Política

CANDIDATOS ÓRFÃOS

Dilma e Serra estão abandonados em MS

Dilma e Serra estão abandonados em MS

adilson trindade

25/10/2010 - 00h05
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Os candidatos a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), estão praticamente órfãos no segundo turno da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul. Nem parece que existe disputa eleitoral para presidente no Estado. Na reta final, só houve mobilização de líderes e militantes quando da visita do candidato a vice-presidente de Dilma, deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), na última quinta-feira (21), e do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e do vice de Serra, deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), sexta-feira (22). Mesmo assim, não foi uma grande mobilização. Cada um veio pedir votos para o seu candidato. A campanha deve ficar restrita a estes dois eventos.
Quando a corrida atrás de votos estava esquentando em outros estados, os líderes do PT, do PMDB e do PSDB ainda discutiam estratégia em Mato Grosso do Sul. Só ficaram na conversa do que fazer para os candidatos a presidente da República, porque de concreto apenas a presença de Temer e Alckmin no Estado e carros adesivados.
O PMDB demorou para declarar a manutenção de apoio, no segundo turno, à candidatura de José Serra. Mas o partido não colocou nenhum obstáculo ao prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), para continuar com Dilma.
Só que Nelsinho, principal aliado de Dilma dentro do PMDB estadual, não tem se envolvido de “corpo e alma” na campanha presidencial em Campo Grande. Apenas se sabe que apoia a petista e é um dos seus aliados no Estado.
Portanto, os petistas e pequena parcela do PMDB locais pouco têm feito para conquistar o eleitor sul-mato-grossense a favor de Dilma. O candidato a vice Michel Temer praticamente passou despercebido por Campo Grande. Ele não participou de nenhum comício, carreata ou caminhada nas ruas da Capital para chamar atenção dos eleitores. Ele falou apenas para um pequeno grupo de dirigentes partidários e militantes em local fechado.
No encontro, Temer convocou a militância a apertar o cerco na reta final para conquistar votos a Dilma e promover reviravolta no resultado das urnas. No primeiro turno, a candidata petista ganhou dianteira no decorrer da campanha e, na reta final, perdeu fôlego e foi ultrapassada por Serra. A estratégia agora é ganhar de virada do tucano no segundo turno.
 
Estratégia diferente
A estratégia dos tucanos no Estado já foi se aproximar mais dos eleitores no Estado. Geraldo Alckmin participou de carreata em Dourados e de encontro em Campo Grande com a presença de populares, não apenas de dirigentes e militantes.
Antes da visita de Temer e Alckmin no Estado, a campanha em favor dos presidenciáveis era apenas de conversas em reuniões fechadas. Depois das pesquisas apontarem a vantagem de Dilma sobre Serra no País, o senador Delcídio do Amaral (PT) reuniu cerca de 300 militantes do partido para discutir a campanha da candidata em Mato Grosso do Sul.
O ex-governador José Orcírio dos Santos, que saiu de uma derrota para o governador André Puccinelli (PMDB), procurou força para trabalhar pela Dilma no Estado. No início da campanha do segundo turno, ele foi às ruas fazer adesivagem com os deputados federais Vander Loubet (PT), Antônio Carlos Biffi (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT). O senador Delcídio não participou do evento por estar ligado a outro grupo do partido.
Para mostrar disposição, José Orcírio, Dagoberto e o senador Valter Pereira (PMDB) estiveram com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e depois com o candidato a vice-presidente Michel Temer para discutir a campanha em Mato Grosso do Sul. O resultado foi a presença de Temer no Estado.
Mas se Dilma depender do esforço dos seus parceiros, não terá força para virar o jogo eleitoral em Mato Grosso do Sul. O que se vê nas calçadas de Campo Grande, nestes últimos dias, são placas de Vander Loubet pedindo apoio a Dilma. É muito pouco para o tamanho do PT em Mato Grosso do Sul, porque ninguém se preocupa em fazer grandes caminhadas que marcaram a campanha do primeiro turno dos candidatos a governador.
Já em relação a Serra, pequenos grupos de militantes passam o dia com bandeiras de Serra nas calçadas de Campo Grande. Não se vê, porém, as grandes lideranças do PSDB e de aliados fazendo bandeiraço no centro da cidade, como é de tradição em campanha eleitoral.
A vice-presidente nacional do PSDB, senadora Marisa Serrano, não fica no Estado. Mas, em Dourados, uma kombi circulava nas ruas com alto falante com gravação da senadora pedindo votos para Serra. Era uma forma criativa para os eleitores ouvir a sua voz durante a ausência na campanha de Serra no Estado. Ela está mais envolvida com a agenda do candidato pelo País. Portanto, Mato Grosso do Sul ficou fora de seus planos.

eleições 2026

Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

Seguradoras alertam sobre mudanças no veículo durante campanhas

10/08/2026 14h30

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.

