Política

Eleições 2026

Doações e vaquinhas já injetaram mais de R$ 840 mil na campanha em MS

Levantamento reúne ao menos R$ 477 mil já identificados no DivulgaCandContas e R$ 363,7 mil captados em financiamento coletivo

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As vaquinhas para captação de dinheiro e as doações de recursos financeiros para os candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa já injetaram até agora R$ 840.707,17 na campanha eleitoral deste ano em Mato Grosso do Sul.

De acordo com levantamento feito pelo Correio do Estado, do montante, ao menos R$ 477 mil correspondem a receitas já localizadas no DivulgaCandContas, sistema de prestação de contas da Justiça Eleitoral, e os outros R$ 363.707,17 foram arrecadados por 36 campanhas cadastradas na plataforma de financiamento coletivo QueroApoiar.

A soma, porém, deve ser vista como um retrato das duas bases e não necessariamente como arrecadação líquida de R$ 840,7 mil. Isso porque recursos obtidos por vaquinha podem posteriormente ser transferidos às contas eleitorais e também aparecer no DivulgaCandContas, o que pode provocar sobreposição.

Entre as receitas já identificadas na prestação de contas, a maior pertence ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, que colocou R$ 317 mil do próprio bolso na campanha. O valor aparece como uma única entrada e representa 100% da arrecadação declarada pela candidatura até a consulta realizada.

Na sequência está o ex-secretário estadual da Casa Civil, Eduardo Rocha (PSDB), candidato a deputado estadual, com R$ 80 mil já declarados, provenientes de doações do cunhado Rodrigo Nassar Tebet (R$ 50 mil) e do irmão João Eduardo Barbosa Rocha (R$ 30 mil).

Depois aparece o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, que recebeu R$ 70 mil em repasse partidário, enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado, declarou R$ 7 mil em doações de pessoas físicas, sendo R$ 5 mil de Iara Diniz Contar, sua esposa, e R$ 2 mil de Simone Farelli Maia Reichert.

Já o deputado estadual Coronel David (PL), candidato à reeleição, aparece com R$ 3 mil, doados do próprio bolso. Com essas cinco receitas já identificadas no DivulgaCandContas, as doações já somam R$ 477 mil.

VAQUINHAS

Em relação às vaquinhas, a liderança é do deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), candidato à reeleição, que já arrecadou R$ 176.570, provenientes de 151 apoiadores, enquanto em segundo lugar está o candidato a deputado federal Delegado André Matsushita (PP), com R$ 72.290, arrecadados com 68 apoiadores.

O terceiro colocado é Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com R$ 23.848,13, seguido pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), candidato a governador, com R$ 16.088, e pelo vereador campo-grandense André Salineiro (PL), candidato a deputado estadual, com R$ 12.900.

A deputada estadual Gleice Jane (PT), candidata à reeleição, já captou R$ 11.768,33, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT), que é candidato ao Senado, chegou a R$ 11.125.

Na sequência estão os candidatos a deputado estadual Wagner Higa (PL), com R$ 6.806, e Ton Borges (Novo), com R$ 6 mil, e a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição, com R$ 4.824. Assim, somadas as dez primeiras campanhas concentram R$ 342.219,46, ou pouco mais de 94% dos R$ 363,7 mil captados pelas 36 vaquinhas.

* Saiba 

Uma doação ou um repasse registrado no DivulgaCandContas já integra a prestação financeira da campanha, enquanto na vaquinha o valor apresentado representa aquilo que foi captado pela plataforma, podendo posteriormente ingressar na conta eleitoral.

Os números também devem aumentar ao longo da campanha, com novos repasses partidários, recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios e novas contribuições via vaquinha.

eleições 2026

TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

Programas começam a ser veiculados em 28 de agosto

20/08/2026 23h00

Divulgação: TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) o tempo que os candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que será exibido entre 28 de agosto e 1° de outubro. 

Confira abaixo o tempo de cada candidato:

  • Coligação Brasil Pronto para Mais - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) : 5 minutos e 31 segundos diários. A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.
  • PL - Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários. A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.
  • PSD - Ronaldo Caiado:  2 minutos e 2 segundos diários. A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.
  • Avante - Augusto Cury: 35 segundos  diários. A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá forma de rodízio. 

Inserções

O tribunal também divulgou o tempo dos candidatos nas inserções que deverão ser veiculadas na programação diária das emissoras.

A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL (339); PSD (159) e Avante (47).

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá a forma de rodízio. 

Como é calculado o tempo de propaganda eleitoral

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. 

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados. 

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 parlamentares. 

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para terem acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

Eleições 2026

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Seguem presos

Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão de influenciador Eduardo Razuk e irmão

Ambos foram indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias

20/08/2026 18h45

Eduardo Razuk

Eduardo Razuk Foto: Reprodução / Instagram

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Os irmãos Eduardo Rezende da Silva Razuk e Rafael Rezende da Silva Razuk seguirão presos, decisão que ocorre após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (20), no Fórum de Campo Grande.

