Política

eleições 2024

Com aval do PSB nacional, Carlão vai disputar a Prefeitura de Campo Grande

Para o presidente da Câmara Municipal, a pré-candidatura não deve atrapalhar relação com a prefeita Adriane Lopes

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Após reunião realizada na quarta-feira, em Brasília (DF), com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o presidente estadual da legenda, Ricardo Ayache, obteve o aval para que o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, seja o nome do partido para disputar a prefeitura da Capital nas eleições municipais do próximo ano.

Segundo informou Ricardo Ayache ao Correio do Estado, a pré-candidatura de Carlão a prefeito está lançada e, agora, a sigla precisa viabilizá-la no decorrer dos próximos meses.

“O Carlão tem um excelente trabalho como vereador e também à frente da Casa de Leis do município, sendo um líder popular e que conhece os problemas de Campo Grande”, pontuou.

O presidente estadual do PSB informou ainda que Carlos Siqueira virá a Campo Grande no próximo mês, acompanhado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

“Vamos aproveitar a visita para fazer um ato político de filiação e também para conversar com as lideranças estaduais do PDT e do Solidariedade, pois o PSB nacional já autorizou as negociações para a formação de uma federação partidária entre as três legendas”, detalhou.

Ricardo Ayache ainda revelou à reportagem que deve deixar a presidência estadual do partido para se dedicar mais à gestão da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems).

“O ex-deputado estadual Paulo Duarte vai assumir o partido, porém, vou continuar filiado e ajudando no fortalecimento da legenda”, adiantou.

Procurado pelo Correio do Estado, o vereador Carlão confirmou que o PSB nacional e o PSB de Mato Grosso do Sul lançaram o nome dele para ser pré-candidato a prefeito de Campo Grande.

“Eles me lançaram, mas eu disse ao Ayache que ainda não me defini. Acredito que está muito cedo e é melhor esperar o próximo ano”, ressaltou.

Questionado se a pré-candidatura foi uma imposição do PSB, o presidente da Câmara Municipal disse que o filiado tem de estar sempre à disposição do partido e, portanto, não deve fugir da “missão”, caso a legenda confirme o interesse de lançar candidatura própria nas eleições municipais de 2024.

A reportagem também perguntou a Carlão se a pré-candidatura dele a prefeito de Campo Grande atrapalharia a relação com a prefeita Adriane Lopes (Patriota).

“Estamos muito bem, pois somos amigos. Estou ajudando a prefeita na medida do possível e não acredito que teremos problemas”, afirmou.

Na semana passada, ele já tinha declarado, durante a sessão da Câmara Municipal, que não seria candidato a vice-prefeito, pois, quem é candidato a vice, não é candidato a nada, ainda mais faltando mais de um ano para as eleições municipais. 

“Falam que o vereador Carlão vai ser vice de um, vice de outro. Não sou candidato a vice de ninguém. Sou candidato a vereador. Se o partido precisar de mim, sou candidato a prefeito”, destacou.

REAJUSTE SALARIAL

No entanto, conforme fontes ouvidas pela reportagem, o presidente da Câmara Municipal já vinha amadurecendo a ideia de ser pré-candidato a prefeito de Campo Grande desde o início deste ano, e uma prova disso foi a aprovação e promulgação da Lei Municipal nº 7.005, de 28 de fevereiro de 2023, que reajustou o salário da prefeita Adriane Lopes em 66%, subindo de R$ 21.263,62 para R$ 35.462,22.

Proposta pela Casa, a lei acabou por colocar a opinião pública contra a prefeita, pois ela está em plena discussão sobre o reajuste salarial dos professores e enfermeiros e alegou para ambos que a prefeitura não teria condições de conceder aumento.

Carlão negou que a aprovação da Lei Municipal nº 7.005/2023 fosse uma forma de prejudicar Adriane Lopes e justificou a decisão para corrigir uma injustiça com os servidores municipais, que têm os vencimentos atrelados com o da prefeita e estavam sem reajuste há 12 anos.

Com a lei, os secretários municipais e os dirigentes de autarquias também tiveram elevados os seus vencimentos, para R$ 30.142,70. Uma ação popular recorreu à Justiça para que suspendesse o reajuste, e, na noite de quarta-feira, o juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Homogêneos de Campo Grande, acatou o pedido, suspendendo, por meio de liminar, a Lei Municipal nº 7.005/2023. 

O magistrado entendeu que havia dois princípios básicos que fundamentam as decisões liminares, o “perigo da demora” e a “fumaça do bom direito”, para atender ao pedido feito pelo cidadão Douglas Barcelo do Prado, que ingressou com a ação popular tão logo a lei foi promulgada. 