A FenSeg acrescenta que mudanças no perfil de uso do veículo sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão.

As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado.

A entidade também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos.

Como evitar a perda da cobertura

  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos
  • Solicitar um endosso para registrar formalmente a alteração na apólice, quando necessário
  • Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada

COSTURA POLÍTICA

Secretário diz que acordo entre Azambuja e Nelsinho pode redesenhar disputa de 2028

Walter Carneiro Jr. reforça que aliança não é apenas eleitoral e vê condições para grupo permanecer unido no próximo pleito

10/08/2026 07h35

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado Foto: Reprodução

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O acordo político que colocou o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro-suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na disputa pelo Senado pode ultrapassar as eleições deste ano e influenciar diretamente a formação das alianças para o pleito municipal de 2028.

A avaliação é do secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, completando que a composição entre o ex-governador e o senador não deve ser vista apenas como uma solução para acomodar as forças políticas que integram a base do governador Eduardo Riedel (PP) na eleição deste ano, mas como parte de uma aliança com potencial para permanecer unida nos próximos pleitos.

"Esse time político não se uniu agora, há muito tempo já caminham juntos. O que está sendo construído é algo maior do que uma composição eleitoral pontual", afirmou ao Correio do Estado.

A declaração ganha peso diante do novo desenho político estabelecido após Nelsinho desistir da tentativa de reeleição ao Senado e aceitar ocupar a primeira-suplência de Azambuja.

A movimentação aproximou ainda mais duas das principais forças políticas da base governista e abriu espaço para que o entendimento firmado neste ano seja reproduzido nas eleições seguintes.

Walter Carneiro Jr. não confirmou, porém, nenhum acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Segundo o secretário, a composição atual cria condições políticas para a continuidade da aliança, mas eventuais definições sobre a próxima eleição deverão ocorrer mais adiante.

"Vejo esse entendimento como um gesto de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho estão demonstrando que é possível colocar o projeto de Estado acima das disputas individuais", declarou.

Para Carneiro Jr., a união de lideranças com experiência e presença política permite construir uma base que pode se consolidar ao longo do tempo e alcançar futuras eleições.

Além da perspectiva de continuidade da aliança, ele revelou que um dos principais fatores que pesou na desistência de Nelsinho foi um obstáculo jurídico envolvendo a candidatura à reeleição pelo PSD e a permanência do partido na coligação encabeçada por Riedel.

"O governador validou uma decisão tomada pelos nove partidos que fazem parte da nossa coligação, foi uma decisão colegiada apresentada pelos presidentes de partido. Uma decisão de cunho muito pessoal do senador Nelsinho, que enxergou um cenário muito difícil quando foi colocado que, juridicamente, ele não teria como disputar a reeleição pelo PSD coligado com a chapa encabeçada pelo governador Eduardo [Riedel]. Talvez esse tenha sido o maior entrave", explicou.

Walter Carneiro Jr. classificou a decisão de Nelsinho como um "ato de grandeza", por abrir mão de um projeto individual em favor da manutenção da unidade política.

A nova composição também amplia o espaço de Azambuja na campanha pela reeleição de Riedel. O secretário não chegou a apontar formalmente o ex-governador como coordenador político da campanha, mas deixou claro que ele terá posição estratégica.

"Ele já é o nome escolhido da nossa coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Trata-se de uma liderança política consolidada, com ampla experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo e articulação", afirmou.

Na avaliação de Carneiro Jr., caso seja eleito, Azambuja também poderá desempenhar papel importante na articulação da bancada federal do Estado.

Ele afirmou ainda que os nove partidos reunidos em torno de Riedel caminharão com um único candidato à Presidência da República. "Em Mato Grosso do Sul, a realidade política é diferente, nossa base política de centro-direita está unida e caminhará de forma coesa. Teremos um único candidato à Presidência da República, que é o Flávio Bolsonaro [PL]", declarou.

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