Política

AUDIÊNCIA MARCADA

Deputado estadual chama Vander Loubet de 'ladrão' e, agora, enfrenta ação judicial

Rafael Tavares debochou em redes sociais fato de o deputado petista ter casa furtada e disse: 'ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão' 

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Voraz em explorar raciocínios controversos via redes sociais, como facebook, instagran e tik-tok, o deputado estadual Rafael Tavares, 38, do PRTB, vai enfrentar nova encrenca judicial, desta vez, uma queixa-crime movida pelo deputado federal Vander Loubet, do PT, 58, por episódio ocorrido em julho do ano passado. Logo depois de ter a casa invadida e furtada, Tavares disparou em suas redes vídeos e mensagens canonizando os bandidos e insultando o parlamentar petista. 

De acordo a queixa-crime produzida por Azambuja & Pereira, advogados associados que defendem Vander: 

“O querelado [Rafael Tavares] afirmou no final do vídeo em comento que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, coma clara intenção de afirmar que o querelante [Vander] seria ladrão, como aquele que furtou a sua residência. Evidencia-se, portanto, que o querelado dolosamente tenta cunhar a pecha de ladrão ao querelante, ofendendo-lhe a honra, a dignidade e o decoro, utilizando-se de todas as suas redes sociais para tanto, configurando-se o crime de injúria”.

No ataque dos ladrões, nem o parlamentar nem a família estavam na casa. 

Além de pedir condenação de Rafael Tavares, os defensores de Vander afirmam, na petição, que o parlamentar deve pagar um indenização por reparos morais. 

A queixa, concordada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, corre na 10ª Vara Especial Central de Campo Grande e os dois parlamentares foram convocados para uma audiência marcada para o dia 28, daqui três semanas e a sessão acontece de maneira virtual. 

HISTÓRICOS 

Na petição de Vander, é citado uma outra bronca judicial respondida por Rafael Tavares que foi denunciado pelo MPMS também por comentário polêmico em suas redes sociais. 

“O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em face do ora querelado [Rafael], como incurso no artigo 20da Lei 7.716/89, porque este teria comentado, no dia 30/09/2018, em uma publicação no “Facebook” um texto de cunho discriminatório, que incitava a prática de atos violentos contra gays, negros, japoneses e índios, conforme captura de tela da rede social”. 

O deputado estadual enfrenta, ainda, outro processo, movido pelo ex-deputado federal Fábio Trad, do PSD. 

Em novembro do ano passado, por decisão da juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, Tavares, eleito pela primeira vez em outubro do ano passado, tornou-se réu pelo crime de difamação contra Fábio Trad. O deputado estadual é fundador do Movimento Conservador EnDireitaMS, corrente bolsonarista. 

Tavares enfrenta, ainda, uma demanda na justiça eleitoral. Ele teve o mandato cassado porque seu partido, o PRTB, não teria cumprido a cota de gênero na disputa por cadeira na Assembleia Legislativa, ano passado. Ele recorreu e o caso segue em instâncias superiores.

À época, em fevereiro passado, o parlamentar comentou o episódio:

“Continuaremos nosso trabalho com independência no fortalecimento da Direita no Estado de Mato Grosso do Sul. Iremos recorrer dessa decisão equivocada. Meu recado para todos os conservadores sul-mato-grossenses hoje é ‘Não parar, não precipitar e não retroceder, quem dura até o final, vence", afirmou Tavares.

Já sobre a queixa-crime movida por Vander, o deputado ainda não se manisfetou. Se isso ocorrer, este material será atualizado.

PERDEU MANDATO 

Nas eleições passadas, o vereador por Campo Grande, Tiago Vargas, do PSD, venceu a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, mas não pode assumir. Ele perdeu o mandato porque antes de tornar-se político, Tiago tinha sido expulso da Polícia Civil por questões disciplinares. 

O vereador também foi condenado num processo movido pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, do PSDB. O parlamentar, com certa frequência, por meio das redes sociais, atacava Azambuja, sem provas. Num deles, Tiago afirmou: "você é um dos maiores corruptos do estado de Mato Grosso do Sul; um dos piores bandidos do Estado é você. Você deveria estar preso, seu corrupto, seu canalha".

