Política

RIO DE JANEIRO

Discussão de deputados vira caso de polícia

Discussão de deputados vira caso de polícia

FOLHAPRESS

04/06/2014 - 15h04
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Uma discussão entre os deputados estaduais do Rio de Janeiro Cidinha Campos (PDT) e Domingos Brazão (PMDB) foi parar na polícia. Durante uma reunião na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Cidinha Campos disse que foi chamada de "puta", “vagabunda” e “ordinária” pelo deputado Brazão, que alegou ter tido a honra de sua família insultada pela deputada do PDT.

O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) na noite desta terça-feira (3) como ameaça e injúria. Segundo a Polícia Civil, o caso vai ser encaminhado para a Corregedoria e para a Presidência da da Alerj, pois os envolvidos têm foro privilegiado.

Durante uma reunião de lideranças dos partidos, a deputada sugeriu uma alteração no Código de Ética da Alerj para que deputados não pudessem votar em casos de crimes respondidos por eles próprios. Cidinha Campos também sugeriu que os parlamentares que tivessem cometido crimes não julgassem questões de quebra de decoro.

Cidinha disse ao G1 que apontou outra emenda no Código de Ética na qual deputados que tivessem algum processo por enriquecimento ilícito também não pudessem julgar questões relativas à quebra de decoro.

A deputada contou que durante a discussão sobre a emenda, ela sugeriu que os processos por enriquecimento ilícito fossem levados em conta por toda a carreira política dos parlamentares. “Eu disse que havia ali deputados que haviam roubado tanto que neste mandato atual não precisariam mais. E o deputado Brazão surtou e me chamou de puta, vagabunda e ordinária, e ainda me disse que eu nunca fui mulher de um marido só. Foi um negócio tão surrealista que não dá para acreditar”, contou a deputada ao G1.

Segundo Cidinha, o deputado Brazão se desculpou “por qualquer excesso” em uma sessão plenária realizada em seguida.

Ao RJTV, Brazão disse que Cidinha Campos o chamou de assassino, e afirmou que ele a teria ameaçado de morte. Segundo o deputado, nesta terça-feira mesmo ele abriu uma representação no Conselho de Ética contra a deputada. E que vai ao foro competente contra ela já que ela fez uma denúncia falsa contra ele na delegacia.

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

Regulamento

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

16/10/2026 19h00

Foto: Antônio Augusto / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.

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