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Dino pede vista e julgamento sobre Moraes e Mendonça é suspenso com placar em 4x3

Ministros decidiam se vão analisar o caso em conjunto com os questionamentos sobre a condução de André Mendonça na relatoria das investigações sobre o Banco Master

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser julgados simultaneamente.

O pedido foi feito após os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes iniciarem um bate-boca sobre a condução do caso Master.

Com o pedido de vista, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Entenda

Nesta terça-feira (15), o plenário do STF analisava um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF) que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. 

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. 

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. 

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 

Auxílio federal

Vander articula apoio federal após Adriane decretar emergência em Campo Grande

Agenda conta com a presença do vereador Landmark Rios e do líder da prefeita Adriane Lopes na Câmara Municipal, vereador Beto Avelar

15/09/2026 15h15

Foto: Divulgação

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Após a prefeita Adriane Lopes (PP) decretar calamidade pública em virtude das fortes chuvas da última semana em Campo Grande, o deputado federal e candidato ao Senado Vander Loubet (PT) confirmou nesta terça-feira (15), o reconhecimento federal de calamidade na Capital, além do encaminhamento de recursos do Governo Federal ao município.  

A decretação de calamidade pública foi confirmada pela secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República, Francisca Lucileide de Carvalho, e segue para publicação no Diário Oficial da União (DOU). Na esfera municipal, o executivo reconhece o estado de calamidade desde o último sábado (12), dois dias após as fortes chuvas. 

Vander se reúne no período da tarde com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, no Palácio do Planalto. Prefeita acompanha agenda. 

Conforme o deputado, a prioridade do encontro é transformar a portaria federal em repasses concretos e "livre de amarras orçamentárias, para socorro humanitário e reconstrução da infraestrutura da Capital", priorizando um plano emergencial de macrodrenagem e o amparo direto às famílias que sofreram prejuízos materiais.

Com o reconhecimento de calamidade formalizado, o parlamentar agora comanda o encaminhamento dos projetos práticos junto aos ministérios.

A agenda conta com a presença do vereador Landmark Rios (PT) e do líder da prefeita Adriane Lopes na Câmara Municipal, vereador Beto Avelar (PP). 

banco master

Depoimento de Vorcaro à PF é adiado após pedido da defesa

Advogados alegaram necessidade de mais tempo para analisar material

15/09/2026 14h45

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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O depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal que estava previsto para esta terça-feira (15), foi adiado para a semana que vem após pedido da defesa.

A oitiva faz parte da investigação sobre supostas irregularidades em operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Os advogados alegaram necessidade de mais tempo para analisar o material da investigação e afirmaram não ter certeza de que tiveram acesso integral aos autos.

A apuração envolve operações de cessão de créditos entre empresas ligadas ao Banco Master e o BRB. Relatórios da Polícia Federal apontam indícios de irregularidades em transações bilionárias realizadas entre 2024 e 2025, que estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

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