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Dilma vai de 40% para 37% mas ainda ganha no primeiro turno

Dilma vai de 40% para 37% mas ainda ganha no primeiro turno

G1

17/04/2014 - 18h08
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As intenções de voto na presidente Dilma Rousseff (PT) variaram de 40% em março para 37% neste mês, mas ainda assim ela venceria a eleição no primeiro turno se tivesse como adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) ou Aécio Neves e Marina Silva (PSB), além de outros sete candidatos de pequenos partidos, informa pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (17).

Um candidato vence uma eleição no primeiro turno quando a soma dos votos válidos dos rivais é inferior ao total de votos que ele recebeu. Para a Justiça Eleitoral, os votos válidos excluem brancos e nulos. As candidaturas para a eleição 2014 somente serão oficializadas em junho, mês em que os partidos terão de realizar convenções para escolher os nomes que concorrerão.

De acordo com o Ibope, Dilma acumula 37% tanto no cenário com Aécio e Campos quanto no cenário com Aécio e Marina – na última segunda-feira (14), o PSB anunciou a chapa com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos como pré-candidato a presidente e a ex-senadora Marina Silva como vice. Até 20 dias do primeiro turno da eleição, marcada para 5 de outubro, os partidos podem trocar de candidato.

No primeiro cenário, com Eduardo Campos, os números são os seguintes:

- Dilma Rousseff (PT): 37%
- Aécio Neves (PSDB): 14%
- Eduardo Campos (PSB): 6%
- Pastor Everaldo (PSC): 2%
- Denise Abreu (PEN): 1%
- Randolfe Rodrigues (PSOL): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidélix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Eduardo Jorge (PV): 0%
- Brancos e nulos: 24%
- Não sabe/não respondeu: 13%
No segundo cenário, com Marina Silva como candidata do PSB, os percentuais são:
- Dilma Rousseff (PT): 37%
- Aécio Neves (PSDB): 14%
- Marina Silva (PSB): 10%
- Pastor Everaldo (PSC): 2%
- Denise Abreu (PEN): 1%
- Randolfe Rodrigues (PSOL): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidélix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Brancos e nulos: 23%
- Não sabe/não respondeu: 12%

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 140 municípios entre as últimas quinta (10) e segunda (14). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso significa que a intenção de voto em um candidato com 10%, por exemplo, pode variar entre 8% e 12%. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-00078/2014.

Trio de candidatos

O Ibope também testou cenários em que apresentou aos eleitores uma lista somente com os prováveis candidatos de PT, PSDB e PSB, sem os nomes dos postulantes dos pequenos partidos. Com Dilma, Aécio e Eduardo Campos, a presidente somaria 39%, contra 16% e 8% dos outros dois, respectivamente. Brancos e nulos seriam 26% e não sabe/não respondeu, 11%. Contra Aécio e Marina, Dilma teria os mesmos 39%. O tucano com 15% e Marina, com 13%. Brancos e nulos somariam 23% e não sabe/não respondeu, 10%.

Por região

A pesquisa indica que, por região do país, o melhor desempenho de Dilma está no Nordeste, onde ela aparece com 51% das intenções de voto. O pior é na região Sul (29%). Aécio tem o melhor índice no Sudeste (20%), onde Dilma acumula 31%. A região onde o tucano tem menos intenções de voto é o Nordeste (8%). Eduardo Campos tem mais preferências no Nordeste (10%). Nas demais (Norte/Centro-Oeste, Sudeste e Sul), aparece com 4% em cada uma. No cenário com Marina, Dilma tem mais intenções de voto no Nordeste (53%) e menos no Sul (28%). Nesse cenário, Aécio tem 19% no Sudeste e 7% no Nordeste. Marina Silva tem o melhor desempenho no Sul (14%) e o pior, no Norte/Centro-Oeste e no Sudeste (9% cada).

