Política

união faz a força

Deputados de bancadas menores criam bloco e terão 1ª reunião na segunda-feira

Bloco já conta com representantes de PL, PDT, PSD, PRTB e União Brasil, mas pode ganhar adesão de Podemos e Patriota

Continue lendo...

Com quantidade insuficiente de deputados estaduais em suas bancadas para ter direito a vagas nas 16 comissões permanentes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) para a 12ª legislatura, que se inicia no dia 1º de fevereiro, os partidos PL, PDT, PSD, PRTB e União Brasil formaram um bloco e já marcaram a primeira reunião para esta segunda-feira. 

Segundo informou o deputado estadual Coronel David (PL) ao Correio do Estado, dos três integrantes de seu partido, ele e o deputado estadual Neno Razuk (PL) já estão confirmados, enquanto o deputado estadual João Henrique Catan (PL) ainda não se decidiu. 

Além dos dois, o novo bloco conta também com as confirmações dos deputados estaduais Antonio Vaz (Republicanos), Roberto Hashioka (União Brasil), Pedro Pedrossian Neto (PSD), Rafael Tavares (PRTB) e Lucas de Lima (PDT). 

O deputado estadual Rinaldo Modesto (Podemos) confirmou à reportagem que há uma grande possibilidade de aceitar o convite e integrar o novo bloco.

"É importante para as bancadas pequenas agregarem forças para participar das comissões", reforçou, sem confirmar a participação. 

O bloco ainda pode ganhar o reforço do deputado estadual Lidio Lopes (Patriota), mas o Correio do Estado não conseguiu contato com o parlamentar, que está em viagem, portanto, não foi possível confirmar sua participação. 

As 16 comissões permanentes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul têm a competência de discutir, analisar, votar e emitir parecer sobre matérias e proposições distribuídas pelo presidente da Casa de Leis, além de realizar audiências públicas com entidades organizadas da sociedade civil. 
 

Regimento interno

Pelo artigo 100 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa, sempre que totalizarem um terço da Casa de Leis (oito parlamentares), os deputados estaduais poderão constituir um bloco parlamentar para a defesa de objetivos comuns.

A constituição de bloco tem de ser reconhecida desde que comunicada à Mesa Diretora, com a indicação dos membros que o integram, o que deverá ser feito até a última sessão ordinária do mês de fevereiro ou, quando for o caso, na primeira sessão ordinária após a sua constituição. 

Ainda conforme o regimento, a desvinculação do deputado do partido pelo qual se elegeu para fazer parte de bloco parlamentar terá, no instante mesmo em que ocorrer, de ser comunicada à Mesa Diretora quando de sua integração.

O parlamentar integrante de bloco não poderá fazer parte de outro concomitantemente, e o deputado que integrava bloco dissolvido ou que dele se desvincular não poderá constituir ou integrar outro na mesma sessão. 

Além disso, dissolvido ou modificado o quantitativo da representação que integrava o bloco em decorrência da desvinculação de deputado, será revista a composição das comissões permanentes, mediante provocação de partido ou bloco para o fim de redistribuição de lugares e cargos. 

Ocorrendo essa hipótese, serão considerados vagos, para efeito de nova indicação ou eleição, os lugares e os cargos ocupados exclusivamente em decorrência da participação do bloco na composição de comissão permanentes. 

Constitui a maioria o bloco ou o partido integrado pela maioria absoluta dos membros da Casa, considerandose minoria a representação imediatamente inferior que expresse posição diversa da maioria. 

Caso nenhuma representação atinja a maioria absoluta prevista, assume as funções regimentais e constitucionais da maioria o bloco ou o partido que tiver o maior número de representantes. 

Saiba: Principais comissões da Assembleia - As principais comissões são: Acompanhamento da Execução Orçamentária; Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira; Assistência Social e Seguridade Social; Constituição, Justiça e Redação; Controle de Eficácia Legislativa e Legislação Participativa; Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar; e Defesa dos Direitos do Consumidor.

Assine o Correio o Estado

Eleições 2026

Em MS, 50 candidatos mais ricos têm quase R$ 500 milhões em patrimônio

Lista dos 10 mais ricos das eleições é liderada pelo deputado estadual Zé Teixeira e pelo candidato ao Senado Reinaldo Azambuja

17/08/2026 07h45

Foto: Montagem

Continue Lendo...

Levantamento feito pelo Correio do Estado, com o patrimônio declarado dos 50 candidatos mais ricos destas eleições, indica que a soma de todos os seus bens quase alcançam a cifra de meio bilhão de reais. Mais precisamente, os 50 mais ricos têm R$ 494,4 milhões em patrimônio. Deste universo, o top 10 concentra R$ 294,6 milhões em bens e direitos.

