Política

DANÇA DAS CADEIRAS

Filiação de deputados e vice de Riedel inflam Republicanos em MS

Além do vice-governador, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, partido que só tinha um parlamentar estadual em MS ganha agora mais dois e um deputado federal para sua base

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Com ato de filiação realizado na manhã desta terça-feira (31), na Rua da Paz, número 1.106 no Jardim dos Estados, em Campo Grande, a ida de atuais deputados e até do vice-governador do Mato Grosso do Sul para o Republicanos acaba “inflando” a base do partido no Estado. 

Aqui cabe esclarecer que até então, em Mato Grosso do Sul, o Republicanos contava apenas com um deputado estadual em sua base local de parlamentares ativos, Antônio Vaz, além dos vereadores Herculano Borges e Neto Santos em menor escala e em cargos que não estarão em disputa nesta eleição. 

Neste ano, vale lembrar, o brasileiro retorna às urnas eletrônicas (que inclusive completam 30 anos de história em 2026) para escolha de representantes dos seguintes cargos: 

  • Deputado federal,
  • Deputado estadual, 
  • Dois senadores, 
  • Governador e 
  • Presidente da República

Ainda na última sexta-feira (27), como bem acompanha o Correio do Estado, o deputado federal Beto Pereira, já havia anunciado filiação ao Republicanos, ex-membro do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) que deixou a sigla em meio a uma "debandada" que aconteceu no ninho tucano.  

Este ato na manhã de hoje (31) é reservado para filiação dos deputados estaduais, Renato Câmara (do Movimento Democrático Brasileiro - MDB) e Pedro Pedrossian Neto, que saiu do Partido Social Democrático (PSD) ao lado do vice-governador José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha.

Apesar do ato de filiação, cabe apontar a ausência de Pedro Pedrossian, que encontra-se em São Paulo, bem como a do deputado federal Geraldo Resende, que estava sendo esperado mas não apareceu para o ato. 

Além dos novos filiados, o evento na sede do Republicanos em Campo Grande (MS) contou com a presença de: 

  • Eduardo Riedel 
  • Reinaldo Azambuja
  • Antonio Vaz
  • Herculano Borges
  • Arlindo Landolfi Filho, prefeito de Terenos
  • André Borges Barros de Araújo, diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul)
  • Leocir Montanha, prefeito de São Gabriel do Oeste) 
  • Odilon Ribeiro, ex-prefeito de Aquidauana

Base inflada

Antes desse ato de filiação, o Republicanos no Mato Grosso do Sul contava apenas com o deputado estadual Antônio Vaz e os vereadores Herculano Borges e Neto Santos em sua base. Agora, como afirma o deputado federal Beto Pereira, a própria ida do vice-governador, Barbosinha, já deixa o partido "mais robusto", com o objetivo da sigla em MS sendo montar uma chapa competitiva para a disputa à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. 

"O trabalho que foi feito anteriormente pelo deputado Antônio Vaz está sendo reconhecido, o partido está forte em Mato Grosso do Sul.

Agora, com certeza, com a chegada de novos parlamentares à Assembleia Legislativa, como é o caso do deputado Pedro Pedrossian Neto e também do deputado Renato Câmara, e também a chegada do nosso vice-governador, com certeza o partido ganha em representatividade e vai, com certeza, ter um êxito muito grande eleitoral nas eleições vindouras", disse Beto Pereira no ato de filiação. 

Nas palavras de Beto Pereira, o Republicanos montará uma chapa em MS que "com certeza vai eleger quatro deputados estaduais", com um espaço para um quinta vaga, além de mirar pelo menos parlamentares para a Câmara dos Deputados em Brasília.

De saída do MDB, Renato Câmara pontuou que foi fácil dizer sim para a filiação ao Republicanos, dizendo que, apesar das disputas, o bom relacionamento é o pilar básico de qualquer partido político. 

"É você ter a confiança que nesse grupo nós seremos respeitados, nós seremos ouvidos e nós poderemos contribuir com nossas ideias para um futuro de Mato Grosso do Sul melhor", disse ele em complemento. 

Já sentindo-se em casa, o vice-governador, Barbosinha, destacou a alegria de, segundo ele, chegar ao Republicanos "no meio de amigos", no que chamou de um time muito forte e competitivo. 

"De forma que eu me sinto em casa, acolhido e abraçado por amigos aqui no Republicanos. É um partido que defende os valores que nós pensamos que são importantes, o do trabalho, da família, do desenvolvimento que acreditamos para Mato Grosso do Sul, e está dando certo ao Estado é o que nós queremos para o País, que o modelo dando certo em MS seja levado para o Brasil. 

Além disso, Barbosinha comenta a possibilidade de concorrer novamente à vice-governadoria, o que nesse caso ele fez questão de reforçar que não trata-se de uma candidatura. 

"Vice não é candidato, é construção política! Obviamente que eu caminho ao lado do governador Eduardo Rito e, ao longo desses três anos, eu tenho procurado realizar todos os esforços para que a chapa possa ser mantida", concluiu. 

