Política

MATO GROSSO DO SUL

Filiação partidária de idosos e jovens foi a que mais cresceu em quatro anos

Apesar disso, os adultos ainda são a maioria entre os eleitores com filiação partidária, segundo dados da Justiça Eleitoral

Continue lendo...

Com base em dados disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), os eleitores idosos e jovens, respectivamente, foram os que mais apresentaram crescimento percentual no número de filiados dos 29 partidos aptos a participar do pleito do próximo dia 6 de outubro no Estado.

Na contramão dos dados nacionais, que mostram queda na filiação de pessoas jovens a partidos políticos, em Mato Grosso do Sul, no período entre dezembro de 2022 e maio de 2024, ou seja, nos últimos quatro anos, o número cresceu 6,18%, saindo de 30.720 para 32.618.

Além disso, também com base nos dados do TRE-MS, a quantidade de idosos que se filiaram a partidos políticos no período de quatro anos cresceu 7,62%, saltando de 96.861 em 2022 para 104.238 em 2024.

Entretanto, apesar do aumento de jovens e idosos, a maioria absoluta de filiados em partidos políticos ainda é formada por adultos, com 168.102, de um total de 304.958 filiados no Estado.

Nos principais partidos de Mato Grosso do Sul, mesmo estando aquém do número de filiados adultos, o número de jovens e idosos é bem expressivo, confirmando que, diferentemente dos dados nacionais, no Estado o interesse pela militância política é bem expressivo nesses dois públicos.

No caso do MDB e PP, eles são os únicos entre os grandes partidos do Estado em que o número de jovens e idosos filiados à legenda somados é superior ao de adultos.

O MDB tem 24.022 filiados jovens e idosos, enquanto os adultos chegam a 18.714, já no PP são 12.558 filiados jovens e idosos e 10.248 filiados adultos. Já nos demais, apesar de o número de jovens e idosos filiados ser expressivo, não consegue superar a quantidade de adultos filiados.

Esse é o caso do PSDB, em que as duas faixas etárias somam 14.683, enquanto os adultos totalizaram 20.343. O PT também segue o mesmo caminho, com 13.757 jovens e idosos filiados, enquanto o número de adultos filiados chega a 20.301.

Assim como no PL, que tem 9.642 jovens e idosos e 11.522 adultos, enquanto no PRD são 12.599 adultos filiados e 11.561 jovens e idosos. Já no União Brasil, são 8.657 jovens e idosos filiados e 9.479 adultos filiados, enquanto no Republicanos são 11.075 filiados adultos contra 6.036 jovens e idosos e, no Podemos, são 7.643 filiados adultos e 4.898 jovens e idosos.

 ANÁLISE

O interesse de jovens e idosos na filiação partidária é um claro reflexo da popularização vivida na política brasileira desde as eleições de 2018, quando Jair Messias Bolsonaro, da extrema direita, concorreu e venceu as eleições presidenciais, derrotando o candidato da esquerda, representado por Fernando Haddad (PT).

Nas eleições de 2022, esse fenômeno aumentou, principalmente nessas duas faixas etárias, sendo que, no caso dos jovens, que começam a entrar na vida política a partir dos 16 anos, eles vivenciaram um momento da história do Brasil em que os ânimos entre direita e esquerda ficaram mais acirrados.

Mesmo com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último pleito, tanto os idosos, quando os jovens tomaram gosto pela política, em ambos os lados da polarização, com verdadeiras batalhas sendo travadas nas redes sociais, tanto pelos jovens, quanto pelos idosos, que tiveram de aprender na marra a usar a nova ferramenta tecnológica para se expressar politicamente.

No entanto, o interesse por política dos jovens e idosos não se concentrou apenas em partidos da direita ou da esquerda, os partidos do centro, como MDB, PSDB, Podemos e União Brasil, também atraíram esse público.

