Política

ACUSAÇÕES

CNPM vota pela demissão de procurador

CNPM vota pela demissão de procurador

CELSO BEJARANO

12/12/2012 - 00h00
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Nove dos 14 integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) votaram, ontem (11), pela demissão do ex-procurador geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Miguel Vieira da Silva, acusado de receber dinheiro por revelar informações sigilosas e aliviar as denúncias contra o ex-prefeito de Dourados, Ari Artuzi, preso por corrupção em 2010.

Para agir na trama, Vieira, acusado de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro, teria recebido R$ 300 mil mensais pelo tempo que chefiou o MPE, entre 2008 e 2010. O dinheiro era dado a ele pelo ex-secretário da Assembleia Legislativa, o ex-deputado estadual Ary Rigo.

Vieira caiu na investigação a partir de um diálogo gravado pelo jornalista Eleandro Passaia, que atuou na operação Uragano (furacão, em italiano) como espécie de araponga da Polícia Federal. Vieira recebia para repassar informações sigilosas acerca da investida policial.

O desfecho do julgamento de Vieira foi adiado para o ano que vem porque um dos conselheiros pediu vistas. Investigado desde 2010, Vieira cumpre expediente normal. 

É questionada a aquisição de apartamento no Edifício Graciliano Ramos, na Capital, em 2009. Na declaração do Imposto de Renda, Vieira diz ter quitado o imóvel em três parcelas: R$ 77 mil em fevereiro de 2009; R$ 77,6 mil em maio de 2009 e o restante em 2010, quando pagou R$ 56,3 mil. O imóvel vale hoje R$ 460 mil.

No entanto, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) diz que o imóvel foi pago à vista, R$ 211,4 mil. 

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Anuência

Trump divulga acordo sobre autorregulação da IA com apoio de principais empresas do setor

Documento afirma que cada companhia deve ser responsável por criar sua tecnologia de forma segura

29/09/2026 19h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Reprodução / X

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou o acordo sobre "superinteligência", novo nome dado pelo mandatário à inteligência artificial (IA), que estabelece um compromisso conjunto de empresas de tecnologia com responsabilidades de segurança no desenvolvimento e na implantação de modelos avançados de inteligência artificial. Ele recebeu endosso dos CEOs da Google, Anthropic, Meta, OpenAI, xAI e Nvidia.

O documento afirma que cada companhia deve ser responsável por criar sua tecnologia de forma segura e capaz de gerar confiança junto a clientes e ao público. "Esse objetivo começa com a adoção de processos internos robustos para garantir que os modelos se comportem como esperado durante o treinamento e após o lançamento", diz trecho do documento.

O relatório ainda prevê uma segunda camada de supervisão com a formação de uma equipe interna dedicada a assegurar que os controles, o monitoramento e os mecanismos de detecção estejam funcionando corretamente, além de que falhas sejam corrigidas rapidamente.

A terceira diretriz aponta para a contratação de auditoria externa independente, encarregada de realizar avaliações autônomas sobre a eficácia desses controles e sistemas de monitoramento. Por fim, o acordo recomenda que um comitê independente do conselho de administração acompanhe todo o processo, receba relatórios das equipes internas e de auditores externos e garanta que problemas identificados sejam efetivamente solucionados.

Trump disse nesta noite à Axios que avalia nomear Jay Clayton como "czar da IA". Atualmente diretor de Inteligência Nacional, Clayton é o principal assessor do presidente na área e ocupa o posto mais alto da comunidade do setor, que reúne 18 agências.

Lobby

Ex-sócio expõe Rolex de R$ 305 mil e relata suposto tráfico de influência de Flávio no STF

Conforme o material revelado nesta terça-feira (29) pelo site PlatôBR, a nota fiscal, de fevereiro de 2022, está em nome do advogado Alan Belaciano

29/09/2026 16h45

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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Mensagens, fotos e documentos guardados por Alexandre Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicam que pessoas próximas ao senador pagaram despesas pessoais e presentes de alto valor para ele, inclusive a compra de um Rolex Submariner Date de ouro branco por R$ 305 mil.

Conforme o material revelado nesta terça-feira (29) pelo site PlatôBR, a nota fiscal, de fevereiro de 2022, está em nome do advogado Alan Belaciano.

Segundo o PlatôBR, mensagens obtidas pela reportagem indicam que o relógio foi comprado para Flávio. Belaciano também havia pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia instalados na casa do senador em Brasília.

À época em que o caso veio a público, Flávio afirmou que a compra havia sido feita por um amigo como um "empréstimo pessoal" que estava sendo quitado. O PlatôBR afirma que pessoas próximas também arcaram com reparos na casa, uma televisão de 75 polegadas e mensalidades de academia.

No fim de 2023, durante uma disputa financeira entre Flávio e Santini, o ex-sócio enviou uma mensagem ao senador afirmando saber que Flávio havia falado diretamente com o ministro do Supremo Tribunal Federla (STF) Kassio Nunes Marues para tratar do interesse de um cliente que tinha um processo no gabinete do ministro.

Segundo Santini, o caso era acompanhado por Belaciano e teria havido ainda a marcação de um jantar com participação do chefe de gabinete do ministro.  Confrme apurado pelo PlatôBR, a reportagem não identifica o cliente ou o processo nem apresenta comprovação independente de que a alegada intermediação ocorreu.

Depois da mensagem, Flávio respondeu no mesmo dia e marcou uma reunião com Santini em seu gabinete. Não há informação sobre o que foi discutido.

Posteriormente, Santini comunicou a interlocutores que a disputa estava encerrada.

Em nota, o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o magistrado "atende parlamentares de todos os partidos, que defendem interesses distintos, e isso é praxe entre todos os gabinetes do Supremo, não representando prejuízo para a isenção dos magistrados".

Disputa milionária

Sócios em uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio, Santini recorreu à Justiça para cobrar R$ 1,47 milhão do senador.  Na ocasião, alegava divisão desigual dos lucros e despesas da empresa pagas por ele e não reembolsadas. Flávio negou dever dinheiro ao ex-sócio.

Durante a disputa, Santini também guardou mensagens e fotos relativas a encontros privados com garotas de programa.

Segundo o PlatôBR, ele mostrou parte do material a Fernanda Bolsonaro, mulher do senador. Depois, Flávio escreveu ao ex-sócio dizendo ter se arrependido de "muitas escolhas erradas" e que não voltaria a errar com sua família. A mensagem não especifica a que episódios ele se referia.

Com informações de PlatôBR. 

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