, com potencial para conquistar ao menos uma vaga, tendo, além de Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, a Cavala, que foi a mais votada de Dourados nas eleições municipais de 2024.

HISTÓRICO

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o RepublicanosO deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos - Forto: Divulgação

Nascido em Campo Grande, em 14 de novembro de 1977, Humberto Rezende Pereira, mais conhecido como Beto Pereira, é formado em Direito e iniciou sua carreira política como prefeito de Terenos. Ele é filho do ex-senador Valter Pereira e tataraneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

Em 2004, foi eleito prefeito do município de Terenos aos 26 anos, tornando-se o gestor mais jovem do Estado na época. No ano de 2008, foi reeleito com mais de 70% dos votos dos eleitores.

Em 2009, assumiu a presidência da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul) e, em 2012, Beto Pereira se tornou vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – o primeiro sul-mato-grossense a assumir essa função.

Em 2014, foi eleito deputado estadual, com 27.182 votos, e, em 2017, assumiu a presidência estadual do PSDB de Mato Grosso do Sul, enquanto em 2018 se elegeu deputado federal, com 80.500 votos.

No ano de 2019, foi eleito secretário-geral do PSDB nacional e, em 2022, foi reeleito deputado federal, com 97.872 votos, por Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023, foi eleito para compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Um ano depois, em 2024, foi candidato a prefeito de Campo Grande, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

 

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