Por renda

Por critério de renda, a pesquisa mostra que Dilma tem a taxa mais elevada entre os que ganham até um salário mínimo (52%) e a mais baixa entre os que ganham mais de cinco salários mínimos (26%). O desempenho de Aécio é o inverso – o tucano tem mais preferências na faixa de mais de cinco mínimos (26%) e menos na de até um salário mínimo (7%). Eduardo Campos tem as intenções de voto mais distribuídas entre as faixas de renda: 6% (mais de cinco mínimos), 4% (de dois a cinco); 6% (de um a dois); 8% (até um).
No cenário com Marina no lugar de Campos, Dilma tem 54% entre os que ganham até um mínimo e 26% na faixa de mais de cinco mínimos. Aécio tem 23% (mais de cinco mínimos) e 7% (até um salário mínimo). Marina Silva alcança a taxa mais alta entre os de renda mais elevada (14% entre os que ganham mais de cinco mínimos) e a mais baixa entre os de renda de até um mínimo (7%).

Espontânea

Na parte da pesquisa que avalia em quem o eleitor votaria sem que seja apresentada a ele uma lista de possíveis candidatos, 23% disseram espontaneamente que votarão em Dilma; 7% em Aécio; 6% em Lula; 4% em Marina; 2% em Eduardo Campos; 1% em José Serra; e 2% em outros candidatos com menos de 1% das intenções de voto. Na pesquisa espontânea, brancos e nulos somam 19% e não sabem/não respondeu, 37%.

Cobrança

STF cobra cumprimento de acesso gratuito a sites da Justiça Eleitoral

Zanin pediu que Anatel explique falhas das operadoras no 1º turno

14/10/2026 19h00

Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal

Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal Lula Marques/ Agência Brasil

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) envie à Corte informações sobre falhas das operadoras no acesso gratuito aos sites da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno das eleições.

No mês passado, Zanin autorizou que pessoas com franquia de dados esgotada tivessem acesso gratuito aos domínios oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo os sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais, para que os eleitores pudessem acessar informações sobre local de votação, justificativa eleitoral, checagem de desinformação, entre outras. 

O acesso gratuito também deverá ser liberado pelas operadoras 72 horas antes do segundo turno e 24 horas após a votação.

Contudo, após o primeiro turno, o Partido Verde (PV), legenda que entrou com o pedido de liberação da franquia, citou que houve falhas no acesso aos aplicativos e-Título e Pardal, usado para registro de denúncias de propaganda eleitoral.

Na decisão desta quarta, Zanin deu prazo de 48 horas para a Anatel esclarecer as falhas apontadas. 

“Determino à Anatel que, em 48 horas, esclareça a causa das falhas verificadas nos endereços sso.acesso.gov.br e form.omni.serpro.gov.br e nos aplicativos e-Título, Pardal e Boletim na Mão, identificando, por meio dos próprios testes, os endereços e domínios de terceiros de que esses serviços dependem e que não constam da lista”, decidiu o ministro.

Procurada pela Agência Brasil, a Anatel declarou que não vai comentar a decisão. 

O caso chegou ao Supremo após a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o PV protocolarem uma ação para garantir acesso à internet móvel para todos os brasileiros, independentemente do limite da franquia de dados, nas 72 horas que antecedem as eleições. 

As entidades alegaram que a limitação de franquia de dados impede acesso à informação durante o pleito.

Raio-x das eleições

Onde Lula mais perdeu votos em MS? Estudo revela virada inédita no eleitorado

Levantamento exclusivo mostra que o PT recuou justamente nos locais de menor escolaridade, onde era mais forte em 2022; veja a radiografia por bairros e cidades

14/10/2026 18h30

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno; veja como o sul-mato-grossense votou no primeiro turno

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno; veja como o sul-mato-grossense votou no primeiro turno Fotomontagem

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A perda de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso do Sul não foi igual em todo o Estado. Ela se concentrou nos locais de votação onde há menos eleitores com curso superior, justamente onde o petista era mais forte em 2022.

