Política

SEGUNDO TURNO PRESIDENCIAL

Disputa pelo comando de campanha abre crise no PT

Disputa pelo comando de campanha abre crise no PT

Lidiane Kober

07/10/2010 - 00h03
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Disputa pela coordenação da campanha de Dilma Rousseff  no Estado abre crise no PT de Mato Grosso do Sul. Reeleito com 826.848 dos 1.392.464 votos válidos, o senador Delcídio do Amaral é um dos mais cotados para assumir esta função. Mas não conta com respaldo de parte do partido no Estado. Segundo o ex-governador José Orcírio dos Santos, “o PT não aceita Delcídio” no comando da campanha de Dilma na corrida por voto para a Presidência da República.
Anteontem, Orcírio conversou, por telefone, com a presidenciável. “A Dilma me ligou ontem (05) e disse a ela que nós temos o mesmo DNA. Por isso, nem precisa pedir para eu fazer sua campanha”, contou. “Ao contrário de muita gente, que não pediu votos nem para mim, nem para Dilma”, completou.
Na lista, Orcírio incluiu o senador petista. “Se quiser mando para a Dilma todas as fitas, provando que o Delcídio não fez campanha para a gente”, declarou. A indignação, conforme Orcírio, não é apenas sua. “O PT não aceita o Delcídio na coordenação da campanha da Dilma”, garantiu.

De sobreaviso
Por outro lado, o senador informou que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, por telefone, lhe pediu para ficar de “sobreaviso” no caso de ser convocado às pressas para comandar a campanha de Dilma no Estado. Segundo ele, saiu de reunião da candidata com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Padilha o critério para a escolha dos coordenadores em cada Estado: o majoritário eleito. “Se o governador foi eleito, será ele, se um senador venceu, então, ele comandará a campanha”, explicou. Da chapa majoritária do PT de Mato Grosso do Sul, Delcídio foi o único eleito.
A decisão, de acordo com o parlamentar, leva em conta a conclusão de que faltou movimentação política no primeiro turno das eleições. “Política atrai povo, faz movimentação”, ressaltou.
Ainda segundo o senador, primeiro, serão definidos os coordenadores da região Nordeste do País. “O Padilha começou a chamar o pessoal hoje (ontem). Até sexta, será definida a situação de Mato Grosso do Sul”, completou.  
Indagado sobre a possibilidade de sua indicação não agradar todo o PT do Estado, Delcídio disse que a coordenação não é sua prioridade. “Não estou preocupado com isso”, garantiu. “O importante é que sou dilmista e estou com ela e não abro”, declarou.

Afastamento

Dino afasta sobrinho de Carlos Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Maranhão

Decisão se deu no âmbito de inquérito que investiga assassinato de um homem em São Luís

17/08/2026 13h30

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta segunda-feira, 17, o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, sobrinho do governador do Estado, Carlos Brandão, por 180 dias. A decisão se deu no âmbito de inquérito que investiga assassinato de um homem em São Luís. Procurada pelo Estadão, a defesa não se manifestou.

No despacho, o magistrado cita indícios de "repasses financeiros, entregas em espécie, pagamentos indiretos e custeio de despesas" com o objetivo de manter em segredo a participação de Daniel no caso. Também menciona o risco de usar o cargo para favorecimento do tio, cujas contas são julgadas pelo órgão de contas.

O conselheiro do TCE-MA esteve no local onde o crime ocorreu minutos antes do homicídio, mas seu nome foi omitido em investigação da Polícia Civil que apurou o caso. A suspeita é de que o assassinato estaria ligado a um pedido de propina feito por Daniel, que na época era secretário do governo do tio. A linha investigada foi revelada pelo Estadão. O autor do crime, Gilbson Cutrim Junior, foi condenado a 13 anos de prisão.

Na decisão, Dino também afirmou que há suspeitas de envolvimento de Daniel em suposto esquema de desvio de emendas parlamentares do qual seu tio seria o líder. Na semana passada, o ministro autorizou busca e apreensão em endereços de empresas da família e de outras que, segundo a Polícia Federal, também são controladas pelos Brandão por meio de "laranjas". O conselheiro seria um dos administradores ocultos dos negócios.

O governador, que foi vice de Dino quando o magistrado governou o Maranhão, de 2014 a 2022, rompeu politicamente com o antigo aliado e agora afirma ser vítima de perseguição política.

O inquérito está sob a relatoria do ministro devido a diálogos obtidos pela PF em que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria pressionado o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para travar a apuração de assassinato. Por envolver um parlamentar com foro privilegiado, o caso foi transferido para o STF.

Na última sexta-feira, 14, Dino retirou o sigilo de três decisões proferidas por ele nessas investigações. A medida, que permite detalhar o que pesa contra Brandão, foi tomada após o ministro ter se tornado alvo de críticas públicas por causa de uma operação ordenada pelo colega Alexandre de Moraes para descobrir a fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão usados por Dino e sua família no estado.

Mato Grosso do Sul

Riedel mantém agenda de trabalho no início da campanha

Governador participa de reunião do Consórcio Brasil Central e recebe comitiva de Bela Vista para tratar de financiamento de obras de infraestrutura

17/08/2026 10h01

Eduardo Riedel durante reunião do Consórcio Brasil Central

Eduardo Riedel durante reunião do Consórcio Brasil Central Álvaro Rezende/Governo de MS

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Na primeira segunda-feira após o início da campanha eleitoral, o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, mantém compromissos de trabalho agendados para o dia.

O dia 17 do governador começou com uma reunião do Consórcio Brasil Central, grupo que reúne Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Maranhão e Distrito Federal.

Riedel atualmente é o presidente do consórcio, que tem administração rotativa.

Durante a reunião, Riedel estará acompanhado do secretário-executivo do Consórcio Brasil Central, com quem fará a atualização dos projetos estruturantes e o alinhamento das próximas ações estratégicas da entidade.

Na sequência da reunião, ainda na manhã desta segunda-feira, o governador recebe uma comitiva de Bela Vista para tratar do Convênio de Financiamento (COF) do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM) com o município.

O financiamento viabilizará o projeto “Cidade Bem Cuidada”, que prevê obras de pavimentação asfáltica, saneamento e drenagem urbana nos bairros Primaveras e Costa e Silva, localizados na região de fronteira com o Paraguai.

A iniciativa reforça a cooperação entre Estado, município e instituições de integração regional para melhorar a infraestrutura urbana e a qualidade de vida da população de Bela Vista, especialmente em uma área estratégica para Mato Grosso do Sul e para as relações do Brasil com o Paraguai.
 

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