O diretório municipal do PT em Campo Grande escolhe, no próximo dia 23 de setembro, no plenário da Câmara Municipal, a partir das 8 horas, a candidata do partido para disputar a prefeitura da Capital nas eleições municipais do próximo ano.
Segundo o presidente do diretório municipal do PT, Agamenon Rodrigues do Prado, a escolha será entre quatro mulheres: a deputada federal Camila Jara, a advogada Giselle Marques e as professoras Bartolina Ramalho Catanante e Eugenia Portela.
“Nos próximos dias, vamos trabalhar para que possamos chegar no dia 23 já com um nome de consenso entre essas quatro postulantes à vaga de candidata do PT para o pleito de 2024”, disse o líder partidário ao Correio do Estado.
Agamenon do Prado reforçou que a intenção do PT é que a plenária seja apenas para comunicar aos militantes qual das quatro será a candidata para tentar o cargo de prefeita de Campo Grande.
“Além do nome da nossa candidata a prefeita, também vamos anunciar os 30 nomes, sendo 20 do PT e os outros 10 do PCdoB e PV, que vão sair candidatos a vereadores em 2024 pela nossa Federação”, informou.
Ele completou que o evento também servirá para debater os nove meses da administração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentar as diretrizes do programa de governo que a candidata a prefeita de Campo Grande adotará, caso seja eleita em 2024, e debater a estratégia eleitoral do PT na campanha.
“Após a plenária, vamos procurar de todas as maneiras possíveis formar uma ampla aliança com os partidos que compõem a base do Governo Lula em Brasília (DF). Queremos fazer um grande debate com todos esses partidos para ampliar o leque de legendas que estarão conosco nas eleições de 2024”, revelou o presidente municipal do PT.
Agamenon do Prado ainda informou ao Correio do Estado que pretende procurar a superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste, Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil no Estado, para comunicar que o PT terá candidatura própria à prefeitura de Campo Grande, mas que aceitaria fazer uma composição com o partido da ex-deputada federal, porém, a cabeça de chapa será petista.
A declaração do dirigente partidário é uma resposta ao deputado federal Vander Loubet (PT-MS), que manifestou o desejo de o partido apoiar a candidatura de Rose Modesto à prefeita da Capital, abrindo mão de ser cabeça de chapa. Agamenon do Prado reforçou que essa possibilidade está completamente descartada pelo diretório municipal.
Candidatura própria
O presidente municipal do PT revelou que a executiva nacional definiu, no início deste ano, que o partido deveria antecipar o debate para as eleições de 2024 com a escolha dos candidatos a prefeitos e vereadores ainda neste ano.
“Em fevereiro fizemos um planejamento sobre esse debate e reunimos as lideranças municipais e estaduais do PT, bancada federal e bancada estadual, bem como a militância. Nessa plenária, ficou acertada a candidatura própria do PT em Campo Grande”, garantiu.
Agamenon do Prado recordou que, tanto o PCdoB, quanto o PV abriram mão de ter candidaturas próprias à prefeitura municipal, cabendo ao PT lançar uma cabeça de chapa.
“Na época, verificamos que os nomes mais prováveis eram dos deputados estaduais Pedro Kemp e Zeca do PT, da deputada federal Camila Jara e da Giselle Marques. Porém, Kemp pediu para não participar, assim como Camila, ficando apenas os nomes de Zeca e Giselle no páreo”, lembrou.
Nesse período, conforme o dirigente partidário, teve início uma construção para uma candidatura de consenso em torno do ex-governador Zeca do PT. “Porém, na semana passada, ele anunciou que não seria mais candidato, por questões pessoais, e nós lamentamos muito, pois ele seria um grande candidato”, argumentou.
Diante desse novo cenário, o presidente municipal do PT disse que, além da continuidade do interesse de Giselle Marques, retornou à disputa Camila Jara e as professoras Bartolina Ramalho Catanante e Eugenia Portela. “Em reunião com a executiva municipal na segunda-feira, a Camila oficializou que aceitou o desafio de sair candidata e prontificou-se a buscar apoio dos demais filiados e lideranças para unir o PT em torno do seu nome”.
Procurada pelo Correio do Estado, a deputada federal pontuou que, qualquer projeto que passe pela disputa majoritária, precisa ser construído coletivamente. “O que a gente sente é a necessidade de pautar um novo modelo e uma nova perspectiva para Campo Grande, para que nossa cidade possa se desenvolver sem deixar ninguém para trás”, disse.
Para Camila Jara, o PT vai debater o assunto, passar por eleições internas e tem certeza que o melhor nome será escolhido. “Como em tudo que faço por Mato Grosso do Sul, estou e estarei como sempre estive, à disposição das pessoas e do PT para lutar por uma vida melhor da nossa sociedade”, finalizou.