Segundo a Justiça, Eduardo, que possui milhares de seguidores nas redes sociais usava duas empresas, uma da Paraíba e outra do Rio de Janeiro para lavar o dinheiro que arrecadava com as rifas milionárias feitas por ele na internet, empresas essas que também tinham como clientes traficantes de drogas e outros criminosos. 

Presos desde a última terça-feira (18), ambos foram indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. 

Ao Correio do Estado, Tiago Bunning, advogado de defesa de Eduardo Rezende destacou que a Justiça se apegou a uma interpretação jurídica para manter a prisão dos irmãos. Apesar de Eduardo utilizar o termo "rifa", o que ocorria na prática eram sorteios, e que toda a movimentação do dinheiro era publicizada e declarada pelo influenciador, o que segundo o advogado rechaça a possibilidade do influenciador lavar dinheiro. 

"Todos os sorteios eram realizados e auditados por uma loteria do estado da Paraíba, além disso, todo o dinheiro e patrimônio dele (Eduardo) é declarado e posteriormente pago imposto. (...) rifa é dferente de sorteio, rifa você escolhe um número", destacou Bunning. 

À reportagem, afastou a possibilidade de lavagem de dinheiro, uma vez que influenciador, segundo ele, apenas fazia a divulgação dos sorteios. 

"Não há lavagem de dinheiro porque ele declara tudo o que possui, a origem do dinheiro é lícita. Os bens estão bloqueados, os carros foram apreendidos, se ele fizesse tudo isso que está sendo imputado e mantivesse a divulgação, me desculpe, mas ele seria um idiota (o que não é)", disse o advogado.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) por meio da Operação Rodas da Sorte, que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão, sendo dois em Campo Grande, um em João Pessoa (PB) e outro no Rio de Janeiro (RJ).

Eduardo Razuk, de 32 anos, campo-grandense, principal alvo da ação é famoso nas redes sociais por realizar e divulgar rifas que prometiam como prêmio carros de luxo.

Por lei, as rifas com fins lucrativos são proibidas no Brasil, o que se configura contravenção penal, permitidas apenas se forem feitas sob a organização de instituições filantrópicas.

Uma denúncia feita no início deste ano deu origem a uma investigação que constatou que Eduardo Razuk e seus sócios supostamente faziam a lavagem do dinheiro arrecadado nas rifas com a ajuda de duas empresas de fora do Estado.

A estratégia jurídica e comercial fraudulenta utilizada, segundo a polícia, mascarava a contravenção penal de exploração de jogos de azar como se fossem autorizadas é definida como “falsa roupagem lícita às rifas ilegais”.

Ao todo, 22 veículos foram apreendidos na operação. Entre os automóveis recolhidos estão modelos de alto valor, como um Volkswagen Arteon, veículo pouco comum no Brasil, com valor estimado entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. Também estão entre os carros uma BMW avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão e uma RAM estimada em mais de R$ 600 mil.

Com carros que ultrapassam R$ 13 milhões, as rifas dos sorteios custava poucos reais. Na página utilizada para comercialização dos bilhetes, campanhas recentes apresentavam cotas por R$ 0,99, R$ 1,49, R$ 2,49 e R$ 2,99.

Entre os prêmios anunciados estava um Porsche 911 GTS, modelo que pode ultrapassar R$ 1 milhão no mercado. No site, a participação era oferecida por R$ 2,99. A campanha aparece como concluída, com sorteio indicado para 11 de julho deste ano.

O modelo de negócio permitia que milhares de pessoas participassem das campanhas pagando valores baixos, enquanto os prêmios utilizados para atrair compradores eram veículos de elevado valor de mercado.

Conforme o regulamento disponibilizado aos participantes, os sorteios utilizariam como referência a extração da Loteria Federal realizada na data indicada em cada campanha.

Para chegar ao bilhete vencedor, seriam utilizados os três últimos algarismos do primeiro e do segundo prêmios da extração. Se, por exemplo, os números terminassem em 345 e 746, a cota vencedora seria 345.746.

Caso o número não tivesse sido vendido, entraria em funcionamento a regra de aproximação, avançando numericamente até encontrar uma cota adquirida.

Horas antes de ser preso, o influenciador estava em Angra dos Reis (RJ). Mesmo após a prisão, conteúdo relacionado às rifas seguiu em seu perfil no Instagram. 

Em abril de 2020, ele chegou a ser preso em Campo Grande por suspeita de receptação de um Toyota Corolla XRS com placas paraguaias. O veículo havia aparecido em vídeos publicados pelo próprio influenciador e, posteriormente, foi localizado e apreendido pela Polícia Civil.

*Saiba

Conforme os prazos, a Polícia Civil deve concluir o inquérito até a quinta-feira (27). Após o prazo, o Ministério Público decide se oferece ou não a denúncia. 

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