A Justiça o condenou a quatro meses, pena que deveria ser cumprida em regime aberto.

 

 

VANDALISMO ELEITORAL

Rodolfo Nogueira denuncia ataque a comitê de campanha em Dourados

Deputado federal, candidato à reeleição, diz que imóvel foi atingido por ovos e tinta vermelha e afirma que câmeras podem identificar os responsáveis

25/08/2026 11h05

Rodolfo Nogueira mostra danos no comitê de campanha em Dourados e afirma que o local foi alvo de vandalismo durante a madrugada

Rodolfo Nogueira mostra danos no comitê de campanha em Dourados e afirma que o local foi alvo de vandalismo durante a madrugada Reprodução

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O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), candidato à reeleição, denunciou nesta terça-feira (25) que seu comitê de campanha, em Dourados (MS), foi alvo de vandalismo durante a madrugada. 

Segundo o parlamentar, o local foi atingido por ovos e tinta vermelha, além de ter recebido cartazes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Nogueira mostrou a fachada do imóvel e afirmou que procuraria a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. 

Ele classificou o episódio como uma tentativa de intimidação e disse que as imagens das câmeras de segurança poderão ajudar na identificação dos responsáveis.

“Dá uma olhada como é que ficou meu comitê nessa madrugada aqui, nesse vandalismo, nessa tentativa de intimidação”, declarou.

Durante a gravação, o deputado atribuiu o ataque a adversários políticos ligados à esquerda, embora não tenha apresentado, no vídeo, provas sobre a autoria do ato. “Vieram aqui, jogaram ovo, tinta vermelha, cartaz, urinaram aqui, mais tinta. Esse é o vandalismo”, afirmou.

Nogueira também declarou que o episódio não irá mudar sua atuação durante a campanha eleitoral e fez críticas ao PT. “Vocês não me intimidam. Nós vamos vencer essa batalha na urna dia 4 de outubro”, disse o parlamentar.

O deputado afirmou ainda que pretende entregar à Polícia Civil as imagens registradas pelas câmeras instaladas no local. “As câmeras vão falar quem são os bandidos que vieram nessa madrugada aqui para fazer esse terrorismo. Vocês não vão intimidar”, declarou.

Até o momento da manifestação de Nogueira, não havia informação apresentada pelo parlamentar sobre a identificação dos responsáveis pelo vandalismo, entretando, ele foi até a delegacia da Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e para entregar as imagens.

ELEIÇÕES 2026

Coligação de Riedel e Azambuja derruba pesquisa eleitoral em MS

Material teria vícios desde ausência de coleta dos bairros e setores censitários até falta de informações precisas sobre fonte dos recursos e impossibilidade de que tenha sido autofinanciada

25/08/2026 09h49

Representação eleitoral foi movida pela coligação

Representação eleitoral foi movida pela coligação "Fazendo o Futuro Acontecer" Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através de representação eleitoral movida pela coligação "Fazendo o Futuro Acontecer", a divulgação da pesquisa eleitoral Instituto Veritá foi suspensa após movimentação da Federação União Progressista dos candidatos Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja.

Com uma amostra de 1.220 entrevistas, a pesquisa em questão teria sido realizada por amostragem estratificada no período entre 09 e 23 de agosto, com pessoas de ambos os sexos que sejam moradores e domiciliados na área de abrangência há mais de um ano.

Conforme a representação, é apontada suspeita de divulgação de pesquisa eleitoral sem registro prévio, pelas federações dos seguintes partidos: 

  • União Brasil 
  • Partido Progressista (PP)
  • Partido Liberal (PL)
  • Partido Social Democrático (PSD)
  • Republicanos
  • Partido Social Democracia Brasileira 
  • Movimento Democrático Brasileiro
  • Avante e
  • Podemos

Segundo o texto, o instituto Veritá registrou pesquisa eleitoral em 18 de agosto, com avaliação para os cargos de governador e senador, com divulgação que deveria ser permitida a partir de 24 de agosto. 