O juiz também autorizou o ingresso de dois sindicatos, que têm grande interesse nesta lei, como “assistentes litisconsorciais passivos”: o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Fiscal de Campo Grande (Sindafir-CG) e do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Fiscalização da Prefeitura Municipal de Campo Grande (Sindafis). 

Nesta mesma ação popular, a Câmara Municipal e a prefeitura tinham se manifestado por meio de suas procuradorias jurídicas. A Casa de Leis havia pedido a suspensão da ação popular até que um caso semelhante fosse analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte Suprema está em vias de atribuir “repercussão geral” a matérias que tratam de reajuste de subsídio de chefe do Executivo municipal durante o mandato.

A jurisprudência dominante, tanto no STJ quanto até mesmo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (o juiz de 1ª instância, prevendo um agravo dos representantes dos fiscais, já citou isso) é de que esses reajustes devem ocorrer de um mandato para outro. 

O município de Campo Grande, em sua manifestação, apenas informou ao magistrado que tentava se equilibrar entre duas leis: a recém-aprovada lei que concederia o reajuste e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A ação popular ainda terá o mérito julgado. Sobre a decisão que suspendeu os efeitos da lei que reajustou o salário da prefeita, dos secretários e da elite do serviço público do município, como os fiscais, cabe recurso.

Saiba: Com a pré-candidatura do presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, a prefeito da Capital, até o momento são quatro partidos que já se lançaram na disputa pelo cargo: o PSB, o PSDB, o PP e o PL.

Nos bastidores, as legendas MDB, União Brasil e PRTB também teriam interesse, mas ainda consideram que está muito cedo para tal ação.

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ELEIÇÕES 2026

Tereza entra na campanha e reforça apoio à candidatura de Santullo à Assembleia Legislativa

Senadora afirma que trabalho conjunto ajudou na destinação de emendas para saúde, educação, infraestrutura, assistência social e agricultura familiar

19/09/2026 10h41

O candidato a deputado estadual Marco Aurélio Santullo com a senadora Tereza Cristina, ambos do PP

O candidato a deputado estadual Marco Aurélio Santullo com a senadora Tereza Cristina, ambos do PP Divulgação

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A senadora Tereza Cristina (PP) decidiu colocar o próprio nome no centro da campanha de Marco Aurélio Santullo, candidato a deputado estadual pelo PP. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela aparece ao lado do ex-assessor, destaca o trabalho realizado pelos dois nos últimos anos e pede voto diretamente para “Santullo da Tereza”, nome adotado por ele nas urnas.

A estratégia vai além de uma declaração convencional de apoio. Santullo incorporou o nome da senadora à própria identidade eleitoral e tenta transformar a parceria construída nos bastidores da articulação política e da liberação de recursos federais em um dos principais ativos de sua candidatura à Assembleia Legislativa.

“Nos últimos dois anos, eu e o Santullo, que é um municipalista nato, trabalhamos duro. Me auxiliou a garantir muitas emendas para vários municípios do nosso Estado”, afirmou Tereza Cristina.

Segundo a senadora, os recursos foram destinados a áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura e agricultura familiar. Ela ressaltou que as demandas foram apresentadas por prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

“Cada uma dessas demandas foi levantada de perto, junto com o prefeito, vereadores e lideranças. Não é sobre número, é sobre gente sendo atendida”, declarou.

Santullo reforça justamente a ligação com os municípios como um dos pilares da campanha. Ele afirma ter percorrido as cidades sul-mato-grossenses durante a atuação como assessor da senadora, mantendo contato direto com prefeitos, vereadores e representantes políticos locais.

“Como assessor, fui a cada município e continuo andando o Estado todo, vendo de perto o que precisa ser feito. Meu dever é trazer para a senadora todos os pleitos de todos os municípios do Estado”, disse.

No vídeo, Tereza e Santullo apresentam a candidatura à Assembleia como uma continuidade dessa atuação conjunta. “Essa parceria já provou que funciona”, afirmou o candidato. A senadora respondeu que o trabalho poderia avançar ainda mais com Santullo ocupando uma cadeira no Legislativo estadual.

Ao final da gravação, Tereza faz o pedido de voto de forma direta: “Para deputado estadual, Santullo da Tereza, onze mil. Tamo juntos”.

O apoio explícito reforça a tentativa de Santullo de se apresentar ao eleitor como um nome diretamente ligado à senadora. Além de utilizar “Santullo da Tereza” nas urnas, o candidato tem concentrado sua comunicação eleitoral na experiência acumulada ao lado da parlamentar e no relacionamento desenvolvido com gestores municipais.

