Política

contra CPI

DEM ameaça travar pauta da Câmara

DEM ameaça travar pauta da Câmara

G1

03/04/2014 - 16h20
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O líder do Democratas na Câmara, Mendoça Filho (PE), anunciou nesta quinta-feira (3) que o partido vai obstruir a votação no plenário da Câmara nos próximos dias, quando a Casa fará esforço concentrado para votar projetos de apelo popular. A medida do DEM é uma retaliação à decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a criação de comissões parlamentares de inquérito (CPI) de senadores para investigar a Petrobras.

Na quarta-feira (2), Calheiros decidiu que caberá à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa definir se as comissões poderão ser criadas. O presidente do Senado, no entanto, definiu que, caso seja instalado um colegiado, ele deverá incluir tanto a investigação do caso da Petrobras - como deseja a oposição - quanto as denúncias sobre o metrô de São Paulo, o Porto de Suape (PE) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) - interesse de governistas.

Para Mendonça Filho, mesmo sendo uma questão que está limitada ao Senado, a decisão de Renan envolve todo o Congresso. “Vamos fazer obstrução total aqui na Câmara. A gente não vai votar nada até que se instale a comissão parlamentar de inquérito encarregada de investigar as irregularidades envolvendo a Petrobras”, disse o líder.

A obstrução é feita por meio de mecanismos regimentais para prolongar ou suspender sessões. Parlamentares podem apresentar requerimentos que cobram a contagem nominal de votos, utilizar o tempo máximo possível para a realização de discursos e tentar estender as votações até que o tempo para a deliberação seja ultrapassado.

Pedidos de CPI
Além dos dois pedidos de criação de CPI no Senado, a partir de sugestões da oposição e de governistas, um terceiro pedido, de comissão mista (formada por deputados e senadores), deverá ser lido por Renan em 15 de abril. Para o líder do DEM na Câmara, a decisão de incluir mais de um tema como objeto de investigação da comissão deverá ser mantido por Renan no caso da CPI mista.

“Está muito claro que essa ação do presidente do Senado envolvendo a CPI já protocolada relativa especificamente à Petrobras no âmbito do Senado vai se estender também ao Congresso”, declarou. Mendonça Filho disse ainda não ter conversado com dos demais partidos sobre a decisão de obstruir as votações.

O Democratas na Câmara também vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal, conforme a oposição no Senado anunciou na quarta-feira. A intenção dos opositores é tentar garantir que a CPI instalada trate exclusivamente das denúncias envolvendo a Petrobras.

“Vamos entrar com mandado de segurança para assegurar os direitos da minoria de instalar uma CPI cumprindo as formalidades regimentais e constitucionais: foco específico, objeto específico e o número de assinaturas mínimo. Nós colhemos mais de 232 assinaturas na Câmara, 30 no Senado, e temos um foco”, declarou Filho. Pela Constituição Federal, uma CPI é criada "para a apuração de fato determinado e por prazo certo".

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 1º turno tem até 3 de dezembro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar nestas eleições, devem justificar o voto

14/10/2026 11h55

Mulher depositando seu voto na urna eletrônica

Mulher depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

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Eleitores que faltaram no primeiro turno das eleições 2026, em 4 de outubro, podem justificar o voto e ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, tiveram compromissos, mudaram de cidade e não alteraram o domicílio eleitoral, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar nestas eleições, devem justificar o voto. 

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 69 anos. Pessoas que fizeram ou farão 70 anos até a data da eleição não são mais obrigadas a votarem. Neste caso, não é necessário justificar a ausência.

Veja como ficar em dia com a Justiça Eleitoral:

Justificar o voto após as eleições

O eleitor que não votou e deixou de justificar a ausência no dia das eleições, ainda tem a chance de justificar até 60 dias após cada turno (até 3 de dezembro de 2026 para o primeiro turno e até até 8 de janeiro de 2027 para o segundo turno), por meio:

  • Do aplicativo e-Título
  • Presencialmente em qualquer Cartório Eleitoral
  • Pelo Autoatendimento Eleitoral - acesse os Portais da Justiça Eleitoral

A documentação que comprove o motivo da ausência à eleição deverá ser anexada ao requerimento para análise da autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

Caso a justificativa seja aceita, haverá o registro no histórico do título eleitoral. Se a justificativa não for aceita, é necessário quitar o débito (R$ 3,51 por turno).

Quem estiver viajando no dia da eleição, deve apresentar passagens, cartões de embarque ou carimbos no passaporte, entre outros documentos que possam justificar a ausência no dia da votação.

Cada turno é tratado separadamente: se faltar aos dois turnos, precisa fazer uma justificativa para cada um.

Pessoas que fizeram ou farão 70 anos até a data da eleição não são mais obrigadas a votarem. Neste caso, não é necessário justificar a ausência.

Brasileiros entre 18 e 69 anos que não votarem e nem justificarem a ausência ficarão em débito com a Justiça Eleitoral e não poderão obter a certidão de quitação eleitoral.

CONSEQUÊNCIAS

Caso não vote e nem justifique a ausência, o eleitor NÃO poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

Eleições

Flávio recua de desistência e confirma presença em debate da Band no domingo

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o anúncio de que não compareceria havia sido uma estratégia para obter a confirmação do adversário

14/10/2026 08h58

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República Foto: Arquivo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, voltou atrás nesta quarta-feira, 14, e confirmou que participará do debate da Band no próximo domingo, 18, com o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o anúncio de que não compareceria havia sido uma estratégia para obter a confirmação do adversário.

"Lula, como você é previsível. Bastou falar que não ia no debate da Band para você, no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que vou ao debate, só queria que você confirmasse", declarou o candidato do PL.

O senador disse que pretende confrontar o petista e acusou o presidente de ter evitado o encontro no primeiro turno. "Eu vou estar lá para esfregar a verdade em sua cara. Já queria ter feito isso no primeiro turno, e você fugiu. Te espero no debate da Band, Lula", afirmou Flávio Bolsonaro.

O debate da Band está marcado para as 20h de domingo.

Na terça-feira, 13, Flávio havia dito que não estava prevista sua participação no debate de domingo. O senador também deixou a presença no encontro da TV Globo, marcado para 23 de outubro, sob avaliação de sua equipe.

Lula confirmou sua participação em vídeo enviado à Band na terça-feira e disse esperar que o adversário comparecesse para apresentar aos eleitores as diferenças entre as candidaturas e os programas.

Os dois ainda não se enfrentaram em debates nesta campanha.

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