A presidente da Petrobras, Graça Foster, será ouvida pela CPI Mista da Petrobras na quarta-feira (11), às 14h. Será a quarta vez que Graça Foster comparecerá ao Congresso Nacional para explicar a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, além de outras denúncias contra a estatal.
A convocação da presidente da Petrobras para abrir a fase de depoimentos da CPI Mista é uma surpresa, uma vez que o relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou em entrevista, na terça-feira passada, que a fase de depoimentos poderia começar com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, que chegou a ser preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.
- Vamos analisar todas as informações, mas acho que Paulo Roberto Costa, que já está convocado pela CPI do Senado, pode ser um bom começo para a CPI mista - disse o relator.
O presidente da CPI Mista, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) considerou que o “ponta pé” inicial não poderia ser outro, senão com a Graça Foster. Apesar de ela já comparecido para apresentar explicações ao Congresso, Vital do Rêgo aposta que pode haver novidades.
- A presidente reiterará o seu posicionamento, até porque ela vem tomando essa posição ao longo das últimas presenças em comissões. Só que nós vamos ter um debate e os senadores e deputados que solicitaram a presença dela acreditam que isso suscitaria, efetivamente, um novo direcionamento, porque outros deputados e senadores estão com dúvidas - declarou.
CPI do Senado
Ao depor à CPI da Petrobras do Senado no final de maio, Graça Foster reafirmou que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), "não foi um bom negócio" e que hoje a estatal brasileira não o realizaria.
- À luz da situação atual, os números mostram que não foi um bom negócio. Num futuro próximo é possível que haja melhorias, mas hoje, com a decisão do refino no Brasil, com a descoberta do pré-sal e com um mercado interno crescente, não é mais prioridade. Mas lá atrás em 2006, foi considerado [um negócio] potencialmente bom – afirmou Graça.