 

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Manipulação de imagem

Justiça Eleitoral multa deputado por usar vídeo de 2018 com Bolsonaro como se fosse atual

Luiz Ovando (PP) distorceu gravação antiga para simular apoio recente do ex-presidente e foi condenado a pagar R$ 5 mil pelo TRE-MS

21/09/2026 14h58

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral Reprodução

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O deputado federal Luiz Ovando (PP), candidato à reeleição, foi multado pela Justiça Eleitoral por tentar induzir o eleitor a erro, por meio de um vídeo de 2018, com o ex-presidente Jair Bolsonaro, veiculado como se fosse atual.

A condenação pela distorção foi proferida pelo relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, ao julgar procedente a representação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no estado. Com a decisão, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil.

Reedição e descontextualização temporal

A infração envolveu o impulsionamento pago de um vídeo gravado originalmente durante a campanha de 2018, no qual Jair Bolsonaro manifestava apoio político a Luiz Ovando. Para o pleito de 2026, a peça foi reeditada com a inserção do novo número de candidatura (1122), a sigla do seu atual partido (PP) e a legenda “ELEIÇÃO 2026”, sem apresentar nenhum aviso claro ou ostensivo sobre o ano original do registro.

De acordo com o TRE-MS, a alteração dos elementos visuais criou uma “grave descontextualização temporal”, levando o eleitor médio ao engano de supor que a declaração e o pedido de voto haviam sido renovados para a disputa eleitoral recente.

A decisão ressaltou ainda o descolamento da realidade provocado pela propaganda impulsionada. 
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar, estando sob proibição judicial expressa de utilizar redes sociais. 

Assim, a exibição do vídeo reformatado em 2026 gerava no eleitorado a falsa impressão de se tratar de uma manifestação recente e consentida, situação incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

Argumentos da defesa e posicionamento do Tribunal

Em sua defesa, o deputado alegou que o registro continha uma declaração autêntica de apoio, sem alteração de áudio ou uso de “deepfake”. 

Luiz Ovando argumentou que as modificações nos elementos visuais serviram apenas para cumprir a obrigação legal de identificar o anunciante e a legenda atual, substituindo dados desatualizados do antigo partido (PSL).

O tribunal, contudo, rejeitou a tese defensiva. O relator fixou o entendimento de que o dever de identificar a candidatura responsável não autoriza a manipulação de mídia histórica sem esclarecer sua origem temporal ao público. 

A distorção configurou infração ao artigo 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdos manipulados ou descontextualizados na propaganda eleitoral.

Ao aplicar a sanção prevista na Lei das Eleições, o relator ponderou que o investimento financeiro para impulsionar e distribuir conteúdo descontextualizado agrava o potencial lesivo ao pleito.

Contudo, considerando que o deputado não possuía reincidência e demonstrou postura colaborativa ao cumprir a ordem judicial de remoção do vídeo em menos de 24 horas, a multa foi estabelecida no patamar mínimo legal de R$ 5 mil.

Outro lado

O deputado federal, por sua vez, reclamou da decisão, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele desprezou a justificativa da Justiça Eleitoral classificou como “censura” a decisão de desembargador. 

“História não se apaga. Eu apoio Jair Bolsonaro desde 2018. Esse apoio não foi inventado agora e não nasceu por causa de uma eleição. O vídeo é verdadeiro, o apoio existiu e faz parte da minha história. Mandar retirar essa imagem não muda os fatos. Na minha avaliação, isso é censura”, afirmou Dr. Luiz Ovando.

PESQUISA

Reinaldo Azambuja mantém liderança na disputa para o Senado em MS

Pesquisa IPR/Correio do Estado mostra ex-governador com 23,98% na soma dos dois votos; Capitão Contar, com 20,34%, é segundo colocado

21/09/2026 06h40

Azambuja e Contar (ao centro) lideram pesquisa; Vander e Soraya (nos cantos) aparecem no segundo pelotão

Azambuja e Contar (ao centro) lideram pesquisa; Vander e Soraya (nos cantos) aparecem no segundo pelotão Fotomontagem/Divulgação

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra o ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) se consolidando em primeiro lugar na preferência dos eleitores na disputa por uma das duas vagas ao Senado nas eleições deste ano. Azambuja se manteve na liderança, com 23,98% da preferência do eleitorado na pesquisa estimulada, na soma dos levantamentos referentes ao primeiro e ao segundo votos da disputa.

Em relação ao levantamento anterior, Azambuja cresceu 0,96 ponto porcentual, mantendo uma trajetória consistente de crescimento. A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026, foi realizada entre os dias 15 a 19 de setembro, com 784 entrevistas em 17 cidades de Mato Grosso do Sul, incluindo os principais colégios eleitorais. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa IPR/Correio do Estado ainda indica uma dobradinha dos candidatos do PL na disputa, se a eleição fosse hoje. O segundo colocado na soma do primeiro e do segundo votos para o Senado é Capitão Contar (PL), com 20,34%. No levantamento anterior, ele tinha 17,09% da preferência do eleitorado.

