Política

ACORDO DE CAVALHEIROS

Conselheiros entram em consenso e Jerson ficará à frente do TCE por 180 dias

Nesta quarta-feira (14/12) termina o prazo de registro de chapa para a eleição da próxima sexta-feira (16/12), agora deve ser adiada para 2023

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Após reunião realizada ontem (13/12), finalmente os conselheiros Jerson Domingos, Osmar Jeronymo, Marcio Monteiro e Flávio Kayatt chegaram a um consenso sobre a Presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

Pelo acordo definido, a Corte de Contas ficará sob o comando de Jerson Domingos, que terá o mandato de presidente prorrogado por mais seis meses.

Esse período de 180 dias será quando finda o prazo de afastamento dos conselheiros Iran Coelho das Neves, Waldir Neves e Ronaldo Chadid determinado pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois de a Polícia Federal apurar o envolvimento dos três em suposto crime de corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Nesta quarta-feira (14/12), até às 13 horas, encerra o prazo para o registro de chapas interessadas em concorrer aos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral do TCE na eleição marcada para a próxima sexta-feira (16/12).

Entretanto, como houve consenso, nenhuma chapa será registrada e a eleição será adiada para 2023, quando a Corte de Contas estará novamente completa.

Conforme foi apurado pela reportagem do Correio do Estado, na próxima sexta-feira, o adiamento da eleição e a prorrogação do mandato de Jerson Domingos, que terminaria no dia 31 de dezembro deste ano, devem ser homologados durante a sessão plenária do TCE-MS com a presença dos quatro conselheiros.

Renúncia  

O conselheiro Iran Coelho das Neves renunciou na segunda-feira (12/12) à Presidência do TCE-MS depois que foi afastado do cargo e da própria Corte de Contas pelo ministro Francisco Falcão depois da PF apurar o seu envolvimento em suposto crime de corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Com a renúncia, Jerson Domingos, que recebeu o ofício comunicando a renúncia, acabou sendo efetivado na Presidência.

Iran Coelho das Neves está afastado desde o dia 8 de dezembro por decisão do STJ, pois pesa contra ele o fato de ter dado seguimento ao contrato supostamente fraudulento com a DataEasy, empresa pivô do esquema de corrupção no TCE-MS, investigada pela PF.

Além dele, também estão afastados de suas funções e - assim como ele - usando tornozeleira eletrônica - os conselheiros Waldir Neves e Ronaldo Chadid.

A PF e o Ministério Público Federal (MPF) queriam a prisão dos três e da assessora de Ronaldo Chadid, Thaís Xavier, mas o ministro Francisco Falcão concedeu apenas as medidas cautelares, válidas por até 180 dias, sob pena de convertê-las em prisão preventiva em caso de descumprimento.

Por meio da empresa DataEasy, cujo contrato teve início em 2019, na gestão de Waldir Neves na Presidência, houve a suspeita de contratação de funcionários para fazer o mesmo papel de servidores concursados (cabide de emprego) e também de saques milionários (mais de R$ 9 milhões) em dinheiro vivo por meio da empresa, com destinação não rastreada.

 

Brasil

Governo Lula não vê razão política para pedir reunião formal com Trump no G7

Segundo conselheiros do presidente brasileiro, até esta sexta, não houve um pedido de encontro por parte do Palácio do Planalto nem da Casa Branca, para que eles voltem a se reunir

12/06/2026 21h00

Lula e Trump

Lula e Trump Ricardo Stuckert/Presidência da República

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Integrantes do governo brasileiro afirmam que um eventual encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, somente ocorrerá no G7, na França, de maneira informal, sem espaço para discussões substantivas.

Segundo conselheiros do presidente brasileiro, até esta sexta-feira, dia 12, não houve um pedido de encontro por parte do Palácio do Planalto, tampouco da Casa Branca, para que eles voltem a se reunir.

