Política

posse

Dilma vai dizer que Lula levou povo a atravessar 'outra margem da história'

Dilma vai dizer que Lula levou povo a atravessar 'outra margem da história'

folha online

01/01/2011 - 06h32
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Em seu discurso de posse na Presidência da República, hoje à tarde no Congresso Nacional, Dilma Rousseff dirá que Luiz Inácio Lula da Silva levou o povo brasileiro a fazer "uma travessia para outra margem da história" e que sua missão, a partir de agora, será "ampliar o caminho" nessa outra margem.

O discurso de 30 minutos será lido logo após ela ser empossada pelo presidente do Congresso Nacional, José Sarney, e antes de ir ao Palácio do Planalto, onde receberá de Lula a faixa presidencial.

Em sua fala, a presidente dirá que o "novo Brasil", que se iniciou em 2003, apenas começou e que as conquistas de Lula precisam ser consolidadas e aprofundadas.

"Com Lula o povo fez uma travessia para uma outra margem da história", dirá a presidente empossada.

Dilma falará de suas prioridades para o novo momento do país.

O cerimonial da posse de Dilma e do vice-presidente, Michel Temer, começará por volta das 14h na Catedral de Brasília. A eleita desfilará em carro aberto --em caso de chuva, há um carro fechado preparado --ao lado da filha Paula. Atrás do Rolls Royce da presidente estará o carro que levará Temer e a mulher.

Os dois carros desfilarão pela Esplanada até o Congresso Nacional. Depois da posse, eles seguem ao Palácio do Planalto.

Depois de receber a faixa, ela fará um discurso mais curto, no parlatório do Planalto, de frente para a Praça dos Três Poderes. Lá ela receberá a faixa presidencial de Lula.

Dilma deve quebrar o protocolo e descer a rampa para acompanhar Lula ao carro _ao deixar o cargo, o ex-presidente precisa deixar a Capital. Ele segue para a Base Aérea, onde embarcará em um avião para São Bernardo do Campo.

Depois da saída de Lula, Dilma dá posse aos novos ministros.

Julgamento

STF marca para setembro retomada do julgamento da Lei da Ficha Limpa

Placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações

21/08/2026 22h00

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que vai decidir sobre a validade das alterações feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura de políticos condenados nas eleições.

O julgamento do caso foi suspenso em junho deste ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento nesta sexta-feira (21).

Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux.

A Corte julgará uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade. Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa.

A lei também mudou o marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente. 

Se esses dispositivos forem validados pela Corte, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Direito Federal, de Eduardo Cunha para o cargo de deputado federal por Minas Gerais e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro.

tramitação

PEC da escala 6x1 e PEC da Segurança são oficialmente despachadas para CCJ do Senado

O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21

21/08/2026 19h00

Congresso Nacional

Congresso Nacional Arquivo - Senado Federal

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), despachou oficialmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta que dá fim à escala 6x1 e a proposta que amplia poderes da União na segurança pública. O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21.

O relator da PEC da escala 6x1 na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a relatoria da PEC da Segurança Pública no colegiado ficou com o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Já aprovadas pela Câmara dos Deputados, as propostas estavam paradas no Senado, em meio ao rompimento de diálogo entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles haviam se afastado depois da votação histórica dos senadores que derrubou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 14 de agosto, Alcolumbre publicou uma nota em que relatou uma "importante conversa institucional" com Lula e comunicou a determinação de encaminhamento dessas propostas para a CCJ. Ele também afirmou que dará andamento ao projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

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