A constatação é de levantamento exclusivo do Correio do Estado, que cruzou o perfil de escolaridade do eleitorado local com os dados informados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cada seção, com os resultados dos primeiros turnos de 2022 e de 2026 em 916 locais de votação espalhados por Mato Grosso do Sul: 1,9 milhão de eleitores e aproximadamente 1,42 milhão de votos válidos. 

Nestes locais, Lula teve 549.847 votos em 2022 e 485.648 neste ano, 64.199 a menos.

Os locais foram divididos em cinco grupos de mesmo tamanho, do menos para o mais escolarizado.

No grupo com menor proporção de eleitores com curso superior (até 4,8%), Lula caiu de 53% para 46,4% dos votos válidos, recuo de 6,6 pontos porcentuais. Em números absolutos, passou de 94.538 para 81.997 votos, 12.541 a menos. Ali, o petista vencia com folga em 2022 e agora ficou atrás: o candidato bolsonarista passou de 40,8% (72.752 votos), com Jair Bolsonaro (PL), para 48,4% (85.594), com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Diploma e sem diploma

No grupo mais escolarizado, em que ao menos 19% dos eleitores têm diploma, a queda de Lula foi de apenas 1,5 ponto, de 28,1% para 26,6%, ou de 89.415 para 85.463 votos (−3.952). Nesses locais, o voto bolsonarista já era majoritário e subiu menos: de 61,5% para 65,3%, de 195.836 para 209.760 votos.

O padrão se repete quando se olha para a outra ponta da escolaridade. Nos locais onde mais da metade dos eleitores não concluiu o ensino fundamental, Lula perdeu 6,7 pontos e 12.342 votos (de 77.373 para 65.031). Onde esse grupo é minoria, a perda foi de 1,4 ponto e 3.619 votos.

Em votos, os 40% de locais menos escolarizados responderam por 28.523 dos 64.199 votos que Lula perdeu nos locais analisados, ou 44% do total.

Capital

Em Campo Grande, onde Lula teve uma das menores quedas do Estado (−2,2 pontos), a diferença entre bairros é ainda mais nítida.

Nos locais de votação com maior proporção de eleitores com curso superior (acima de 34,6%), o voto no petista ficou estável em porcentual: 24% em 2022 e 24,1% agora. Em números absolutos, Lula até ganhou votos nesse grupo: de 17.603 para 18.646, 1.043 a mais. 

Na Chácara Cachoeira, Lula passou de 19,3% para 18,4% (de 1.109 para 1.058 votos); no Jardim dos Estados, de 17,7% para 17,4%; no Centro, manteve exatamente 26,3%. Na escola que concentra a maior proporção de diplomados da cidade, o Colégio Marista, no Jardim Autonomista, o petista até cresceu, de 18,7% para 20,7% (de 325 para 404 votos).

Nas regiões de menor escolaridade da Capital, o movimento foi outro. Nos locais com até 8,4% de eleitores com diploma, Lula caiu 4,3 pontos, de 46.900 para 40.710 votos (−6.190). Na Moreninha III, recuou de 47,4% para 41,3% (de 2.033 para 1.713 votos). No Jardim Anache, de 43,7% para 38,8% (de 2.238 para 1.897). No Jardim Noroeste, onde vencia em 2022, terminou com 44,2% (2.778 votos), atrás de Flávio, que fez 48,6% (3.054).

Em 2022, Lula foi o mais votado em 19 dos 221 locais de votação de Campo Grande. Neste ano, venceu em apenas três. Os 16 locais que mudaram de lado têm, em média, 5,4% de eleitores com curso superior, menos de um terço da média da Capital, de 20,2%. Neles, o petista caiu de 18.671 para 15.956 votos, enquanto o voto bolsonarista subiu de 17.357 para 18.387.

