Política

ELEIÇÕES 2026

Convenções começam e desenham cenário eleitoral deste ano

Convenção nacional do PL e do PT aconteceram no último sábado (25) e domingo (26)

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A temporada de convenções visando às eleições deste ano já começou.

Do lado direito do espectro político, o governador Eduardo Riedel (PP), ainda pré-candidato à reeleição, prestigiou a convenção que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Do lado esquerdo, Fábio Trad (PT) foi oficializado ontem como candidato a governador de Mato Grosso do Sul e deve ser o principal adversário de Eduardo Riedel.

riedel e flavioO governador Eduardo Riedel e o senador Flávio Bolsonaro - Foto: Divulgação

DIREITA

Riedel e Azambuja prestigiam convenção de Flávio em SP

O governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado, participaram, no sábado, em São Paulo (SP), da convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Entre os presentes também estavam o presidente da Argentina, Javier Milei, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Ao comentar sobre sua participação na convenção, Riedel afirmou que o encontro representa um momento importante para o cenário político nacional.

“Estamos aqui para acompanhar esse momento histórico de definição da candidatura de Flávio Bolsonaro para a Presidência do Brasil”, disse.

Presidente estadual do PL, Azambuja classificou a convenção como o início da caminhada eleitoral de Flávio.

“Essa convenção é o pontapé inicial de uma grande caminhada que levará Flávio à Presidência. Precisamos enfrentar os grandes desafios e colocar o País no eixo do desenvolvimento, acabando com a gastança desenfreada do atual governo”, afirmou.

Quem não participou da convenção foi a senadora Tereza Cristina (PP), apontada nos bastidores como uma das principais cotadas para compor a chapa presidencial de Flávio como candidata a vice-presidente.

Essa foi a segunda vez em menos de um mês que a ex-ministra evitou um ato público ao lado do senador.

A ausência dela é interpretada como um reflexo da posição de neutralidade adotada nacionalmente pela Federação União Progressista, que ainda não definiu qual candidatura apoiará na disputa presidencial.

Política   Fábio TradFábio Trad candidato a governador de MS pelo PT e sua vice Dona Gilda - Foto: Divulgação

ESQUERDA

Fábio Trad e Dona Gilda têm candidaturas homologadas

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) homologou, durante convenção realizada ontem, as candidaturas do ex-deputado federal Fábio Trad (PT) a governador e de Dona Gilda (PT) a vice-governadora.

O encontro também confirmou as chapas proporcionais e a composição da disputa ao Senado, com a meta de ampliar a representação da federação na Assembleia Legislativa e manter as duas cadeiras na Câmara dos Deputados.

Além da chapa majoritária ao governo, a convenção oficializou as candidaturas da senadora Soraya Thronicke (PSB), que disputará a reeleição, e do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado.

Em seu discurso, Fábio Trad afirmou que, se eleito, pretende formar um secretariado com 70% de mulheres nos cargos de primeiro escalão.

“Todos vão ter direito a sentar à mesa e governar comigo e Dona Gilda o destino de Mato Grosso do Sul”, declarou.

Já Vander Loubet defendeu a ampliação dos investimentos públicos em educação e meio ambiente e afirmou que o desenvolvimento do Estado deve ir além do agronegócio exportador. “A militância deve trabalhar pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno”, conclamou.

Soraya Thronicke voltou a fazer críticas ao bolsonarismo e afirmou que pretende enfrentar o que classificou como radicalização.

A chapa para deputado federal será liderada pela deputada Camila Jara (PT) e pelo vereador Marquinhos Trad (PV). Também integram a nominata Ana Saravy (PV), Elias Ishy (PT), Eliel Kaiowá (PT), Giselle Marques (PT), Roberto Mateus (PCdoB), Sandro do Vander (PT) e Thalita (PCdoB).

Na disputa por vagas na Assembleia Legislativa, a federação aposta na reeleição dos deputados Pedro Kemp (PT), Gleice Jane (PT) e Zeca do PT, além de candidaturas como a da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e do ex-candidato ao Senado Tiago Botelho (PT).

Os demais são Sandra Maria, Luso Queiroz, Aaron Salles Torres, Adão Salemaq, Adriane Quilombola, Ana Domingues, Cassiano do Gás, Clarineu Nogueira, Dr. Jorge Laurício, Eduardo Borges, entre outros.

Para o Senado, Soraya Thronicke terá como suplentes o empresário Bruno Migues e a ex-prefeita de Itaquiraí Professora Sandra, enquanto Vander Loubet terá como suplentes a vereadora de Três Lagoas Maria Diogo e Professora Maju, de Dourados.

DataFolha

Para 52%, Trump usa tarifaço para tentar ajudar Flávio Bolsonaro

Entre os eleitores de Flávio, 29% consideram que a medida busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto em Lula, o índice chega a 73%

27/07/2026 07h18

A pesquisa indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço

A pesquisa indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço

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Para 52% dos eleitores brasileiros, o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil tem como objetivo ajudar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, de acordo com pesquisa DataFolha divulgada nesta segunda-feira, 27. Outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o parlamentar, enquanto 11% dizem não saber.

A percepção varia conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 29% consideram que a medida adotada por Trump busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice chega a 73%.

A pesquisa também indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados e 34% se declaram razoavelmente informados.

As novas sobretaxas ganharam relevância no debate político após anúncios do governo americano em julho. Os Estados Unidos comunicaram a imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial e, dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% vinculada a alegações de abusos trabalhistas.

A relação entre a família Bolsonaro e o presidente americano também entrou no centro da discussão. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, atuou nos Estados Unidos durante a primeira fase da crise comercial entre os dois países, segundo o levantamento.

O instituto também perguntou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise. Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro. Outros 24% avaliam que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas - 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

Sobre a reação do Brasil, 74% dos entrevistados defendem que o País negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
 

empate técnico

Lula tem 47% e Flávio 43% no segundo turno, diz BTG/Nexus

Na pesquisa anterior, de 13 de julho, Lula também registrou 47% e Flávio Bolsonaro 44%, um ponto porcentual a mais do que na mostra desta segunda

27/07/2026 07h10

Pesquisa feita entre os dias 24 e 26 de julho mostra que cenário da disputa entre Lula e Flávio segue estável

Pesquisa feita entre os dias 24 e 26 de julho mostra que cenário da disputa entre Lula e Flávio segue estável

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno das eleições presidenciais, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 27. O petista, contudo, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%, esses são os mesmos percentuais da pesquisa de 29 de junho. Na pesquisa anterior, de 13 de julho, Lula também registrou 47% e Flávio Bolsonaro 44%, um ponto porcentual a mais do que na mostra desta segunda. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 9%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.

Na pesquisa agora divulgada, numa eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, o cenário também é de empate técnico, levando em conta a margem de erro de 2 pp. Lula teria hoje 46% e o ex-governador mineiro 42%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 1%. Na pesquisa de 13 de julho, o presidente venceria o ex-governador de Minas Gerais por 47% a 40%.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com Lula pontuando 45% e o ex-governador de Goiás 43%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10%. Eleitores que não sabem são 2%. Na pesquisa de 13 de julho, na simulação de 2º turno, Lula liderava com 47% e o ex-governador de Goiás registrava 38%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 47% a 39%, se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%. Na pesquisa de 13 de julho, na simulação de 2º turno, Lula também liderava com 49% e Renan tinha 35%.

A Nexus ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 24 a 26 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026.

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