O governo Lula não enxerga espaço para discutir temas conflitantes da agenda bilateral na reunião do G7, nem para reverter a classificação das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas ou bloquear a proposta dupla de novo tarifaço sobre exportações com base na Seção 301, um de 25% por supostas práticas desleais e outra de 12,5%, relacionada ao trabalho forçado.

O governo não vê sentido ou motivação política para uma nova interação agora e descarta que Trump possa mudar de rota de decisões de governo discutidas há meses e recentemente oficializadas, apenas por uma conversa dos dois líderes.

Segundo um conselheiro do presidente, não seria realista contar com essa mudança e não existe necessidade de uma reunião agora. Ele diz que seria uma desmoralização para Trump retirar a designação das facções e que Lula não pode agora "suplicar" por uma revisão, mas continuar a cooperação técnica entre polícias e estruturas de segurança pública.

Além disso, o prazo administrativo estabelecido pelo Representante Comercial da Casa Branca (USTR) para negociações vai até 15 de julho e continuam em andamento contatos comerciais em nível técnico. Por isso, o Palácio do Planalto entende que Trump responderia apenas que vai aguardar o fim das tratativas comerciais.

Uma nova reunião política de status ministerial, entre o ministro Márcio Elias Rosa (Mdic) e o embaixador Jamieson Greer (USTR), estava prevista para esta semana e deve ocorrer em breve para discutir setores e tarifas.

Segundo integrantes do governo, até agora não houve uma decisão de discutir tarifas específicas, como a do etanol, cujas lideranças se reuniram com Lula nesta semana. Nas reuniões anteriores, o governo indicou áreas em que poderia negociar a tarifa

O governo brasileiro nega, por isso, que tenha tomado providências para antecipar a viagem do presidente para o dia 14 a fim de encontrar Trump. O petista deve chegar à França na tarde do dia 15.

A Presidência da República diz que a chegada de Trump, estimada pela organização francesa, deve ser ocorrer após a do próprio Lula, no dia 15 à noite - o republicano celebra aniversário no dia 14.

O que pode ocorrer em Évian-les-Bains, cidade dos alpes que sedia o G7, é apenas uma espécie de "trombada" nos corredores ou na sala das reuniões de líderes, porque ambos devem compartilhar o mesmo ambiente, segundo diplomatas.

Seria algo como ocorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), os "39 segundos" de "química" nos bastidores reservados aos chefes de Estado, e não uma reunião de trabalho com equipes ministeriais, como a recente visita do petista à Casa Branca, em Washington, ou ainda a reunião realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, no ano passado.

Nesses dois encontros prévios, houve discussão detida sobre assuntos e inclusive troca de documentos e propostas dos dois lados, além de acerto de métodos e prazos para discussões de interesses da pauta bilateral.

Lula vai ter reuniões bilaterais com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

Há mais quatro encontros em avaliação, entre eles, com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e com os líderes da União Europeia, Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) e António Costa (Conselho Europeu).

Com os europeus, Lula vai falar sobre a preocupação e pressionar por uma revisão da exclusão do Brasil como exportador de carne e produtos de origem animal ao mercado do bloco.

Com Japão e Canadá, o governo pretende discutir assuntos comerciais ligados ao Mercosul. O objetivo é formalizar o lançamento de uma negociação de acordo de comércio Japão-Mercosul e manter contato com vistas à conclusão das negociações do acordo Canadá-Mercosul.

Lula também participará de um almoço, no âmbito do G7, com representantes das principais big techs e chefes de Estado e de governo. O petista vai falar da proposta de regulação no País e do Eca Digital.

Discurso oficial

O presidente se prepara para fazer ao menos dois discursos públicos, em sessões de debate dos líderes sobre desequilíbrios macroeconômicos globais e parcerias globais para o desenvolvimento.

Neles, Lula vai falar contra tarifas e decisões unilaterais, entre elas guerras e intervenções militares, e falar da necessidade de reforma das instituições internacionais.

O discurso está sendo calibrado, mas responderá a ações do governo Trump, para não demonstrar "fraqueza política". O governo entende que a resposta se justifica por causa da disputa pré-eleições e a campanha no exterior do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Parte dos conselheiros do presidente recomendou que ele não use o mesmo tom mais agressivo que faz para o público interno no Brasil.

