O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, na tarde desta quarta-feira (13), assim respondeu a uma pergunta da senadora de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, do PP: ele prometeu “deixar o chapéu de político pendurado na parede [se aprovado para ocupar vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal de Justiça), apenas como uma boa memória”.
Mostrando-se preocupada com a manutenção da recente regulação dos defensivos agrícolas e temas ambientais, Tereza quis saber qual o papel que Dino exercerá caso tenha o nome confirmado pelo Senado, já que o indicado “é magistrado, mas ao mesmo tempo político”.
O ministro logo respondeu que a intenção dele é a de buscar a efetividade de matérias como o Código Florestal e que eventuais mudanças ao texto devem ser providas pelo congresso nacional. Caso assuma como ministro do STF, Dino disse que vai abandonar o “chapéu de político” e pendurá-lo “na parede, apenas como uma boa memória”.
A mesma pergunta de Tereza foi destinada ao também sabatinado subprocurador da República, Paulo Gonet, que pode virar o chefe nacional do Ministério Público Federal, por indicação do presidente Lula.
Gonet disse ter convicção de que quem elabora as políticas são os representantes eleitos pelo povo. Ele reconheceu, no entanto, que algumas decisões do procurador-geral da República podem ter repercussões no campo político.
Caso passe pelo crivo da CCJ do Senado, Dino e Gonet enfrentam a votação do plenário e, precisam que receber votos favoráveis às indicações de Lula por ao menos 41 dos 81 senadores.
Congressistas apoiadores do governo de Lula creem que os dois devam receber até 52 votos.
Riedel, Azambuja e demais políticos da centro-direita participaram de reunião com o senador Rogério Marinho (Foto: Paulo Ribas)