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, MDB e PP, que apesar de estar mais próximo de Bolsonaro é um partido de centro, têm mais jovens e idosos que adultos nos seus quadros de filiados, demonstrando que o interesse também cresceu nas siglas de centro.

Já PT e PL ainda concentram nas suas fileiras mais adultos do que jovens e idosos, mas, suas lideranças no Estado estão rejuvenescendo, como são os casos da deputada federal Camila Jara (PT) e do deputado estadual João Henrique Catan (PL).

Saiba

Dados disponibilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) revelam que, dos 304.958 eleitores filiados a partidos políticos no Estado, 51,36 % são homens, ou seja, 156.618, enquuanto 48,64 % são mulheres, isto é, 148.324. Além disso, 0,01 % não informaram o sexo, ou seja, 16 eleitores. Ainda pelo TRE-MS, 11,57% têm de 1 a 5 anos de filiação,  13,43% têm de 5 a 10 anos e 64,21 % têm mais de 10 anos.

Assine o Correio do Estado

 

 

Alems

Deputado propõe obrigatoriedade de informação sobre bisfenol A em produtos vendidos em MS

Conforme o projeto, o bisfenol A é um produto que pode causar desequilíbrios hormonais e várias condições patológicas.

12/06/2024 17h22

Deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), em sessão na Assembleia Legislativa.

Deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), em sessão na Assembleia Legislativa. Foto: Wagner Guimarães

Continue Lendo...

O deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) apresentou em sessão plenária da Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 126/2024, que exige a divulgação sobre a presença de bisfenol A (BPA) em produtos e embalagens plásticas comercializados no estado. 

Segundo o parlamentar, a proposta visa facilitar o direito à informação do consumidor e permitir que eles façam escolhas seguras em relação ao produto e suas substâncias.

“Em termos médicos, o BPA é um disruptor endócrino. Isso significa que ele desequilibra o sistema hormonal e, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar abortos, infertilidade, ovários policísticos, endometriose, fibromas uterinos, gestação ectópica (fora do útero) e precocidade sexual, além de doenças cardíacas, problemas motores, problemas mentais, obesidade e alguns tipos de câncer”, afirma o deputado na justificativa.

O Bisfenol A (BPA) é um composto químico utilizado como matéria-prima para a produção de diversos tipos de plásticos, como policarbonatos, PVCs, resinas epóxi e outros, conforme informado pelo parlamentar na justificativa da proposição. Apesar de ser um elemento comum no dia a dia, o problema reside no seu uso em produtos que entram em contato com bebidas e alimentos, conforme também destacado na justificativa.

Caso o projeto seja aprovado em plenário, a lei obrigará os fabricantes de Mato Grosso do Sul a informar a presença de BPA em seus produtos, sob pena de sanções e multas conforme o Código de Defesa do Consumidor.

O projeto segue para análise da CCJR (Comissão Permanente de Constituição, Justiça e Redação) da Alems.

 

 Assine o Correio do Estado  

Política

ALEMS: Uso de medicamento a base de cannabis passa em Comissão

Com a integração de uma emenda substitutiva, o projeto de lei que garante acesso à medicação a base de canabidiol, foi aprovado nesta quarta-feira (12), na CCRJ, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

12/06/2024 17h00

A matéria segue para apreciação do plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

A matéria segue para apreciação do plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Divulgação ALEMS

Continue Lendo...

O projeto de lei (6/2023), que estabelece acesso a medicamentos e produtos à base de canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC), para tratamento de doenças, foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). 

O projeto de autoria do deputado estadual, Pedro Kemp (PT), foi apresentado na ALEMS em 2023. Na manhã desta quarta-feira (12), a pauta foi aprovada pelos integrantes da CCRJ.

A relatoria do projeto ficou por conta da deputada Mara Caseiro (PSDB), presidente da Comissão. 

Projeto

O intuito do PL  6/2023, é que pessoas que necessitem de medicamento que tem à base de canabidiol (CDB) e tetrahidrocanabinol (THC), para tratamento de síndromes e transtornos de saúde. 

