Política

ATENÇÃO, ELEITORES

Eleições 2026: seções no centro de Campo Grande têm mudanças de locais

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul alterou a 35ª, 36ª, 53ª e 54ª zonas eleitorais, sendo uma em Terenos

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Em Campo Grande, a Justiça Eleitoral alterou sete locais de votação e mais um em Terenos para as Eleições Gerais de 2026. Eleitores terão que se transferir para outras unidades no primeiro e no segundo turnos. Na Capital, foram alteradas a 35ª, 36ª, 53ª e 54ª zonas eleitorais.

Na 36ª zona eleitoral, 10 seções da Escola Estadual Joaquim Murtinho e sete do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora foram transferidas para o Centro Universitário da Grande Dourados - UNIGRAN, na Rua Abrão Júlio Rahe, região central de Campo Grande. 

Em Terenos, a mudança foi na 54ª Zona Eleitoral, transferindo da Escola Municipal Rosa Idalina Braga Barboza para a Escola Municipal Álvaro Lopes.

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) recomenda que os eleitores consultem antecipadamente a zona, a seção e o endereço de votação, inclusive quem costuma votar no mesmo lugar em eleições anteriores.

A conferência pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Confira as mudanças de locais

Campo Grande

  • 35ª Zona Eleitoral

De: Escola Estadual Profª Alice Nunes Zampiere (Rua Constantinopla, s/n - Vila Almeida)

Para: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS (Avenida Dom Antônio Barbosa, nº 4.155, Santo Amaro).

De: CRAS Vila Nasser (Rua Januário Barbosa, 366 - Vila Nasser)

Para: EMEI Professora Adélia Leite Krawiec (Rua Santa Mônica, s/n, Santa Luzia).

De: Mesquita Islâmica Luz da Fé (Avenida América, 657 - Vila Planalto)

Para: Centro de Referência de Esporte e Cultura (Rua Onze de Outubro, nº 220, Cabreúva).

  • 36ª Zona Eleitoral

De: Escola Estadual Joaquim Murtinho – 10 seções eleitorais

Para: Centro Universitário da Grande Dourados - UNIGRAN (Rua Abrão Júlio Rahe, nº 325 - Centro).

De: Colégio Nossa Senhora Auxiliadora – 7 seções eleitorais

Para: Centro Universitário da Grande Dourados - UNIGRAN (Rua Abrão Júlio Rahe, nº 325 - Centro).

  • 53ª Zona Eleitoral

De: Loja Maçônica Oriente Maracaju (Avenida Calógeras, 1952 - Centro)

Para: Senac Hub Academy (Rua Francisco Cândido Xavier, 75 - Centro).

  • 54ª Zona Eleitoral

De: Escola Municipal Major Aviador Y-Juca Pirama de Almeida e FACSUL - Campus Afonso Pena

Para: Instituto Federal de Mato Grosso do Sul - IFMS (Rua Taquari, 831 - Santo Antônio).

Terenos 

54ª Zona Eleitoral

De: Escola Municipal Rosa Idalina Braga Barboza (Rua Antônio João Valadares, 22 - Conjunto Antônio Valadares)

Para: Escola Municipal Álvaro Lopes (Joaquim Farias de Albernaz, 151 - Vila Ferreira).

Lobby

Ex-sócio expõe Rolex de R$ 305 mil e relata suposto tráfico de influência de Flávio no STF

Conforme o material revelado nesta terça-feira (29) pelo site PlatôBR, a nota fiscal, de fevereiro de 2022, está em nome do advogado Alan Belaciano

29/09/2026 16h45

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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Mensagens, fotos e documentos guardados por Alexandre Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicam que pessoas próximas ao senador pagaram despesas pessoais e presentes de alto valor para ele, inclusive a compra de um Rolex Submariner Date de ouro branco por R$ 305 mil.

Conforme o material revelado nesta terça-feira (29) pelo site PlatôBR, a nota fiscal, de fevereiro de 2022, está em nome do advogado Alan Belaciano.

Segundo o PlatôBR, mensagens obtidas pela reportagem indicam que o relógio foi comprado para Flávio. Belaciano também havia pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia instalados na casa do senador em Brasília.

À época em que o caso veio a público, Flávio afirmou que a compra havia sido feita por um amigo como um "empréstimo pessoal" que estava sendo quitado. O PlatôBR afirma que pessoas próximas também arcaram com reparos na casa, uma televisão de 75 polegadas e mensalidades de academia.

No fim de 2023, durante uma disputa financeira entre Flávio e Santini, o ex-sócio enviou uma mensagem ao senador afirmando saber que Flávio havia falado diretamente com o ministro do Supremo Tribunal Federla (STF) Kassio Nunes Marues para tratar do interesse de um cliente que tinha um processo no gabinete do ministro.

Segundo Santini, o caso era acompanhado por Belaciano e teria havido ainda a marcação de um jantar com participação do chefe de gabinete do ministro.  Confrme apurado pelo PlatôBR, a reportagem não identifica o cliente ou o processo nem apresenta comprovação independente de que a alegada intermediação ocorreu.

