Política

Política

Dança e poesia no palco

Dança e poesia no palco

Redação

11/03/2010 - 07h58
Continue lendo...

Laura Virgínia e Cleani Marques, duas bailarinas do Margaridas Grupo de Dança, de Brasília, sobem ao palco do Teatro Aracy Balabanian nesta noite, às 20h30min, para apresentar o espetáculo “Rainha”. Inspirado em poemas e canções de mulheres negras, o trabalho procura discutir questões sociais e políticas sobre a mulher a partir de pontos como a raça, a exclusão e a condição social. “Por falar sobre a mulher negra, ele é um trabalho que fala às mulheres em todas as suas cores”, acredita Laura, intérprete e diretora artística do grupo. O título “Rainha” faz referência ao candomblé, na forma como os fiéis se referem às entidades femininas. “Como este trabalho é de dança contemporânea, não utilizamos tantos elementos das religiões afro-brasileiras. Mas, claro, tivemos influência dessas referências”, argumenta a diretora. Segundo ela, quem for ao teatro vai assistir a um espetáculo forte, cheio de lirismo e poesia. “Esse é o universo feminino, não é?”, indaga. Laura conta que o espetáculo nasceu após a leitura de “O olho mais azul”, da escritora afro-americana Toni Morrison, nobel de literatura em 1993. “Este livro chamou mi n ha atenção e aguçou minha curiosidade sobre a identidade da mulher negra. Percebi que queria levar isso para o palco”, detalha. Ela levou a ideia ao grupo, que logo iniciou a pesquisa sobre o tema. Com um trabalho que procura unir dança contemporânea e literatura, o Margarida Grupo de Dança iniciou uma busca a textos de poetisas negras, publicados em baixas tiragens. “Foi um trabalho difícil, pois há uma dificuldade grande em se encontrar a produção dessas mulheres”, conta a diretora. A pesquisa, que reuniu nomes brasileiros e estadunidenses, foi entregue às mãos de Édi Oliveira, responsável pela criação coreográfica. Na trilha, canções de Nina Simone e cantos do candomblé dão ritmo aos movimentos das intérpretes. Elas também recitam os poemas em meio à dança. Segundo a diretora, o espetáculo tem, aproximadamente, uma hora. Vencedor do prêmio Klauss Viana, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), na categoria de circulação, o trabalho percorrerá cidades do Centro- Oeste e de alguns Estados do Nordeste. A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher. Oficina Na manhã de sexta, às 10h, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, acontece uma oficina gratuita com o Margaridas Grupo de Dança. Segundo Laura Virgínia, diretora artística e intérprete, o grupo abordará questões relacionadas à mescla entre dança e literatura. “Pouca gente sabe, mas os passos de dança foram a maior influência da métrica poética. Vamos tentar mostrar um pouco como funciona essa relação”, explica. A oficina é aberta ao público, independente de estarem ligados a dança ou não. As inscrições podem ser feitas pelo núcleo de dança do setor de Difusão Cultural da FCMS.

Declaração

Trump promete 'grande segurança' para petroleiros no Estreito de Ormuz

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse

11/03/2026 19h00

Continue Lendo...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 10, "grande segurança" para os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã reforçava o controle sobre a via marítima em meio à guerra contra americanos e israelenses.

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado sobre como garantiria a segurança de Ormuz.

A emissora americana CNN informou na noite de terça-feira que o Irã havia iniciado a instalação de minas na via marítima. Segundo o presidente, as tropas americanas retiraram "praticamente" todas as minas "em uma única noite".

No 12º dia do conflito no Oriente Médio, pelo menos três navios foram atacados em Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que embarcações israelenses, americanas e de aliados dos dois países são "alvos legítimos".

Questionado sobre o que os EUA precisam fazer para encerrar a operação militar no Irã, Trump respondeu: "Mais do mesmo."

"Veremos como tudo isso termina. No momento, eles perderam a Marinha, perderam a Força Aérea. Não têm nenhum equipamento antiaéreo, não têm radar", disse Trump. "Seus líderes se foram e poderíamos fazer muito pior."

O republicano afirmou que as tropas americanas poderiam destruir a infraestrutura do Irã "em uma hora", caso quisessem. "Estamos deixando certas coisas que, se as eliminarmos - ou poderíamos eliminá-las ainda hoje, em uma hora - eles literalmente jamais conseguiriam reconstruir esse país", disse.

Um dos repórteres também questionou Trump sobre a escolha do filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo iraniano, mas o republicano não quis comentar o assunto.

Assine o Correio do Estado

Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

Continue Lendo...

Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).