Existem duas formas destes medicamentos, uma delas é por meio do Congresso Nacional, caso seja aprovada uma legislação que permita a incorporação da cannabis medicinal no Sistema Único de Saúde (SUS). A outra, segundo adiantado pelo Correio do Estado, seria por meio da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), vinculada ao Ministério da Saúde.

Enquanto o Congresso Nacional não entra em consenso acerca do tema, diversos estados por meio de suas respectivas Assembleias criaram uma legislação para o uso da medicação. Neste caso, vindo a ser aprovada, cabe a cada Federação garantir o fornecimento do medicamento. 

Na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, o PL recebeu uma emenda substitutiva integral, foi introduzida pela relatora, Mara Caseiro, tendo sido aprovada pelos membros da comissão. 

“Dispõe sobre o acesso a produtos industrializados contendo como ativos derivados vegetais ou fitofármacos da Cannabis sativa (produtos de Cannabis), para tratamento de doenças, síndromes e transtornos de saúde”, trata a emenda substitutiva.

A presidente da comissão, Mara Caseiro, explicou que embora tenha muita polêmica com relação ao uso industrializado do canabidiol, escutou vários relatos de que a medicação proporciona melhora na vida das pessoas, devolvendo 

“Uma comissão será criada pela Secretaria de Estado de Saúde [SES] para que esses pacientes possam fazer uso e trazer um alento a eles e às famílias. A Assembleia Legislativa está trazendo uma diretriz para o acesso aos produtos contendo derivados ativos da Cannabis Sativa, não é uma apologia a nada, e sim uma situação de saúde pública”, explicou Mara Caseiro.

Com a emenda substitutiva, o deputado Junior Mochi (MDB), que é vice-presidente da Comissão, entendeu que a matéria foi aprimorada. 

“Esse aprimoramento do projeto trazido, faz com que nós adequemos a questão sobre a grande discussão que existe em torno de medicamentos com uso da Cannabis Sativa, que deverão ser fornecidos em conformidade com a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], e outras condições que a legislação não seja dispensada a todos, sem regramento. Fui o relator inicial da matéria, e aprovei a tramitação, agora também meu voto favorável à emenda substitutiva integral”, disse.

O parlamentar Antonio Vaz (Republicanos), reforçou que algumas enfermidades necessitam da medicação, entretanto destacou a preocupação por Mato Grosso do Sul ser rota do tráfico de drogas, necessitando de maior fiscalização. 

Uma lei semelhante foi sancionada em São Paulo (SP), mas eu me preocupo, pois, para haver a substância, deve haver a plantação. Acho um projeto excelente, mas tenho essa reticência se isso não é mais uma porta de acesso às drogas. Eu não acredito na liberação das drogas, ela leva a destruição das famílias”, detalhou.

Enquanto o deputado Caravina (PSDB) explicou que uma de suas sobrinhas sofre com crises de epilepsia e faz uso do remédio. Para ter acesso a família teve que entrar na Justiça.

“Acho importante essa matéria ser aprovada, eu tenho sobrinha com crises de epilepsia, que faz uso do remédio com liminar judicial, e tem melhorado substancialmente a saúde dela. Esse acesso é Saúde Pública, é melhorar a saúde da vida das pessoas”, deputado Caravina (PSDB).

Pedro Pedrossian Netto (PSD), ressaltou que a pauta não é sobre liberação de drogas, e sim, um componente medicinal que atua para garantir melhor qualidade de vida a quem necessita. 

“Não estamos discutindo liberalização de drogas e sim uma molécula que serve com medicamento, a humanidade já teve esse problema com a morfina, por exemplo, derivada do ópio e da papoula, droga com altíssimo poder de vício, estamos discutindo a molécula e não a droga”, frisou o parlamentar.  

A matéria segue para apreciação do plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e deve passar pelo crivo de todos os parlamentares.

 

Assine o Correio do Estado

 

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).