Na manhã desta quarta-feira (8), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vem a Mato Grosso do Sul para acompanhar a visita técnica do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, às instalações da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) em Três Lagoas.
Durante a tarde, a delegação seguirá para Campo Grande, onde se reunirá com a Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul. Além de uma reunião fechada com o presidente da Fiems e sua diretoria, as autoridades participam na sequência de um encontro com 180 empresários do Estado.
Fazem parte da delegação do Governo Federal a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O governador do Estado, Eduardo Riedel, também estará presente.
Visita à UFN3
A retomada da construção da Unidade faz parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em agosto pelo Governo Federal.
Iniciada em 2011, as obras da UFN3 foram paralisadas em dezembro de 2014, após denúncias de corrupção por parte dos integrantes do consórcio, com 81% de sua construção concluída.
Em 2018, foi iniciado o processo de venda da Unidade, incluindo a fábrica Araucária Nitrogenados (Ansa), localizada em Curitiba. Esse processo ainda iria atrair olhares russos em 2019, quando a gigante do ramo de fertilizantes, Acron, selou acordo de compra, que não foi para frente por não prever o fornecimento de gás natural. A empresa da Rússia voltaria a selar uma venda no ano passado, que também não foi concluída.
Quem bem descreveu esse processo foi Simone Tebet, em maio deste ano, durante agenda na Capital, ressaltando que por "falta de vontade política" não foi apresentada solução do problema de fertilizantes nos últimos quatro anos.
"Cansei de ir lá, fui eu que interrompi a última licitação, porque não constava no edital que a fábrica, quem ganhou - que era uma empresa russa -, tinha que terminar como fertilizantes. Ela poderia desmontar e mandar todos os equipamentos para a Rússia. Agora, o governo tem interesse em avançar nesse tema, inclusive ver se vai retomar ou não duas ou três fábricas que estão paradas no Brasil", disse a Ministra naquela oportunidade.
Agora, a UFN3 pertence à Petrobras, a quem cabe a decisão de eventual conclusão do empreendimento - o que pode acontecer ainda em 2023.
Colaborou: Súzan Benites e Leo Ribeiro


Nove candidatos com 0% em pelo menos uma onda foram removidos do gráfico. - Fonte: IPR/Correio do Estado


