Política

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Debates marcam o fim de semana

Debates marcam o fim de semana

MICHELLE ROSSI

22/01/2010 - 06h38
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A produção independente de cinema no Brasil e de que forma a sétima arte está presente na região Centro-Oeste do País serão os temas debatidos durante o fim de semana no 7º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal. Antes, nesta sextafeira, às 17h, será realizada a exibição do filme nacional “Os inquilinos”, de Sérgio Bianchi; às 19h, Mostra Competitiva de Curtas – Programa 2 e, por fim, o sueco “Deixe ela entrar”, de Tomas Alfredson. Amanhã, o festival será aberto com a palestra “Produção independente de cinema – limites e possibilidades”, ministrada por Assunção Hernandes, com mediação de Raquel Zangrandi. A intenção é mostrar como a produção de cinema independente está ocorrendo no Brasil e quais são as possibilidades e expectativas do produto no País. Assunção é produtora em São Paulo e atuante no mercado cinematográfico há 40 anos. Seu nome está por trás da produção de mais de 40 filmes, entre eles “A hora da estrela”, de Suzana Amaral, e “O homem que virou suco”, de João Batista de Andrade. Já Raquel Zangrandi é campo-grandense, mas formada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atuante no mercado carioca. É diretora de produção de vários filmes, dentre eles “Peões”, de Eduardo Coutinho, e “Entreatos”, de João Moreira Salles. Amanhã, na programação, exibição às 15h de “No meu lugar”, de Eduardo Valente, e às 17h, tem início a Mostra Curta o Centro-Oeste com exibição de filmes de Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – este participa com “Um conto de solidão”, de Essi Rafael Leal. Após a mostra, Essi participa de bate-papo junto ao diretor Eduardo Ferreira (MT). Para fechar a programação de sábado, estão escalados os estrangeiros “Um namorado para minha esposa”, com sessão às 19h, e “À procura de Erick”, às 21h. Domingo O domingo de atividades do FestCine Pantanal começa com mesa-redonda às 10h30min, com o tema “A produção de cinema no Centro- Oeste”, com os cineastas Iberê Carvalho (DF); Essi Rafael Leal (MS); Eduardo Ferreira (MT) e Amarildo Pessoa (GO), com mediação da fotógrafa e membro da Associação dos Amigos do CineCultura, Elis Regina. No programa, ainda estão as exibições de “Os inquilinos”, de Sérgio Bianchi, às 15h; Mostra Curta o Centro- Oeste (GO e DF), às 17h, seguida de bate-papo com Iberê Carvalho, Ângelo José e Roger Madruga; Mostra Competitiva de Curtas – Programa 2, às 19h, e o estrangeiro “Deixe ela entrar”, às 21h.

Dark Horse

Fachin pede análise técnica antes de decidir sobre relator de caso 'Dark Horse'

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido de Moraes

24/06/2026 20h00

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu análise da área técnica antes de decidir se a investigação envolvendo o dinheiro enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o filme Dark Horse deve ser julgado por André Mendonça ou Alexandre de Moraes.

No despacho publicado nesta quarta-feira, 24, Fachin pediu à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária que preste esclarecimentos sobre os critérios de distribuição dos processos.

O caso foi parar com Moraes após ele receber uma notícia-crime do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre o tema. O deputado pediu a ampliação do escopo do inquérito que mirava o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) - do qual Moraes é relator - para abarcar a conduta de Flávio.

Eduardo foi condenado na semana passada por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista que tinha como líder o seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação ao Supremo na última segunda-feira, 22, que a investigação deve ser redistribuída para o ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

O pedido de Lindbergh foi feito após o site The Intercept Brasil revelar que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme inspirado na trajetória do pai.

Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras. Após receber a notícia-crime, Moraes enviou a petição para análise da PGR.

Ao analisar o pedido do deputado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que o episódio "já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente Ministro André Mendonça".

Casos de Família

Michelle diz que foi desrespeitada e maltratada por Flávio Bolsonaro

Ex-primeira dama publicou vídeo nas redes sociais em que acusa o senador e enteado de maltratá-la em ligação telefônica

24/06/2026 19h13

Michelle Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais

Michelle Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais Reprodução

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira, 24, em que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, de desrespeitá-la em uma ligação após os dois divergirem sobre a estratégia eleitoral do PL. Segundo ela, o parlamentar não quer seu apoio para a disputa ao Planalto

"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço", declarou.

Michelle disse que considera ter sido "apunhalada" pelo enteado e criticou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que "plantam narrativas maldosas e mentiras descaradas" sobre ela, sobretudo após a prisão do marido.

"As pessoas que sabem o que aconteceu se dividiram em dois grupos, um me dizia, conta tudo, as pessoas precisam saber a verdade, o outro dizia, fica quieta, não vale a pena. Eu tentei ficar quieta, mas percebo a maldade de alguns que se dizem defensores e aliados do meu marido, mas que plantam narrativas maldosas e mentiras descaradas envolvendo o meu nome. Sem respeito, sem pudor, sem vergonha. Não me deixaram viver em paz no momento mais difícil da minha vida", destacou.

A ex-primeira-dama ainda levantou dúvidas sobre seu futuro político, afirmando que ele "está nas mãos de Deus". Ela é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, sendo considerada a favorita, por institutos de pesquisas, para conquistar uma das duas cadeiras na Casa Alta.

Divisão no Ceará

Para Michelle, ao escolher se aliar à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense, Flávio prejudicou o nome da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), que pretende concorrer a uma vaga ao Senado, com a anuência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela disse ainda que tanto ela quanto seu marido foram prejudicados com a aproximação com o tucano.

"Não é vago, não é interpretável, é um desejo, é uma ordem do líder. Vejam bem, a palavra mais recente do meu marido em relação às candidaturas no Ceará é essa. Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro, venha de quem vier", afirmou.

Michelle também atacou o deputado federal André Fernandes (PL-CE), que é o principal fiador da aliança entre o PL e Ciro Gomes. O pai dele, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) é pré-candidato ao Senado, e a ex-primeira-dama afirma que André prefere retirar a candidatura de uma mulher (neste caso, Priscila), ao invés de a de Alcides.

"É para se unir a esse homem (Ciro) que estão perseguindo e tentando retirar da disputa uma mulher nordestina, mãe de quatro filhos, que dedicou tudo ao movimento em defesa da vida? Já que a aliança com o Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga do seu próprio pai?", afirma Michelle no vídeo.

Michelle disse também que se posicionou a favor da candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) para o governo cearense, afirmando que ele é o único postulante que agrega os valores e fidelidade ao ex-presidente. Segundo a ex-primeira dama, uma união contra o PT somente é válida no segundo turno.

"Não estou exigindo que se disfarça nenhuma aliança no Ceará, mas que adiem para o segundo turno. Eu sou contra ela, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem, mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno", declarou.

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