Política

Eleições 2026

"Eu gosto do Lula, mas a prorrogação concedida foi muito estranha", diz Trump

Presidente dos EUA descartou fazer algo sobre o resultados das eleições no Brasil, afirmando que não governa o País

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 26, que a eleição no Brasil “parece ter sido fraudada”, sem apresentar provas. Ele disse que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo, mas que a prorrogação do prazo das eleições foi “muito estranha”.

“Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. As eleições precisam ser incontestáveis, e (essa) me pareceu muito ruim”, disse Trump a repórteres. “Eu acompanhei a eleição. Pareceu tão corrupta, tão terrível.”

Neste domingo, às 17h01, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin prorrogou o prazo de votação por duas horas a pedido da campanha de Lula, alegando problemas no transporte público. O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, também havia pedido a prorrogação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 19h devido a chuvas. O resultado do segundo turno foi confirmado ainda na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

Ao ser perguntado se deseja fazer algo sobre o Brasil, Trump respondeu: “Eu não governo o Brasil, eu governo os EUA.” “Eu gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação (de prazo) concedida foi muito estranha”, afirmou.

Trump deixou de cumprimentar Lula pela reeleição contra Flávio Bolsonaro, como fizeram líderes globais e regionais, de inclinação política à direita e à esquerda. Flávio Bolsonaro não admitiu o triunfo do petista e disse que irá pedir a anulação das eleições.

Os três primeiros líderes a parabenizar Lula pela vitória foram os presidentes de direita do Paraguai, Bolívia e Panamá. Também reconheceram o resultado das urnas representantes de países como Chile, China, Peru, Equador, Cuba, Colômbia, França, Ucrânia, Uruguai, Canadá, Coreia do Sul e também a União Europeia. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, também manifestou reconhecimento público à vitória de Lula.

NOVO EQUILÍBRIO

Tereza Cristina destaca PP como 4ª maior força no Senado a partir de 2027

Partido da senadora deverá ocupar seis cadeiras, enquanto o PL terá 29 dos 81 assentos e precisará dos aliados para alcançar maioria absoluta

26/10/2026 14h43

Tereza Cristina também estará entre as 19 mulheres previstas na composição do Senado em 2027

Tereza Cristina também estará entre as 19 mulheres previstas na composição do Senado em 2027 Ton Molina/Agência Senado

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do Progressistas, terá seu partido como a quarta maior bancada do Senado a partir de fevereiro de 2027 e será fundamental para que o PL, primeira maior força na Casa de Leis, possa alcançar maioria absoluta na Câmara Alta. 

 “Seremos a quarta maior bancada do Senado”, disse a líder do Progressistas, citando os seis representantes do PP, que estará entre as legendas que poderão contribuir para essa maioria, pois os liberais terão 29 das 81 cadeiras, ficando a 12 do patamar de 41 senadores.

O encerramento do segundo turno, no domingo (25), praticamente definiu a distribuição partidária da Casa. A projeção considera os 54 senadores eleitos em outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições de parlamentares que venceram as disputas pelos governos estaduais.

Embora tenha a maior bancada, o PL não reunirá sozinho mais da metade dos integrantes do Senado. O cenário mantém a negociação com outras legendas como condição para construir uma maioria própria na Casa.

Depois dos liberais, o PT deverá ter a segunda maior representação, com dez senadores, seguido pelo MDB, com oito. O PP de Tereza Cristina aparece na sequência, com seis cadeiras, enquanto União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada. 

PSD e PSB ficarão com quatro senadores cada um, enquanto o Novo terá três. PSDB e Podemos contarão com dois integrantes cada; Rede e PDT, com um cada. Romário (RJ) permanece sem partido. Ao todo, serão 13 legendas representadas, ressalvadas mudanças de filiação e decisões judiciais.

Mais mulheres

Tereza Cristina também estará entre as 19 mulheres previstas na composição do Senado em 2027. A bancada feminina corresponderá a 23,5% das cadeiras, reunindo 12 eleitas neste ano e outras sete que ocuparão vagas de mandatos iniciados em 2023.

Entre elas está Cheila Moreira (PT-AM), primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas no segundo turno. A eleição também produziu uma renovação expressiva entre as vagas disputadas.

