Cidades

Calor Extremo

Corumbá alcança quinta maior temperatura em quase 100 anos de monitoramento

Marca registrada nesta segunda é a quinta maior desde o início das medições do Inmet no município, em 1931

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Os termômetros na cidade de Corumbá registraram a maior temperatura de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (28) e a quinta mais alta em quase um século de monitoramento. Por volta das 14h, o registro alcançou 43,2º C, menos de 1º C do recorde histórico no município, que foi 43,9º C, registrado em 20 de setembro de 2021. A onda de calor na região vem sendo registrada desde o sábado e esse cenário de máximas acima dos 40º C deve dar uma trégua nesta terça-feira (29). No Brasil, o recorde de temperatura ocorreu em novembro de 2020, em Nova Maringá (MT), com 44,8º C, enquanto a segunda maior marca foi em Bom Jesus (PI), em 2005, com 44,7º C.

Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) possuem histórico desde 1931 para Corumbá e os recordes de temperatura ficaram concentrados nos meses de setembro e novembro. Em 15 de novembro de 1962, quando houve um período longo de estiagem no Pantanal, a temperatura chegou a 43,8º C. Em 2020, quando um novo período de estiagem passou a ser registrado no território, houve registro de 43,4º C em outubro. Já em 14 de novembro de 2023, a temperatura máxima na cidade alcançou 43,3º C.

Conforme o Inmet, que já tinha gerado alerta para a atual onda de calor, esse fenômeno ocorreu por uma combinação entre a atuação do fenômeno El Niño e a formação de um domo de calor, que é uma área de alta pressão em altitude que comprime e aquece o ar. Essa condição age como se fosse uma tampa, retendo o ar quente. Essa condição ficou reservada para todo o Centro-Oeste, com algumas regiões tendo efeito mais intenso, como foi o o caso de Corumbá.

“Um dos sistemas que contribuem para essa configuração é uma área de baixa pressão que se intensificou entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai. Conhecido como Baixa do Noroeste da Argentina (BNOA), o sistema começou a se desenvolver na madrugada de sexta-feira (25), com pressão central próxima de 1008 hPa. Entre domingo (27) e segunda-feira (28), a previsão indica um rápido aprofundamento, e o sistema poderá atingir pressão central próxima de 995 hPa na tarde de segunda-feira, quando deverá apresentar sua maior intensidade”, explicou o Inmet, em nota. 

Além do Centro-Oeste, essa ocorrência também foi registrada em quase todo o estado de São Paulo, parte sul de Minas Gerais e em todo o Paraná, além de Mato Grosso.

A Prefeitura de Corumbá divulgou nota na tarde desta segunda-feira e decidiu alterar horários de aulas escolares para esta terça (29) e quarta (30), quando ainda deve haver altas temperaturas, porém em condição menos intensa do que foi no final de semana e nesta segunda-feira. Haverá aulas reduzidas, com o turno da manhã funcionando apenas entre 7h e 9h30; o turno da tarde, entre 13h e 15h30; e o período integral será até 12h.

“A Semed emitiu orientações às unidades escolares para o período de calor intenso, as quais devem manter os estudantes hidratados, incentivando a ingestão frequente de água, e suspender as atividades físicas que possam aumentar os riscos das altas temperaturas. As unidades também devem evitar atividades com exposição prolongada ao sol e priorizar ambientes frescos, ventilados e, quando disponíveis, climatizados”, detalhou a Prefeitura de Corumbá, em nota.

Não foi divulgado se nesta segunda-feira ocorreu registro de estudantes ou servidores com mal-estar. Em geral, os problemas ocasionados pela alta temperatura podem ser tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça, cãibras e desmaios. 

Como foi no Estado


As regiões do Pantanal, Norte e o leste de Mato Grosso do Sul foram onde as maiores temperaturas foram registradas neste dia 28 de setembro. Para Porto Murtinho, o termômetro alcançou 42º C. Em áreas da Nhecolândia, a temperatura chegou a 42,3º C.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado (CEMTEC) divulgou boletim nesta tarde e apontou que o recorde de temperatura ocorreu em Corumbá (43,2º C), seguido pela Fazenda São Francisco (município de Corumbá, 42,8º C); Fazenda Vale do Cedro (município de Alcinópolis, 42,7º C); ainda Fazenda Barranco Alto (município de Aquidauana, 42,3º C); e também Paranaíba, com 42,1º C.

Veja a tabela das maiores temperaturas abaixo:

No Limite Fiscal

Gasto com servidores chega a 53,9% e encosta no limite em Campo Grande

Despesa com pessoal do Executivo chega a cerca de R$ 3 bilhões em 12 meses e fica a apenas 0,1 ponto percentual do teto de 54% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

28/09/2026 17h23

Gastos com pessoal do Poder Executivo de Campo Grande chegaram a cerca de R$ 3 bilhões em 12 meses.