A dupla do PL tem uma larga vantagem sobre os candidatos dos partidos de esquerda no cenário estimulado. O deputado federal Vander Loubet (PT) é o terceiro na disputa ao Senado, com 8,99% da preferência do eleitorado. O petista se manteve estável em relação ao levantamento anterior.

Na quarta posição aparece a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição. Ela tem 8,61% da preferência dos eleitores neste cenário estimulado, com a soma do primeiro e do segundo votos na disputa.

INDECISOS

O volume de votos brancos, nulos e indecisos, apesar da queda brusca e de uma maior cristalização dos votos nesta rodada, ainda é grande. Os 28,97% dos eleitores que ainda não decidiram em quem votar, que anularão o voto ou votarão em branco formam o maior grupo do levantamento e superam as intenções de voto para qualquer um dos candidatos.

O grupo, contudo, vem caindo desde o mês de março, quando representava 49,74% dos eleitores. O porcentual caiu para 40,05% em abril, 33,1% em agosto e, agora, para 28,57% da amostragem do eleitorado captada pelo IPR.

Quando apenas o volume de indecisos é separado dos brancos e nulos, o porcentual cai para 21,36%, grupo inferior apenas ao dos que dizem que votarão em Reinaldo Azambuja.

Por se tratar de uma eleição com duas vagas, o IPR faz duas perguntas ao entrevistado: qual será o primeiro e o segundo voto? Os números apresentados têm origem no agrupamento desses dois cenários, cujo universo da amostragem equivale a 200%, e não a 100%, como nas pesquisas para outras eleições majoritárias.

Os votos brancos e nulos somam 7,21% neste levantamento.

Azambuja e Contar (ao centro) lideram pesquisa; Vander e Soraya (nos cantos) aparecem no segundo pelotão

NANICOS

A pesquisa também aferiu a performance dos candidatos dos partidos pequenos. Neste grupo, quem mais se destaca é o candidato do PSOL, Beto do Movimento, com 3,32% dos votos.

Luiz Lemes, do Democracia Cristã, tem 1,85% das intenções; Roberto Oshiro (Novo), 1,72%; Daniel Junior, do Agir, 1,15%; Valter da Comagran (PRD), 0,83%; e Valderi Garbia (PCO), 0,64%.

REJEIÇÃO

O levantamento IPR/Correio do Estado também verificou a rejeição dos candidatos. A senadora Soraya Thronicke (PSB) é a mais rejeitada, com 10,97% dos eleitores afirmando que não votariam nela de jeito nenhum.

Na sequência aparece Capitão Contar (PL), rejeitado por 8,55%. O ranking da rejeição é completado por Vander Loubet (PT), com 5,87%; Reinaldo Azambuja (PL), 4,21%; Beto do Movimento (PSOL), 1,40%; Daniel Júnior (Agir), 0,77%; Luiz Lemes (DC), 0,64%; Roberto Oshiro (Novo), 0,64%; Valter da Comagran (PRD), 0,38%; e Valderi Garcia (PCO), 0,13%.

Os eleitores que não rejeitam nenhum deles representam 50% da amostragem; os que rejeitam todos, 9,95%; os que votarão em branco ou nulo, 2,55%; e os indecisos, 3,95%.

ANÁLISE

O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, avalia que há uma consolidação da dupla de candidatos do PL na liderança da disputa. 

“A distância entre o segundo colocado e o terceiro atingiu 11,35 pontos porcentuais[mais de três vezes a margem de erro], estabelecendo uma vantagem conjunta expressiva sobre os demais concorrentes”, avalia.

Sobre a oposição, Barbosa destaca: “Os dois nomes mais citados pelos eleitores de esquerda aparecem divididos e em patamares inferiores”. “O deputado Vander Loubet, com 8,99%, e a senadora Soraya Thronicke, com 8,61%, estão empatados tecnicamente, travando uma disputa isolada pelo terceiro lugar”. 

“Somados, eles chegam a 17,60% na média, marca que permanece abaixo da pontuação individual do segundo colocado, sem registrar qualquer movimento de mudança de patamar ao longo de toda a série histórica”, acrescenta.

Sobre os indecisos, o diretor do IPR destaca que apesar da queda brusca entre março e setembro, o elevado índice de indecisão na consulta espontânea e a definição do voto exigem atenção.

 “O grupo que decidirá por último é formado majoritariamente por mulheres, representando 70,2%, e por jovens de 16 a 34 anos, que somam 37,9%”, indica. 

“Como a lembrança espontânea ainda é baixa, a decisão nos últimos dias tende a definir principalmente a ordem de chegada, sendo necessário um fato novo de grande proporção para alterar a composição da dupla de frente”, conclui o diretor.

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