O grupo é encabeçado pelo deputado estadual Zé Teixeira (PL), com R$ 64,2 milhões, e pelo candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL), com R$ 55,9 milhões.

Na sequência aparecem Jamilson Name (PP), candidato a deputado estadual, com R$ 35,7 milhões; Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal, com R$ 28,7 milhões; e o deputado estadual Paulo Corrêa (PL), com R$ 21,2 milhões.

Também integram esse grupo Londres Machado (PP), com R$ 18,9 milhões; Gerson Claro (PP), com 
R$ 18,4 milhões; Claudio Mendonça (PP), candidato a primeiro suplente, com R$ 18,2 milhões; Barbosinha (Republicanos), candidato a vice-governador, com R$ 17,3 milhões; e o governador Eduardo Riedel (PP), com R$ 16,1 milhões.

Os valores fazem parte das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral e disponibilizadas no sistema DivulgaCandContas, ferramenta oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne as informações dos candidatos que pediram registro para disputar as eleições.

Levantamento realizado com os dados disponíveis no dia 12 mostra que, dos 279 candidatos registrados no Estado naquele momento, 210 haviam informado patrimônio. Somados, os bens declarados chegavam a aproximadamente R$ 595 milhões.

A concentração é significativa. Apenas os 50 candidatos com os maiores patrimônios reuniam R$ 494,4 milhões, equivalentes a 83,1% de todos os bens declarados. Já os 10 primeiros concentravam aproximadamente 59,6% do patrimônio do grupo dos 50.

Maior patrimônio entre os candidatos incluídos no levantamento, Zé Teixeira declarou 35 bens, avaliados em R$ 64,2 milhões. A maior parcela está concentrada em imóveis, que somam R$ 41,5 milhões. O candidato informou ainda R$ 18,4 milhões em outros bens e direitos, R$ 2,9 milhões em participações societárias, R$ 1,1 milhão em veículos e R$ 64,1 mil em aplicações financeiras.

Reinaldo Azambuja declarou 33 bens e soma R$ 55,9 milhões. Entre os principais itens estão R$ 25,8 milhões classificados como outros bens e direitos e R$ 23,6 milhões em imóveis. O ex-governador também declarou R$ 2,6 milhões em depósitos e dinheiro, R$ 2,4 milhões em veículos e R$ 780,1 mil em créditos a receber.

Entre os candidatos ao governo citados no levantamento, Eduardo Riedel declarou R$ 16,1 milhões em patrimônio. Fábio Trad (PT) informou possuir R$ 3,6 milhões. A diferença faz com que o patrimônio declarado por Riedel seja aproximadamente 4,4 vezes o valor apresentado por Fábio Trad.

A diferença também aparece entre os candidatos a vice-governador das duas chapas. Barbosinha declarou 
R$ 17,3 milhões, enquanto Dona Gilda (PT), candidata a vice de Fábio Trad, informou R$ 3,3 milhões.
Entre os 50 candidatos com os maiores patrimônios, os imóveis representam a principal parcela da riqueza declarada, com R$ 182,4 milhões.

Em seguida aparecem outros bens e direitos, com R$ 136,3 milhões. Nessa classificação estão diferentes tipos de ativos declarados pelos candidatos, incluindo bens vinculados à atividade rural.

Veículos e outros meios de transporte somam R$ 36 milhões; participações societárias, R$ 34 milhões; créditos a receber, R$ 32,2 milhões; e aplicações financeiras, R$ 25,9 milhões.

Política

TSE determina remoção de vídeo que associa Lula ao PCC e ao CV

Caso foi julgado no plenário virtual

16/08/2026 20h00

TSE

TSE Reprodução/TSE

Continue Lendo...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por cinco votos a dois, que seja retirado do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O pedido acusou Flávio de propaganda eleitoral antecipada contra Lula, além de associar falsamente o presidente a organizações criminosas.

O caso foi julgado no plenário virtual do tribunal, e os ministros divergiram da posição de Nunes Marques, presidente do TSE, que rejeitou, no dia 26 de julho, o pedido de liminar para a remoção do vídeo das redes sociais.

Votaram a favor da retirada do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Apenas André Mendonça e o próprio Marques votaram contra a retirada.

O TSE também determinou que a rede social X remova a publicação contra Lula.

O tribunal ainda deixou de apreciar uma ação do ministro André Mendonça que determinava que a Federação Brasil da Esperança entregasse à Corte gravações integrais de seu 8º Congresso Nacional e também do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, assim como notas fiscais, comprovantes e contratos ligados a estes dois eventos.

O TSE reconheceu a inadequação da distribuição do processo e determinou redistribuição entre os membros competentes do Tribunal. Os ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli foram Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).