Gastos com pessoal do Poder Executivo de Campo Grande chegaram a cerca de R$ 3 bilhões em 12 meses. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande encerrou o segundo quadrimestre de 2026 com os gastos com pessoal muito próximos do limite máximo previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nos últimos 12 meses, a despesa total do Poder Executivo com salários, benefícios, encargos e outras despesas relacionadas aos servidores alcançou cerca de R$ 3 bilhões, equivalente a 53,9% da Receita Corrente Líquida (RCL) Ajustada do município.

O percentual deixa a administração municipal a apenas 0,1 ponto percentual do teto de 54% aplicável ao Executivo. Em valores, o limite estabelecido no Relatório de Gestão Fiscal é de cerca de R$ 3 bilhões, deixando uma margem de aproximadamente R$ 6 milhões até o teto.

Os números constam no Relatório de Gestão Fiscal referente ao período de janeiro a agosto de 2026, publicado nesta segunda-feira (28) em suplemento do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). O documento reúne as contas do segundo quadrimestre e apresenta a situação fiscal da Capital.

A proximidade do teto chama atenção porque a despesa do Executivo já supera os outros dois parâmetros utilizados pela LRF para acompanhar os gastos com pessoal.

O limite prudencial está fixado em 51,3%, enquanto o limite de alerta corresponde a 48,6% da Receita Corrente Líquida Ajustada. Com os atuais 53,89%, o município está acima de ambos.

Despesa supera R$ 3 bilhões

O demonstrativo detalhado aponta que, antes das deduções permitidas pela legislação, a despesa bruta com pessoal chegou a cerca de R$ 3,9 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses.

Desse montante, cerca de R$ 3 bilhões correspondem aos gastos com servidores em atividade.

Desse total, aproximadamente R$ 2,5 bilhões foram destinados a salários, adicionais, gratificações e outras verbas pagas aos funcionários, enquanto cerca de R$ 530 milhões correspondem às obrigações patronais, que incluem encargos e contribuições pagos pelo município como empregador.

Os gastos com servidores inativos e pensionistas, por sua vez, chegaram a R$ 797,5 milhões no período. As aposentadorias, reservas e reformas responderam por cerca de R$ 736,2 milhões, enquanto as pensões representaram outros R$ 61,2 milhões. 

A despesa bruta não é, contudo, o valor utilizado diretamente para verificar o cumprimento dos limites da LRF. O relatório registra cerca de R$ 850 milhões em despesas que, pelas regras fiscais, podem ser retiradas desse cálculo.

Entre elas estão, por exemplo, gastos com aposentados e pensionistas custeados com recursos vinculados, despesas com agentes comunitários de saúde e de combate às endemias e valores relacionados ao piso da enfermagem.

Depois de retirar do cálculo essas despesas que, pelas regras fiscais, não entram na apuração do limite, o valor considerado no demonstrativo fica em cerca de R$ 3 bilhões.

Entre as despesas que podem ser retiradas do cálculo estão os gastos com aposentados e pensionistas custeados por recursos vinculados, despesas com agentes comunitários de saúde e de combate às endemias financiadas por recursos específicos e parcelas relacionadas ao piso salarial dos profissionais da enfermagem.

Receita supera R$ 5,7 bilhões

O relatório mostra ainda que a Receita Corrente Líquida de Campo Grande alcançou cerca de R$ 5,7 bilhões no período considerado. Depois dos ajustes previstos para o cálculo dos limites da despesa com pessoal, o valor utilizado como referência ficou em aproximadamente R$ 5,6 bilhões.

É sobre essa base que se chega aos 53,89% registrados pelo Executivo municipal.

O resultado coloca os gastos com pessoal muito próximos do limite máximo. O próprio relatório estabelece três referências para acompanhamento das despesas: 48,6% como limite de alerta, 51,3% como limite prudencial e 54% como limite máximo. 

Consolidado tem limite diferente

O suplemento também apresenta um segundo conjunto de números, referente às contas consolidadas do Município de Campo Grande. Nesse demonstrativo, a despesa total com pessoal aparece em cerca de R$ 3,1 bilhões, equivalente a 55,61% da Receita Corrente Líquida Ajustada.

Os percentuais, porém, não devem ser confundidos. No consolidado, o próprio relatório apresenta limite máximo de 60%, enquanto o recorte específico do Poder Executivo utilizado nesta matéria tem teto de 54%.

Por isso, os 53,89% que colocam o gasto próximo do limite dizem respeito especificamente ao Executivo municipal. 

