Política

GESTÃO 2023

Deputados do PT reúnem-se com Riedel nesta sexta-feira para definir participação no Governo

Procurados pela reportagem, os parlamentares não quiseram adiantar as demais pautas da reunião

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As bancadas federal e estadual do PT em Mato Grosso do Sul, composta pelos deputados federais Vander Loubet (reeleito) e Camila Jara (eleita) e pelos deputados estaduais Zeca do PT, Pedro Kemp e Amarildo Cruz, reúnem-se, nesta sexta-feira (13/01), com o governador Eduardo Riedel (PSDB) para tratar sobre a possível participação do partido na gestão do tucano.

Em dezembro do ano passado, os parlamentares da legenda queriam ocupar uma secretaria estadual, demonstrando interesse na Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (SETESCC). No entanto, a sigla não foi contemplada, o que causou uma certa rusga entre os parlamentares petistas e o governador devido às declarações feitas por Zeca do PT de que o partido não aceitaria “migalhas”.

Em conversa com a reportagem do Correio do Estado, Zeca do PT garantiu que estará presente à reunião com Eduardo Riedel, porém, não quis provocar uma nova polêmica. “Não sei o que ele vai nos propor na reunião, quem está pilotando isso é o deputado Vander. Vamos ver como vai estar o clima”, declarou o ex-governador.

O deputado estadual reeleito Pedro Kemp também confirmou a reunião para a reportagem, mas não quis adiantar sobre quais cargos o governador Eduardo Riedel deve oferecer ao PT. “Vamos ouvir a proposta do governador”, disse, também completando que Vander Loubet está à frente da reunião.

O Correio do Estado procurou o parlamentar, mas ele não quis se pronunciar, porém, em entrevista para uma emissora de TV local, revelou que estava dialogando para acertar uma possível participação do PT no governo de Riedel. Porém, ele lembrou que o partido foi fundamental na vitória do candidato tucano no 2º turno da eleição.

Política

TSE determina remoção de vídeo que associa Lula ao PCC e ao CV

Caso foi julgado no plenário virtual

16/08/2026 20h00

TSE

TSE Reprodução/TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por cinco votos a dois, que seja retirado do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O pedido acusou Flávio de propaganda eleitoral antecipada contra Lula, além de associar falsamente o presidente a organizações criminosas.

O caso foi julgado no plenário virtual do tribunal, e os ministros divergiram da posição de Nunes Marques, presidente do TSE, que rejeitou, no dia 26 de julho, o pedido de liminar para a remoção do vídeo das redes sociais.

Votaram a favor da retirada do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Apenas André Mendonça e o próprio Marques votaram contra a retirada.

O TSE também determinou que a rede social X remova a publicação contra Lula.

O tribunal ainda deixou de apreciar uma ação do ministro André Mendonça que determinava que a Federação Brasil da Esperança entregasse à Corte gravações integrais de seu 8º Congresso Nacional e também do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, assim como notas fiscais, comprovantes e contratos ligados a estes dois eventos.

O TSE reconheceu a inadequação da distribuição do processo e determinou redistribuição entre os membros competentes do Tribunal. Os ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli foram Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.

relações diplomáticas

Governo Trump discute novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz FT

Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025

16/08/2026 19h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um sinal de deterioração das relações diplomáticas entre Washington e Brasília. A informação foi publicada neste domingo, 16, pelo Financial Times, que ouviu pessoas familiarizadas com as discussões no governo do presidente Donald Trump.

Segundo o jornal britânico, a administração Trump considera voltar a aplicar contra Moraes sanções previstas na Lei Global Magnitsky, mecanismo usado pelos Estados Unidos para punir estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Ainda não há, porém, decisão sobre a adoção da medida nem prazo para que isso ocorra.

Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025. Na ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, acusou o ministro de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos politizados, incluindo ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções foram retiradas em dezembro de 2025, menos de cinco meses depois de terem sido aplicadas. A decisão ocorreu durante um período de aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também alcançou a mulher de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Agora, de acordo com o FT, a atenção do governo americano sobre Moraes voltou a crescer, em parte, por causa de uma investigação que reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa no Brasil. O ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino e familiares dele.

Moraes sustentou que as informações teriam sido obtidas e divulgadas ilegalmente e que sua publicação colocaria em risco a segurança da família do magistrado. Segundo o Financial Times, o Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário. O STF também não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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