Política

ELEIÇÕES 2026

Com não de Nelsinho, Vander terá Soraya na dobradinha ao Senado

Na terça-feira, em Brasília (DF), os dois terão reunião com a ministra Gleisi Hoffmann para baterem o "martelo"

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Após o não do senador Nelsinho Trad (PSD) ao convite para fazer uma “dobradinha” nas eleições deste ano pelas duas vagas ao Senado, o deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador, decidiu chamar a senadora Soraya Thronicke (Podemos) para concorrerem juntos por Mato Grosso do Sul.

Em entrevista exclusiva concedida na sexta-feira ao Correio do Estado, ele revelou ainda que ambos têm uma reunião marcada para terça-feira, em Brasília (DF), com a ministra de Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para baterem o martelo sobre a pré-candidatura deles ao Senado pelo Estado.

“Temos uma reunião com a Gleisi em Brasília e de lá já vamos sair com uma agenda com o presidente Lula, quando teremos a participação do nosso pré-candidato a governador Fábio Trad para definir alguns pontos para a campanha eleitoral deste ano”, informou.

Vander Loubet revelou ainda que Soraya Thronicke já se prontificou a deixar o Podemos e se filiar a um partido que faça parte do arco de aliança da esquerda. “Ela [Soraya] até está disposta a sair do Podemos e ir para o PDT para fazermos a dobradinha”, assegurou.

O deputado federal explicou que a senadora foi informada pelo Podemos que a legenda não vai garanti-la à reeleição caso continue a apoiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

“Por isso, nós conversamos e a Soraya aceitou se filiar ao PDT ou até mesmo ao PSB, que também deve fechar a nossa federação partidária”, explicou.

REJEIÇÃO

Questionado sobre a grande rejeição que a senadora do Podemos tem em Mato Grosso do Sul, ele foi bem direto: “temos duas vagas ao Senado Federal para as eleições deste ano, uma minha e outra pode ser dela sim, pois desde o ano passado ela tem votado com o governo Lula, portanto, não vejo problema nenhum em tê-la como a nossa segunda candidata”.

A rejeição ao nome Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul aumentou porque ela foi eleita em 2018 na chamada “onda bolsonarista”, usando como slogan de campanha que era “a senadora do Bolsonaro” pelo extinto PSL, que acabou depois da fusão com o DEM para formar o União Brasil.

Quatro anos depois, a parlamentar deixou de apoiar o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e, inclusive, nas eleições de 2022, disputou a eleição presidencial contra o antigo aliado, recebendo dos eleitores da direita sul-mato-grossense a pecha de “traidora”. 
A partir de 2024, a senadora passou a acompanhar a base do governo de Lula no Congresso Nacional e, desde o ano passado, abraçou de vez a vertente política mais à esquerda, declarando publicamente a preferência pelo atual presidente da República.

FOCO NO SENADO

Vander Loubet voltou a reforçar que o presidente Lula já declarou que o Senado é o principal objetivo na campanha eleitoral deste ano diante da movimentação intensa da direita para obter maioria na Casa de Leis a partir de 2027.

Ele informou que Lula e aliados apostam em nomes competitivos para tentar impedir que a direita consiga mais de 41 cadeiras no Senado. 

Isso porque essa maioria facilitaria a aprovação, por exemplo, de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes – o maior alvo dos bolsonaristas – e a derrubada de decisões de Lula.

No pleito deste ano, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras, dois terços do total, e duas vagas por unidade da federação. 
Embora as articulações ainda estejam em andamento, sem candidaturas confirmadas, já circulam nomes que podem ser apoiados pelo presidente Lula em boa parte dos estados.

A provável definição para que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), saia candidata ao Senado por São Paulo já é uma estratégia do presidente Lula, pois pesquisas de intenções de voto feitas no estado vizinho a colocam como favorita a uma das duas vagas em disputa.

Na sexta-feira, a ministra sul-mato-grossense concedeu uma entrevista em que afirmou que a decisão sobre a candidatura dela por São Paulo está nas mãos do presidente Lula e que ambos trataram da questão durante viagem ao Panamá.

A reportagem procurou a senadora Soraya Thronicke para ouvir a declaração dela sobre a questão, mas não obteve sucesso. O espaço continua aberto para a parlamentar comentar a respeito da aproximação com o PT.

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SUCESSÃO NA ALEMS

Presidência da Assembleia abre disputa entre deputados do PL

Reinaldo Azambuja afirma que partido precisará do apoio de outras bancadas para conquistar o comando da Casa em 2027

06/10/2026 07h45

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems Foto: Montagem

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O PL vai pleitear a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), mas precisa primeiro definir um candidato de consenso entre os nove deputados estaduais eleitos pelo partido.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda, apontou três nomes para a disputa: os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David.

Segundo Azambuja, o tamanho da bancada credencia o partido a buscar o comando da Casa, mas exige articulação com outras legendas. A definição interna, afirmou, deve anteceder as negociações para reunir os votos necessários à eleição.

“Temos de construir um consenso interno para lá na frente chegar com apenas um nome. Depois vamos precisar agregar os votos de outros partidos, pois só nove deputados não elegem ninguém, precisamos de pelo menos 14 votos”, declarou.

O senador eleito ressaltou que a apresentação de mais de uma candidatura do PL pode comprometer as chances da sigla. Para ele, a bancada precisa chegar unida à negociação com os demais parlamentares.

“Quem tem três, não tem ninguém, se você começa dividido dentro de casa, não ganha nada. Primeiro precisamos ter consenso dentro do PL. Porém, acredito que ainda temos tempo para tratar da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa”, afirmou.