Entretanto, o material conteria "vícios insanáveis", que consistem: 

  1. absoluta impossibilidade de que a pesquisa tenha sido autofinanciada, à luz do Demonstrativo do Resultado do Exercício apresentado pela própria empresa;
     
  2. ausência de coleta e consequente impossibilidade de complementação quanto aos bairros e setores censitários;
     
  3. divergência entre o plano amostral e o questionário quanto ao grau de instrução, que inviabiliza a ponderação e a auditoria da amostra

"As condições de validade e existência das pesquisas eleitorais estão descritas objetivamente no artigo 2º da Resolução TSE 23.600/2019, verdadeiro roteiro procedimental e objetivo, a fim de que se atribua crédito ao trabalho final, de grande relevância e influência nos pleitos eleitorais.

Os requisitos visam à proteção do eleitor e do processo eleitoral, mantendo a rigidez e a transparência necessárias a esse complexo procedimento, que envolve profissionais da matemática, estatísticos e pesquisadores, e que deve refletir a intenção de voto com o maior realismo possível", cita trecho da representação. 

Como alegado no material, pesquisas que possuem resultados manipulados ou equivocados teriam capacidade de influenciar o eleitor tanto quanto aquelas feitas de forma idônea e em estrita observância à legislação. Conforme o texto, não ficariam claros quem seriam os reais contratantes. 

A representação afirma que o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) da Veritá não seriam suficientes para o instituto cumprir os requisitos, que determinam a obrigatoriedade não somente de informar o valor mas também suas origens. 

Segundo a coligação de Riedel e Azambuja, após pesquisa junto aos registros de 2026 do instituto, foram observados elementos que indicariam essa "ausência de lastro" para realizar pesquisas autofinanciadas, como declarado. 

"Isso porque, conforme registrado no PesqEle, em cinco meses de 2026, entre 17 de março e 18 de agosto, o Instituto Veritá registrou no TSE 206 pesquisas eleitorais, que somam montante declarado de R$ 26.682.620,00. Desse total, 199 foram declaradas como realizadas com recursos próprios do próprio instituto a valores unitários que variam em torno de uma média de 130 mil reais, ou seja, autofinanciadas, totalizando a soma de valores declarados: R$26.067.840,00", afirma a representação.

Pelo Demonstrativo apresentado para o ano de 2025 pela própria empresa, o Veritá apontou receita bruta de serviços de R$3.985.273,69 e lucro de R$927.044,63. Segundo a representação, em pouco mais de cinco meses deste ano, a Veritá teria custeado do próprio caixa cerca de 6,5 vezes toda a sua receita bruta anual de 2025 e aproximadamente 28 vezes o lucro do exercício.

"Não se ignora que uma empresa possa dispor de patrimônio ou reservas além do resultado do exercício e este é justamente o ponto: a informação trazida no DRE, no caso concreto, é insuficiente para informar a origem dos recursos despendidos, já que a empresa não tem lastro suficiente naquele DRE para o
tamanho dispêndio que já realizou esse ano", 

Para além da falta de informações precisas quanto à fonte dos recursos, da impossibilidade de que a pesquisa tenha sido autofinanciada e ante a discrepância entre os valores despendidos e o Demonstrativo apresentado; é apontada ainda ausência de coleta dos bairros e setores censitários, o que teria sido confessado pelo próprio instituto de que complementará apenas municípios. 

Esse posicionamento da coligação foi registrado no último domingo (23) e já nesta terça-feira (25) foram publicados embargos de declaração com análise dos autos da representação que, até o momento, possui prazo ainda em curso para oferecimento de contestação. 

Enquanto a representação pedia tutela de urgência quanto à suspensão, a divulgação dos resultados fica suspensa até que contrarrazões sejam oferecidas "como medida excepcional para preservar a higidez do processo eleitoral e consequentemente causar o menor prejuízo eleitoral aos partícipes dessa demanda", completa o texto assinado pelo Desembargador relator, Luiz Tadeu Barbosa Silva. 

 

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