Dos 54 mandatos submetidos às urnas, 40 serão ocupados por novos senadores, o equivalente a 74%. Entre os 32 parlamentares que tentaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer, uma taxa de 43,7%.

As mudanças alcançarão ainda cadeiras que não estavam em disputa. Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) assumirá o lugar de Cleitinho (Republicanos), eleito governador. No Paraná, Luís Felipe Cunha (PL) substituirá Sergio Moro (PL), que também venceu a eleição estadual.

Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), derrotados nas disputas pelos governos de seus estados no segundo turno, continuarão no Senado.

A configuração partidária ainda depende do julgamento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, correspondentes a 25,14% dos votos válidos.

A candidatura foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mas acabou contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na véspera do primeiro turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro. 

No dia seguinte, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão, permitindo a contabilização dos votos até a análise pelo plenário.

O questionamento está relacionado à decisão de 2023 que cassou o registro de Dallagnol como deputado federal. Na ocasião, o TSE considerou que sua saída do Ministério Público Federal buscou evitar processos disciplinares e contornar restrições da Lei da Ficha Limpa.

Se o tribunal confirmar o indeferimento, os votos serão anulados e deverá ocorrer uma eleição suplementar para preencher a vaga, o que poderá modificar a composição projetada para 2027.

ELEIÇÕES 2026

Riedel diz respeitar resultado das urnas, mas defende direito de Flávio questionar

Governador afirma que decisões das instituições devem ser respeitadas

26/10/2026 14h26

Governador Eduardo Riedel defendeu o respeito ao resultado das eleições e afirmou que questionamentos devem ocorrer dentro dos critérios legais.

Governador Eduardo Riedel defendeu o respeito ao resultado das eleições e afirmou que questionamentos devem ocorrer dentro dos critérios legais. Marcelo Victor

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que respeita o resultado das eleições presidenciais que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas considera legítimo que o candidato Flávio Bolsonaro questione o processo eleitoral pelos meios legais. A declaração foi dada nesta segunda-feira (26), durante coletiva, após ser questionado sobre a intenção do candidato de pedir a anulação do resultado.

Riedel destacou a solidez do sistema eleitoral brasileiro e defendeu que eventuais contestações sejam conduzidas dentro das instituições democráticas.

“O Brasil é uma democracia muito grande, talvez uma das maiores do mundo. A gente tem um processo eleitoral muito robusto. E é natural que, nessa democracia, candidatos tenham a legitimidade de questionar, de buscar respostas”, declarou.

O governador também mencionou a proclamação do resultado pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e reforçou seu posicionamento a respeito das decisões institucionais.

“Eu respeito muito as decisões que são dadas pelas nossas instituições. Mas isso não significa que o candidato Flávio não possa questionar e discutir dentro dos critérios legais do Judiciário tudo que se passou na eleição”, afirmou.

Segundo Riedel, a postura do governo estadual será de continuidade administrativa, considerando os resultados declarados pela Justiça Eleitoral.

Apesar das divergências políticas, Riedel afirmou que pretende manter o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar investimentos considerados prioritários para Mato Grosso do Sul.

O governador revelou que tentou entrar em contato com Lula na manhã desta segunda-feira, mas ainda não havia conseguido conversar com ele. Segundo Riedel, a intenção inicial era parabenizar o presidente.

Entre as demandas que pretende apresentar ao governo federal, destacou a conclusão do acesso à Rota Bioceânica, além de obras de infraestrutura rodoviária, como a duplicação da BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia, e melhorias no trecho entre Campo Grande e Aquidauana.

“Eu separo muito a discussão política da administrativa. O presidente foi eleito, respeito o presidente da República sempre, independentemente de quem seja, assim como quero respeito para Mato Grosso do Sul”, declarou.

Riedel acrescentou que a relação institucional não deve se limitar à figura do governador, mas considerar os interesses da população sul-mato-grossense.

Questionado sobre uma possível viagem a Brasília, afirmou que ainda não existe reunião agendada, mas que espera avanços nas articulações nas próximas semanas.

Riedel também associou os questionamentos eleitorais à necessidade de fortalecer a segurança jurídica e a confiança nas instituições, reiterando que eventuais dúvidas devem ser esclarecidas pelos caminhos institucionais.

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