Em suas redes sociais, ele afirma conhecer os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e diz ter participado de reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças para identificar necessidades nas áreas de estradas, saúde, educação e infraestrutura.

Santullo também apresenta como credencial uma trajetória de 44 anos no serviço público. Segundo o candidato, boa parte desse período foi dedicada à articulação para fazer recursos federais chegarem aos municípios. Agora, a campanha procura converter essa experiência de bastidor e a ligação com uma das principais lideranças do PP no Estado em votos para a Assembleia Legislativa. 

FRENTE A FRENTE

Promessa de Catan de entregar celular a 190 mil alunos custa R$ 2,28 bilhões

O candidato a governador pelo Novo também defendeu valorização de professores, tabela estadual do SUS e redução de impostos

19/09/2026 08h00

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) é candidato a governador de Mato Grosso do Sul

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) é candidato a governador de Mato Grosso do Sul Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Candidato a governador pelo Novo, o deputado estadual João Henrique Catan prometeu distribuir celulares de última geração aos estudantes da rede estadual de ensino caso seja eleito. 

A proposta foi apresentada durante o Frente a Frente, rodada de entrevistas promovida por Correio do Estado, Campo Grande News, SBT MS, TV Guanandi, JD1 Notícias e A Crítica com os candidatos ao governo do Estado.

“Nós vamos levar a tecnologia para dentro da escola. Eu vou colocar computador, vou colocar celular de última geração na mão dos estudantes”, afirmou Catan durante a sabatina.

A promessa surgiu após o candidato criticar a estrutura das unidades estaduais e dizer que escolas ainda enfrentam problemas básicos, como falta de computadores e dificuldades até mesmo para manter aparelhos de ar-condicionado funcionando.

A dimensão financeira da proposta, porém, dependeria diretamente do modelo escolhido e das condições de uma eventual compra pública. Afinal, a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul começou este ano letivo com cerca de 190 mil estudantes, distribuídos por 352 escolas nos 79 municípios, segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED).

Catan não especificou durante a entrevista qual aparelho considera “de última geração”, nem apresentou uma estimativa do custo do programa. Porém, apenas como referência de mercado, o iPhone 18 Pro, lançado pela Apple neste mês, parte de R$ 11.999 no Brasil e, se um aparelho desse valor fosse adquirido para cada um dos cerca de 190 mil estudantes, a conta chegaria a aproximadamente R$ 2,28 bilhões.

Outro ponto que precisaria ser considerado na implementação da proposta são as regras atualmente existentes para o uso de celulares nas escolas. Desde janeiro de 2025, a Lei Federal nº 15.100 proíbe o uso, pelos estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, recreios e intervalos em escolas públicas e privadas de educação básica. 

A legislação, entretanto, permite a utilização em sala de aula para finalidades estritamente pedagógicas ou didáticas, sob orientação dos profissionais de educação, além de prever exceções relacionadas à acessibilidade, inclusão, saúde e garantia de direitos fundamentais.

Em Mato Grosso do Sul, a Resolução/SED nº 4.388, de 5 de fevereiro de 2025, regulamentou a restrição especificamente nas unidades da Rede Estadual de Ensino. Dessa forma, uma eventual distribuição de smartphones pelo governo teria de ser acompanhada da definição das regras de utilização dos equipamentos nas escolas e de sua finalidade pedagógica.

SAÚDE

Na Saúde, Catan propôs uma tabela estadual do SUS, com repasses aos hospitais baseados em produtividade, número de leitos e especialistas. Para zerar em 12 meses as filas de consultas, exames e cirurgias, defendeu contratar a rede privada em horários ociosos, inclusive de madrugada. “Eu prefiro que uma pessoa que esteja passando por dificuldade faça na madrugada, mas resolva com um custo menor para o Estado”, disse.

Na Economia, prometeu reduzir impostos, rever incentivos fiscais e reformular o Fundersul e a pauta fiscal do ICMS. “Nós vamos acabar com o imposto garantido e com a pauta fiscal realizada com o intuito de apenas arrecadar”, afirmou.

Catan também defendeu maior transparência nas renúncias fiscais e mais incentivos para pequenos e médios produtores. Na área ambiental, propôs ampliar o pagamento por serviços ambientais aos proprietários que preservarem áreas. “Aquele que preserva vai receber por estar preservando”, disse. Ao relacionar a pecuária à prevenção de incêndios, afirmou que “o boi é o bombeiro do Pantanal”.

Em Segurança Pública, prometeu valorização das forças policiais, aumento do auxílio-alimentação e investimentos em tecnologia e investigação, além de ampliar a estrutura das polícias na fronteira com Paraguai e Bolívia para o combate ao crime organizado.

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