Apontada nos bastidores como uma das fortes candidatas a suceder Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na presidência do Senado, a senadora sul-mato-grossense, Tereza Cristina (PP-MS), disse nesta quinta-feira (4), que presidir o legislativo seria uma "honra". A informação foi confirmada em entrevista à Globonews.
"Quem não tem? Claro que como senadora e mulher seria uma honra ser a futura presidente do Senado, mas não estou trabalhando nisso ainda", disse a senadora. Apesar de cogitada ao cargo, a senadora rechaçou qualquer "pressa" para que isso aconteça, uma vez que possui, pelo menos, mais oito anos de mandato. "Estou aprendendo, lá atrás meu nome surgiu na disputa com o Pacheco e eu brincava sempre que 'pato novo mergulha em água rasa', isso aqui é uma escola, são tantos assuntos, tantas coisas a serem discutidas.
A eleição é daqui a dois anos e eu tenho oito anos de mandato, então não preciso ter pressa (risos).", finalizou. Cabe destacar que Pacheco, atual presidente do Senado, foi reeleito em fevereiro deste ano, período em que o nome de Tereza Cristina foi ventilado para assumir o cargo.
Vacina
Na mesma fala, a senadora foi questionada sobre uma live em outubro de 2020, em que junto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sorri no momento em que Bolsonaro rechaça a compra de vacinas em meio à pandemia de Covid-19. "Ninguém vai tomar sua vacina na marra não, ta ok, procura outro. No meu governo, que eu digo que é do povo, não vai comprar sua vacina também não, procura outro pra comprar sua vacina aí, tá ok?", disse o ex-presidente.
Por sua vez, a senadora confirmou o riso da ocasião, entretanto disse que se vacinou três vezes contra o coronavírus. "Eu estava lá naquele dia, talvez tenha feito um sorriso de nervoso, mas eu me vacinei sim, tomei três doses de vacina", destacou.

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Em meio ao imbróglio envolvendo o ex-presidente e eventuais processos de falsificação de seu cartão de vacina, a senadora descartou de início qualquer ligação com o fato e disse que, neste momento, o assunto compete à justiça.
"Estou aqui no Congresso, isso é um problema da justiça, do judiciário, espero que Bolsonaro tenha o direito à ampla defesa e eu não vou prejulgar nada antes de saber o que está acontecendo, nós estamos num momento de ouvir e esperar os acontecimentos", disse.
Outro assunto relatado na entrevista foram as recentes invasões nas terras da família de Tereza Cristina, e eventuais ligações entre as invasões e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fato também descartado por ela.
"Não tem relação, existem vários movimentos, mas o que há hoje e o que é preocupante não é quem foi lá para fazer. O pessoal é outro, não é o MST, no meu estado o MST não é tão forte assim, tem outros movimentos, mas são todos com o mesmo viés dos movimentos sociais que eu acho que são justos, mas não com invasão de terra", pontuou.


