Política

CÂMARA FEDERAL

Cunha mantém para terça decisão sobre impeachment de Dilma

Presidente da Câmara não deu detalhes, apenas que irá pronunciar a decisão

FOLHAPRESS

12/10/2015 - 14h16
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), irá decidir na terça-feira (13) se aceita ou não o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, elaborado pelos advogados Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

"Ainda não conclui as análises", afirmou Cunha neste domingo (11), confirmando que tomará uma decisão assim que voltar a Brasília.

Ele não revelou se irá manter o que a oposição espera: que ele rejeite o pedido, para que, ato contínuo, deputados protocolem um recurso para consultar o plenário da Casa sobre o tema.

Sob intensa pressão depois que a Procuradoria-Geral da República divulgou detalhes da movimentação atribuída a ele na Suíça com dinheiro do petrolão, algo que ele nega, Cunha só confirma que irá tomar uma decisão.

Entre governistas, há um temor de a posição delicada do presidente da Câmara o faça tomar uma decisão contrária: de aceitar o pedido de Bicudo e Reale, que é considerado o mais representativo e que tem maior apoio dos partidos oposicionistas.

A partir daí, seria instalada uma comissão especial para a análise do pedido, que depois iria a plenário, onde precisaria de 342 dos 513 votos para abrir o processo de impedimento da presidente -que teria de deixar o cargo no máximo por seis meses caso seu caso não tenha enfim sido julgado no Senado.

A interlocutores, Cunha tem reafirmado que manterá a posição "de magistrado", dando a entender que irá manter o roteiro original da tramitação do pedido de impeachment, que garante um caráter mais amplo ao pedido.

Uma decisão monocrática de aceitação da peça de Bicudo e Reale traria a Cunha a acusação de ter agido de forma reativa, para tirar as acusações contra si da berlinda.

Eduardo Cunha passa o feriado desta segunda no Rio, com a família.

Sua situação agravou-se ao longo da semana passada, quando foram surgindo provas recolhidas por autoridades suíças de que ele mantinha contas no país.

Em depoimento espontâneo à CPI da Petrobras, Cunha havia dito que não tinha contas no país. Para a PGR, o dinheiro veio de propinas em um contrato da estatal petroleiro no Benin. Cunha nega as acusações e diz manter o que disse à CPI.

Declaração

Trump promete 'grande segurança' para petroleiros no Estreito de Ormuz

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse

11/03/2026 19h00

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 10, "grande segurança" para os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã reforçava o controle sobre a via marítima em meio à guerra contra americanos e israelenses.

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado sobre como garantiria a segurança de Ormuz.

A emissora americana CNN informou na noite de terça-feira que o Irã havia iniciado a instalação de minas na via marítima. Segundo o presidente, as tropas americanas retiraram "praticamente" todas as minas "em uma única noite".

No 12º dia do conflito no Oriente Médio, pelo menos três navios foram atacados em Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que embarcações israelenses, americanas e de aliados dos dois países são "alvos legítimos".

Questionado sobre o que os EUA precisam fazer para encerrar a operação militar no Irã, Trump respondeu: "Mais do mesmo."

"Veremos como tudo isso termina. No momento, eles perderam a Marinha, perderam a Força Aérea. Não têm nenhum equipamento antiaéreo, não têm radar", disse Trump. "Seus líderes se foram e poderíamos fazer muito pior."

O republicano afirmou que as tropas americanas poderiam destruir a infraestrutura do Irã "em uma hora", caso quisessem. "Estamos deixando certas coisas que, se as eliminarmos - ou poderíamos eliminá-las ainda hoje, em uma hora - eles literalmente jamais conseguiriam reconstruir esse país", disse.

Um dos repórteres também questionou Trump sobre a escolha do filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo iraniano, mas o republicano não quis comentar o assunto.

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Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

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Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

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