Depois da mensagem, Flávio respondeu no mesmo dia e marcou uma reunião com Santini em seu gabinete. Não há informação sobre o que foi discutido.

Posteriormente, Santini comunicou a interlocutores que a disputa estava encerrada.

Em nota, o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o magistrado "atende parlamentares de todos os partidos, que defendem interesses distintos, e isso é praxe entre todos os gabinetes do Supremo, não representando prejuízo para a isenção dos magistrados".

Disputa milionária

Sócios em uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio, Santini recorreu à Justiça para cobrar R$ 1,47 milhão do senador.  Na ocasião, alegava divisão desigual dos lucros e despesas da empresa pagas por ele e não reembolsadas. Flávio negou dever dinheiro ao ex-sócio.

Durante a disputa, Santini também guardou mensagens e fotos relativas a encontros privados com garotas de programa.

Segundo o PlatôBR, ele mostrou parte do material a Fernanda Bolsonaro, mulher do senador. Depois, Flávio escreveu ao ex-sócio dizendo ter se arrependido de "muitas escolhas erradas" e que não voltaria a errar com sua família. A mensagem não especifica a que episódios ele se referia.

Com informações de PlatôBR. 

Postura

Simone Tebet diz que Eduardo Bolsonaro é 'covarde' e que vai processá-lo após ofensas

Enquanto candidato, o ex-ministro do Meio Ambiente fez uma campanha marcada por ataques ao candidato do PL

29/09/2026 14h15

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB)

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB) Lula Marques/Agência Brasil

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Candidata ao Senado por São Paulo, a sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB) informou que processará Eduardo Bolsonaro (PL) por violência política de gênero após o ex-deputado federal ofendê-la com a insinuação de que ela "se prostitui" por cargos políticos.

Nesta segunda-feira (28) Tebet criticou a desistência de Ricardo Salles (Novo) de disputar o Senado por São Paulo. A ex-ministra criticou o recuo dizendo que o ex-concorrente "se rendeu ao Centrão".

Enquanto candidato, o ex-ministro do Meio Ambiente fez uma campanha marcada por ataques ao candidato do PL ao cargo, André do Prado, a quem agora apoia. Em mais de uma ocasião, Salles afirmou que Prado integrava o "Centrão" e não representava a direita de forma autêntica.

Em uma publicação no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro rebateu Tebet e afirmou que não houve "rendição" de Salles ao Centrão.

"Ele apenas reconhece que o principal que poderia acontecer é os votos de direita se dividirem entre três candidatos", disse Eduardo, chamando a ex-ministra de "vassala" do Lula e insinuando que ela é quem troca apoios por posições políticas. "Quando passa a eleição, faz tudo ao contrário. Se prostitui por cargo, ministério etc."

Em nota, a campanha de Tebet informou ao Estadão que "adotará todas as medidas jurídicas cabíveis" contra a divulgação da ofensa, provocando a Justiça Eleitoral para a "imediata remoção" do conteúdo e encaminhando uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero. A ex-ministra também chamou o parlamentar cassado de "covarde".

"É particularmente grave e causa profunda repulsa que, em pleno processo eleitoral, se pretenda desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual e profundamente degradante", disse a campanha da ex-ministra. "É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar."

Pesquisas

As pesquisas de intenção de voto dos institutos Quaest e Datafolha apontam para um empate técnico quádruplo no pleito pelas duas vagas ao Senado por São Paulo. Os índices mostram uma disputa embolada entre Simone Tebet, Marina Silva (Rede) - com quem a candidata do PSB faz "dobrada" -, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Em um segundo pelotão de candidatos, Ricardo Salles aparecia em quinto lugar. Nesta segunda-feira, 28, a seis dias do primeiro turno, o postulante do Novo renunciou à candidatura, passando a apoiar Derrite e Prado. Ele realizou o anúncio ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal cabo eleitoral dos candidatos do PP e do PL.

Antes de desistir, Salles gastou mais de R$ 3 milhões durante a campanha, incluindo R$ 2,8 milhões em despesas para a própria candidatura e mais R$ 268 mil doados a outros candidatos ou partidos. O postulante ao Senado declarou ter arrecadado mais de R$ 4,7 milhões para a candidatura.

O montante é a soma de R$ 3,8 milhões doados por seu partido, o Novo, e R$ 972 mil recebidos de pessoas físicas. A prestação de contas dos candidatos à Justiça Eleitoral ainda é parcial. Os dados de receitas e despesas de Salles estão atualizados até o dia 28 de setembro.

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025. Com mandato de deputado federal, ele pediu licença do cargo para trabalhar nos Estados Unidos por sanções contra o Brasil e autoridades nacionais. Com o fim da licença que havia pedido, não voltou ao País, seguindo no que chamou de "autoexílio" e, em dezembro do ano passado, foi cassado por exceder o limite de faltas na Câmara.

Em junho deste ano, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo que levou à condenação do pai por tentativa de golpe de Estado. Neste mês, perdeu o cargo de escrivão na Polícia Federal por abandono da função.

Com informações de Estadão Conteúdo

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