Dívida consolidada

Além dos gastos com pessoal, o relatório apresenta a situação do endividamento municipal. Ao fim do segundo quadrimestre, a dívida consolidada estava em R$ 833,1 milhões, ante R$ 845,5 milhões registrados como saldo do exercício anterior.

Já a dívida consolidada líquida ficou em R$ 39,7 milhões, correspondente a 0,70% da Receita Corrente Líquida Ajustada utilizada para o cálculo dos limites de endividamento. 

Dentro da dívida contratual, o município registra ainda R$ 101,3 milhões em parcelamentos e renegociações, dos quais aproximadamente R$ 60,7 milhões são referentes a contribuições previdenciárias. 

O cenário fiscal divulgado nesta segunda-feira mostra, portanto, situações distintas nas contas municipais: enquanto o nível de endividamento permanece distante do limite legal apresentado no relatório, a despesa com pessoal do Executivo está a uma margem estreita do teto de 54%.

SAÚDE INFANTIL

Pediatra alerta pais sobre "squishy dumpling", brinquedo viral recolhido por excesso de benzeno

Brinquedo que virou febre entre crianças foi recolhido no Reino Unido por ter quatro vezes mais benzeno que o permitido. Nos EUA, autoridades alertam para queimaduras

28/09/2026 17h00

Reprodução internet

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Brinquedo de apertar em formato de bolinho chinês virou febre entre crianças, mas autoridades do Reino Unido e dos EUA emitiram alertas sobre substâncias tóxicas e risco de queimaduras

Fofinhos, macios e gostosos de apertar, os "squishy dumplings" conquistaram as crianças nas redes sociais. Um alerta publicado pela pediatra Catarina Nobre de Araujo no Instagram, porém, mostrou aos pais que o brinquedo exige atenção. O vídeo já passa de 33 mil curtidas.

"Esse é um daqueles casos em que vale a pena ter um pouco mais de cuidado, principalmente com brinquedos comprados pela internet ou de origem desconhecida", afirma a médica na publicação.

 

Benzeno quatro vezes acima do limite

O alerta tem como base uma decisão do Office for Product Safety and Standards (OPSS), órgão do governo britânico responsável pela segurança de produtos. Em junho, o órgão mandou recolher o brinquedo "Squeezy Dumplings", distribuído pelo atacadista Samsons Cash and Carry, de Cardiff, no País de Gales. Ele é vendido num pote de plástico que imita uma cesta de cozimento a vapor.

Nos testes, a camada externa do brinquedo tinha 20 mg/kg de benzeno. O limite legal no Reino Unido é de 5 mg/kg, ou seja, o produto tinha quatro vezes mais do que o permitido.

Segundo o OPSS, respirar a substância pode irritar olhos, nariz e garganta. A exposição a grandes quantidades pode causar sensação de queimação no sistema digestivo e irritação na pele. O benzeno também é classificado como cancerígeno, e a agência de saúde britânica (UKHSA) o associa à leucemia mieloide aguda.

Nunca no micro-ondas

A pediatra também reforça outro alerta: esse tipo de brinquedo nunca deve ser aquecido. Nas redes sociais circulam vídeos de squishies colocados no micro-ondas para ver o brinquedo inchar ou estourar.

Em agosto, a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (CPSC) emitiu um alerta sobre essa prática. Segundo o órgão, o brinquedo aquecido pode estourar e soltar um material pegajoso que gruda na pele e continua passando calor, o que agrava as queimaduras. A agência diz que esses vídeos "nunca devem ser tentados ou imitados". Há relatos de crianças hospitalizadas com queimaduras graves nos Estados Unidos.

A CPSC também apreendeu mais de 355 mil squishies falsificados nos portos americanos. Segundo a comissão, produtos piratas podem conter chumbo em excesso, ftalatos proibidos ou bolinhas de gel que se expandem quando engolidas. Em setembro, o órgão mandou recolher cerca de 8 mil unidades de um modelo de "Squeezy Dumplings" vendido na Amazon justamente por causa dessas bolinhas, que podem causar engasgo e obstrução intestinal.

Não é motivo para pânico

A médica ressalta que o alerta não quer dizer que todo brinquedo desse tipo seja perigoso. "Significa que precisamos prestar atenção na procedência e nas informações do produto antes de colocar nas mãos dos nossos filhos", escreve.

Como se proteger

  • Compre de lojas confiáveis e desconfie de preços muito baixos;
  • No Brasil, verifique se o brinquedo tem o selo do Inmetro, que é obrigatório;
  • Confira se a embalagem traz o fabricante e as advertências de segurança;
  • Descarte brinquedos rasgados, vazando ou deteriorados;
  • Nunca aqueça o brinquedo no micro-ondas nem o deixe no sol, em carro fechado ou perto de aquecedores;
  • Em caso de queimadura, lave com água corrente fria por pelo menos 20 minutos e procure atendimento médico.

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