Na segunda agenda depois de eleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do PSDB, encontrou-se na manhã desta sexta-feira (18) com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, do Patriota. Ontem, ele anunciou os integrantes da transição de governo, equipe que deve trabalhar até 16 de dezembro. Daí, ele anuncia seu secretariado.
O diálogo de hoje, a portas fechadas, disse o eleito, foi um meio de transmitir a ideia de que seu governo vai impor o que chamou de "gestão municipalista".
Assim que deixou o gabinete da prefeita, Riedel afirmou que na reunião com Adriane "debateu sobre os projetos para a nossa Capital para que a gente inicie o mandato, no início do ano que vem, já com as ações bem definidas”.
Já a prefeita disse que “trabalhando em parceria vamos concretizar muitos projetos para Campo Grande”.
Durante a campanha eleitoral, o governador eleito disse que, em caso de vitória, seu governo chegaria com investimentos aos 79 municípios sul-mato-grossenses.
Até o ano passado, era boa a relação política-administrativa entre a prefeitura de Campo Grande e o governo atual, de Reinaldo Azambuja, do PSDB.
A conexão política estremeceu-se a partir de março deste ano, período que o então prefeito Marquinhos Trad, do PSD, deixou o mandato, que ficou a então vice, Adriane Lopes.
A partir daí, Marquinhos e o PSDB, pegaram trilhas diferentes porque o ex-prefeito virou candidato ao governo, rival de Eduardo Riedel.
A prefeita Adriane apoiou Marquinhos no primeiro turno, mas com a frustração eleitoral do ex-prefeito, a prefeita anunciou apoio a Riedel, condição que reaproximou a administração municipal do governo estadual.