BUSCA DE APOIO

Depois de escolher seu representante, o PL pretende buscar o apoio da base de Riedel. Azambuja destacou que o chefe do Executivo, o governador reeleito Eduardo Riedel (PP), tem uma bancada forte na Assembleia, o que torna esse diálogo decisivo para as pretensões do partido.

O PP contará com os deputados reeleitos Gerson Claro e Londres Machado, além do ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo. Pelo PSDB, foram reeleitos Pedro Caravina e Paulo Duarte, enquanto o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, conquistou outra cadeira.

A composição mencionada por Azambuja inclui ainda o deputado estadual Rinaldo Modesto, reeleito pelo União Brasil, e os deputados estaduais Pedrossian Neto e Renato Câmara, ambos reeleitos pelo

Republicanos. O ex-governador André Puccinelli, do MDB, e Lidio Lopes, do Avante, também foram citados entre os parlamentares com os quais será necessário construir entendimento.

Apesar de defender que o PL dispute o comando do Legislativo estadual, Azambuja afirmou que a prioridade neste momento é a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. As negociações sobre a Assembleia Legislativa, segundo ele, ficarão para uma etapa posterior.

“Primeiro, como presidente estadual do PL, é ajudar na eleição do Flávio como presidente do Brasil, depois vamos pensar no comando da Assembleia Legislativa, o mais importante agora é a eleição do Flávio no segundo turno, depois vamos discutir as outras eleições”, declarou.

CANDIDATOS

Entre os três nomes mencionados, Coronel David confirmou interesse em disputar o cargo, mas condicionou a candidatura à construção de um entendimento entre os integrantes da legenda.

“Tenho interesse, desde que haja um consenso dentro do partido”, declarou o deputado reeleito.
Paulo Corrêa também confirmou que é pré-candidato à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou que trabalhará internamente para ser o escolhido da legenda, respeitando a orientação do presidente estadual do partido.

“Primeiro temos de obedecer à decisão do presidente do partido e, como o Reinaldo falou, o PL, com a maior bancada, é normal que reivindique a presidência da Assembleia Legislativa. Diante disso, posso dizer que, neste momento, sou pré-candidato ao cargo e vou trabalhar dentro da legenda para ser o escolhido e, se Deus quiser, conseguir ser o próximo presidente da Casa de Leis”, declarou.

Já Zé Teixeira defendeu que as conversas envolvam os 24 deputados estaduais, destacando que a bancada do PL, sozinha, não consegue eleger o presidente. Ao tratar do número de votos necessários, o parlamentar mencionou um mínimo de 13, enquanto Azambuja falou em reunir pelo menos 14.

“Para se eleger um presidente da Assembleia Legislativa precisa de no mínimo 13 votos. Não adianta conversar entre nove, pois nove não elegem um presidente”, afirmou Zé Teixeira.

O deputado também ressaltou o peso do governador reeleito Eduardo Riedel na definição do comando da Casa. Na avaliação dele, o apoio do chefe do Executivo é indispensável para viabilizar uma candidatura.

“Outra coisa é que essa eleição depende muito do governador Eduardo Riedel, sem o apoio dele não será possível”, declarou.

Zé Teixeira acrescentou que a disputa exige disposição para conquistar apoio entre todos os parlamentares, sem impor uma candidatura aos demais.

“Por isso, não discuto eleição para a presidência da Assembleia Legislativa com nove deputados estaduais, eu discuto com 24. Não existe você exigir ser candidato, você tem de colocar o nome à disposição e conquistar os votos necessários”, disse.

Ao comentar suas condições para participar dessa articulação, o parlamentar destacou a experiência na primeira-secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou compreender a proposta de Azambuja de construir uma indicação consensual do PL.

“Tenho a experiência de oito anos atuando como primeiro-secretário da Casa, período em que acredito ter realizado um excelente trabalho. Entendo perfeitamente a ideia defendida pelo senador Reinaldo Azambuja, considerando que o PL tem a maior bancada eleita”, afirmou.

Ele também se colocou à disposição para construir os apoios necessários, tanto dentro da legenda quanto entre os demais integrantes da Casa.

“Acho que o primeiro passo é conversarmos para chegar a um consenso da bancada dentro de Casa de Leis. Depois, o desafio é buscar o apoio dos demais deputados, pois sei que ninguém é escolhido presidente ou primeiro-secretário sozinho. Da minha parte, estou pronto para construir esses apoios”, declarou.

em cima do muro

Renan Santos nega ter sido procurado para fazer alianças

Ele afirmou que evitará conversas e seguirá com outras prioridades, como a estruturação do Missão e questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL)

06/10/2026 06h47

No 1º turno, Renan conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24% dos válidos

No 1º turno, Renan conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24% dos válidos

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Em entrevista ao SBT News na segunda-feira, 5, Renan Santos (Missão) afirmou que não foi contatado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) depois do primeiro turno, realizado no domingo, 4. Ele declarou que o Centrão também não entrou em contato.

Renan afirmou que evitará conversas e seguirá com outras prioridades, como a estruturação do Missão, questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL) e o lançamento de um novo álbum de sua banda de rock, Limão Rosa. O deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, é integrante da banda.

O ex-presidenciável também comentou sobre Flávio Bolsonaro (PL) e a direita brasileira. Em sua fala reconheceu a força do bolsonarismo. "Não existe direita sem Bolsonaro", declarou.

Além disso, afirmou que não fará oposição a integrantes do movimento que optarem por seguir Flávio Bolsonaro.

No primeiro turno das eleições, Renan Santos, então candidato à Presidência, conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24%.

Seu partido conseguiu reeleger Kim Kataguiri como deputado federal e eleger Rafa Minato como estadual por São Paulo.
 

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