Política

SENTENÇA

Decisão do TJMS tira R$ 13,5 mil do salário do prefeito de Três Lagoas

Decreto municipal criado em fevereiro passado tinha elevado de R$ 21 mil para R$ 34,5 mil a remuneração de Ângelo Guerreiro

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Sentença relatada pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, definida ontem, terça-feira (12), baixou R$ 13,5 mil do salário mensal do prefeito de Três Lagoas, Ângelo Chaves Guerreiro, 54, do PSDB.  

Com a decisão, Guerreiro volta receber R$ 21 mil – a partir de fevereiro passado, o salário dele era R$ 34,5 mil porque um decreto municipal aprovado pela Câmara dos Vereadores e rubricado pelo próprio chefe do executivo garantiu o reajuste salarial ao prefeito, vice-prefeito e a cúpula do primeiro escalão municipal, chefes de secretarias entre os quais. 

No entanto, o advogado Douglas Barcelo do Prado moveu uma ação popular contestando o aumento. 

A juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda concordou com o apelo e anulou o decreto municipal do reajuste. A prefeitura recorreu e o caso seguiu para o TJ-MS, corte que, inicialmente, suspendeu a decisão da magistrada, ou seja, retomou o reajuste.  

Para justificar o decreto municipal, a prefeitura alegou que o reajuste repararia a defasagem salarial dos servidores, que já estaria durando uma década. Por regra, nenhum servidor municipal pode receber salário maior do que o prefeito. 

De acordo a prefeitura, concedido o reajuste, em vigor desde o dia 15 fevereiro passado, o impacto nas contas municipais seria de R$ 1.833.955,83, até o final do atual mandato de Guerreiro, que cumpre seu segundo mandato em dezembro de 2024. 

No recurso que havia derrubado o decreto e o reajuste do prefeito, é citado que as finanças de Três Lagoas é boa e que há a previsão de o município alcançar até dezembro do ano que vem, um superávit calculado em R$ 177 milhões.  

Em contrapartida, negado o reajuste, dizia o recurso, alguns servidores contratados, como médicos, estariam pedindo demissão pelos salários baixos, já que nenhum outro servidor pode ter remuneração superior ao do prefeito. 

“... por sua vez, o perigo de dano é patente [queda do decreto], pois a decisão agravada é ilegítima e sua manutenção acarretará grave lesão à ordem, à saúde e à segurança, causando um verdadeiro colapso na gestão da saúde pública, com a possível saída de vários médicos mediante pedido de demissão e/ou abstenção na realização de plantões como já vem ocorrendo. Desse modo, requer a concessão de efeito suspensivo ao presente recurso, até seu julgamento final”, diz trecho do recurso que, inicialmente, via liminar, suspendeu a decisão juíza.

Agora, com o julgamento da liminar derrubada, parte da 4ª Câmara Cível do TJ-MS sustentou que o reajuste do prefeito caiu por infringir uma das regras, a de que um prefeito não pode receber dois aumentos numa só legislatura. 

Se mantido decreto, o vice-prefeito da cidade, Paulo Jorge Salomão e os secretários municipais iriam manter os salários mensais de quase R$ 20 mil. Como caiu eles votam a receber R$ 10,5 mil. 

Relator da questão foi o desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, que quis manter a liminar que havia sido concedida por ele, mas foi foi vencido pelo restante da turma da 4ª Câmara.

Ao menos até a tarde desde quarta-feira (13), nem a prefeitura nem a Câmara dos Vereadores de Três Lagoas tinham comentado a sentença que disse não ao reajuste municipal.

 

 

 

Denúncias

Pardal: eleitores denunciam duas irregularidades eleitorais por dia em MS

Levantamento considera os registros apresentados desde 16 de agosto

14/09/2026 17h45

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 67 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (14), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. Ou seja, em média, duas irregularidades são denunciadas todos os dias no Estado. 

Campo Grande concentra 26 registros, o equivalente a 38% das denúncias feitas no Estado. Dourados (12), Ponta Porã (5) e Bonito (5) aparecem em seguida. Jardim, Ivinhema, Corumbá, Miranda, Nova Andradina, Três Lagoas, Sonora, Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Coxim e Caarapó também possum denúncias de irregularidades. 

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual (29) e a deputado federal (22) concentram a maioria das denúncias. Demais denúncias foram destinadas a candidatos a governador (4), senador (2), partido e coligação (10). 

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com 15 registros. Bens públicos (12), vias públicas (8), outdoors e outdoors eletrônicos (6), comícios e showmícios (5), distribuição de material gráfico (4) também estão entre as denúncias. Também há denúncias por adesivagem, confecção e distribuição de brindes. 

Das 67 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 55 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. A maior parte dos registros, 35, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto 32 partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso. Os dados podem ser conferidos aqui!

Chamamento

Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF

Tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes

14/09/2026 14h30

tereza

tereza

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 

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