Um dos três redutos que restaram é a Escola Municipal Padre Thomaz Ghirardelli, no Dom Antônio Barbosa, maior local de votação entre os que o petista manteve. Mesmo ali, Lula caiu de 51,8% para 47,1%, de 3.274 para 2.809 votos. Flávio fez 2.654.

Análise

Procurado pelo Correio do Estado para comentar essa mudança do perfil da votação dos candidatos a presidente, o cientista político e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Daniel Miranda, analisa que o diploma é um “indicador a mais de dois fenômenos, observados em outros municípios em que “Lula tem mais força ou perdeu menos votos nos extremos das classes sociais (A/B e E), enquanto a classe média (C/D) se distanciou dele. Nesse caso, o diploma pode ser um indicador desse fenômeno”, explica.

“Há hipóteses defendidas por alguns pesquisadores que afirmam o seguinte: pessoas escolarizadas tem expectativas maiores de renda/emprego/nível de renda. E esse sempre foi um discurso petista forte (‘colocar o filho do trabalhador na universidade’). Com a expansão do ensino superior nos últimos anos, aumentou o número de diplomados, mas provavelmente várias dessas pessoas não tiveram uma melhora de vida forte o suficiente, pelo menos do ponto de vista de suas expectativas, é óbvio. E, geralmente, pessoas insatisfeitas se inclinam para a mudança, no caso desta eleição, para a oposição representada pelo Flávio Bolsonaro”, explicou.

Partidos

O Correio do Estado procurou as lideranças regionais dos dois partidos para comentar o cruzamento dos resultados das eleições. Reinaldo Azambuja, senador eleito pelo PL, e presidente regional do partido, não quis comentar. 

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT, atribuiu a queda de desempenho de Lula a grande abstenção no Brasil todo. “Isso certamente teve impacto nos números do Lula. Aqui mesmo no Mato Grosso do Sul vimos isso, nosso público dos assentamentos rurais e das aldeias indígenas teve dificuldade para ir votar em função das fortes chuvas daquele fim de semana. Eu vejo que os eleitores de menor escolaridade seguem fortemente ligados ao Lula e ao PT”, disse.

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno; veja como o sul-mato-grossense votou no primeiro turno

Religião não explica

O levantamento também cruzou o resultado com dados do Censo 2022 do IBGE sobre religião nos 79 municípios. O porcentual de evangélicos praticamente não tem relação com o voto em Flávio Bolsonaro. À primeira vista, Lula perdeu mais nas cidades mais católicas, mas o efeito desaparece quando se considera o porte do município: as cidades com maior proporção de católicos em MS são, em geral, as pequenas do interior, onde a queda do petista foi maior.

Nas cidades com até 5 mil eleitores, Lula perdeu 7,2 pontos. Nos cinco maiores municípios (Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá), a queda média foi de 2,9 pontos. Em votos, porém, o peso está nas grandes cidades: as cinco respondem por 30.703 dos 71.468 votos que o petista perdeu no Estado, 43% do total. As 11 cidades com até 5 mil eleitores somam 1.905 votos a menos.

Como foi feito?

O Correio do Estado somou, para cada local de votação, o perfil do eleitorado divulgado pelo TSE por seção eleitoral em 2026 e o comparou com a votação por seção do 1º turno de 2022 e de 2026, também do TSE. Entraram na comparação os 916 locais que existem nos dois anos com o mesmo código.

Escolas em aldeias indígenas ficaram de fora do recorte estadual, por terem padrão de voto próprio. Os percentuais consideram os votos válidos. Por isso, a perda de Lula nos locais analisados (64.199 votos) é menor que a do Estado inteiro (71.468).

A escolaridade é a declarada pelo eleitor no cadastro da Justiça Eleitoral e pode estar desatualizada para quem tirou o título há muitos anos. Como o voto é secreto, a análise compara regiões, e não indivíduos: mostra onde Lula perdeu votos, não quem deixou de votar nele.
 

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