O presidente deve adotar a linguagem mais diplomática e falar contra o unilateralismo e o protecionismo.
 

Eleições 2026

Nelsinho Trad fecha apoio com prefeitos e Capitão Contar perde espaço

Senador realizou evento em Campo Grande para prestar contas e assegurou anuência da maioria dos gestores municipais

12/06/2026 08h00

De olho na reeleição, o senador Nelsinho Trad (PSD) reuniu inúmeros prefeitos e lideranças políticas

De olho na reeleição, o senador Nelsinho Trad (PSD) reuniu inúmeros prefeitos e lideranças políticas Foto: Chileno

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Durante evento de prestação de contas do mandato, realizado na noite do dia 2, no espaço Road House Old Sheep, em Campo Grande, com a presença de dezenas de prefeitos, o senador Nelsinho Trad (PSD) deu uma grande demonstração de força política para a disputa eleitoral deste ano, de olho na reeleição.

Conforme apuração do Correio do Estado, ao reunir inúmeros prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, bem como lideranças políticas de todas as regiões de Mato Grosso do Sul, o parlamentar acaba por tirar espaço político do principal adversário dele, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), na briga por uma das duas vagas ao Senado.

Segundo aliados, o encontro serviu ainda para reforçar o apoio de 64 dos 79 prefeitos sul-mato-grossenses, o equivalente a cerca de 80% dos gestores municipais do Estado. Durante o evento, Nelsinho destacou que o apoio recebido é consequência de um mandato voltado para atender às demandas dos municípios.

“Esse resultado é fruto do trabalho e de um mandato voltado às cidades de Mato Grosso do Sul. São entregas e realizações que estão na frente das brigas políticas”, afirmou o senador à reportagem.

A prefeita de Sonora, Maria Clarice Ewerling (MDB), ressaltou a relação próxima mantida pelo parlamentar com os gestores municipais. Conforme ela, Nelsinho se tornou uma referência para prefeitos que buscam apoio institucional em Brasília.

“Nelsinho sempre foi acolhedor, tanto em Brasília quanto aqui. Ele é um senador municipalista e onde está faz com que todos se sintam em casa. O que vimos ontem foi uma demonstração de gratidão pelo trabalho que ele já realizou pelos municípios”, declarou.

O prefeito de Vicentina, Cleber Dias da Silva (MDB), também elogiou a atuação do senador e destacou a assistência oferecida pelo gabinete parlamentar às administrações municipais.

“Desde que assumi a prefeitura, em 2025, tive no senador um parceiro. Sabemos das dificuldades que os prefeitos enfrentam para acessar Brasília e ele mantém um gabinete que presta toda a assistência necessária. Além disso, tem atendido os municípios com recursos fundamentais para a execução de obras e serviços”, afirmou.

Cleber acrescentou que o sentimento predominante entre os gestores presentes no encontro foi o reconhecimento da importância da continuidade do trabalho desenvolvido por Nelsinho Trad.

“Não acredito em onda política nem em quem aparece de última hora. A população reconhece quem presta serviço. O senador Nelsinho é presente e tem mostrado resultados para os municípios”, completou.
Já o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), classificou o senador como um parceiro permanente das cidades sul-mato-grossenses.

“Tenho no senador Nelsinho Trad um parceiro incansável. É um senador presente, que trabalha pelas cidades de Mato Grosso do Sul, abre portas em Brasília e luta para que os municípios tenham mais investimentos e oportunidades. Seu compromisso com o desenvolvimento do Estado merece reconhecimento”, afirmou.

Com o apoio da maioria dos prefeitos formalizado e o respaldo de vereadores e lideranças municipais de inúmeras legendas, Nelsinho Trad amplia sua base política para a disputa deste ano, transformando sua reeleição em uma pauta compartilhada por grande parte das administrações municipais de Mato Grosso do Sul.

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