Política

Briga

Juiz nega pedido de Adriane para censurar vídeos de Érika Hilton

Prefeita e Deputada Federal devem se encontrar virtualmente em audiência de conciliação marcada pelo magistrado para setembro deste ano

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O juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de tutela liminar pedido pela prefeita Adriane Lopes (PP) em desfavor da deputada federal Érika Hilton (PSOL) por postagens em suas redes sociais expondo irregularidades na gestão da Administradora de Campo Grande, inclusive alegando que seria a "pior prefeita do Brasil". 

A defesa de Adriane pedia o arquivamento das postagens de Hilton do Instagram e do X, que expunham casos como a nomeação de 12 pastores em cargos municipais; o investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal da Previdência no Banco Master; o superfaturamento de R$ 24,4 milhões em licitação de semáforos e de R$ 62 milhões em contratos de iluminação pública. 

Lopes ainda pedia na ação que a deputada realizasse o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, com a justificativa de que os conteúdos propagados seriam "nitidamente falsos, ofensivos e produzidos com nítida intenção de atacar a honra, a dignidade e a imagem" de Adriane, resultando na "manipulação da percepção da sociedade sobre a autora", podendo resultar na incitação de ódio e "prática de crimes contra sua integridade física". 

Hilton declarou guerra contra Adriane após a sanção da Lei Municipal 7.615/2026 em Campo Grande, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de "mulheres biológicas". De acordo com a deputada, a aprovação da medida teria sido um tentativa da política de mudar o foco das investigações por corrupção para gerar comoção.

Hilton afirmou que a lei é "inconstitucional" e "inaplicável", abrindo precedentes para que "políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros" ou, ainda, para que "pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros, como mulheres negras e lésbicas". 

Em sua decisão, Magalhães afirmou que o pedido de tutela liminar deveria possuir uma justificativa plausível e, no mínimo, uma prova de que as imputações eram falsas, o que não foi apresentado. 

"A concessão de tutela liminar, sem a prévia instauração do contraditório, exige prova pré-constituída bastante a evidenciar, ao menos em juízo de probabilidade, a verossimilhança das alegações,incumbindo à parte autora demonstrar a falsidade das imputações que pretende ver suprimidas. Ausente tal suporte probatório na petição inicial, e dependendo a controvérsia de regular instrução probatória para o esclarecimento dos fatos, eventual pronunciamento judicial deverá aguardar a formação do contraditório e a produção das provas pertinentes", afirmou o juiz. 

Ele ainda designou uma audiência de conciliação entre as duas partes, marcada para o dia 16 de setembro de 2026, de forma virtual. Tanto a prefeita como a deputada foram intimadas a comparecerem na audiência. 

Essa não é a primeira vez que Adriane Lopes não tem o pedido atendido pela Justiça. 

Um exemplo recente foi o pedido por medida protetiva contra Bruno Ortiz Barbosa, um dos principais críticos da sua gestão, do marido, Lídio Lopes (Avante) e de vereadores aliados.

Adriane chegou a obter medida protetiva, inclusive com a imposição de restrições a Bruno, mas o benefício foi derrubado poucos dias depois pela 1ª Câmara Cível do TJMS.

ELEIÇÕES 2026

De olho na reeleição, Beto Pereira busca apoio de Tarcísio para fortalecer projeto político em MS

Deputado federal participou de encontro com o governador de São Paulo e a direção nacional do Republicanos, que reforçou seu protagonismo na sigla

09/07/2026 13h25

O deputado federal Beto Pereira ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira

O deputado federal Beto Pereira ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira Divulgação

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Em meio às articulações para as eleições de 2026, o deputado federal Beto Pereira (Republicanos-MS) intensificou a movimentação política em busca de fortalecer seu projeto de reeleição. Em São Paulo, o parlamentar se reuniu com o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, durante encontro que reuniu os presidentes estaduais do partido para discutir estratégias eleitorais, fortalecimento da sigla e alianças para o próximo pleito.

Presidente estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul, Beto Pereira aproveitou a reunião para estreitar a relação com uma das principais lideranças nacionais da legenda. O objetivo é consolidar o apoio da direção partidária ao projeto político do Republicanos no Estado, que pretende ampliar sua representação tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa.

Durante o encontro, Tarcísio de Freitas fez questão de destacar o trabalho desenvolvido por Beto à frente do Republicanos sul-mato-grossense e afirmou que a atuação do deputado será decisiva para o crescimento da legenda.

"Parabéns por aceitar essa missão de estruturar o Republicanos em Mato Grosso do Sul, um partido conservador, um partido liberal, de propósito, que vai fazer a diferença para o nosso Brasil. A gente precisa de representação na Câmara Federal e no Senado Federal para fazermos a diferença e mudar o rumo do Brasil", declarou o governador.

Tarcísio também ressaltou a importância de fortalecer a representação política de setores estratégicos da economia brasileira. "Valorizar quem produz, valorizar o agronegócio. E você está com essa missão em Mato Grosso do Sul", afirmou.

Beto Pereira retribuiu os elogios e manifestou apoio ao projeto político do governador paulista para 2026. "Governador Tarcísio, precisamos de você. Precisamos de você novamente em São Paulo e vamos precisar de você no Brasil", afirmou o deputado.

Além da pauta eleitoral, os dois discutiram o fortalecimento da parceria entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, com troca de experiências sobre modelos de gestão e projetos implantados pelo governo paulista que podem servir de referência para futuras iniciativas no Estado.

Desde que assumiu a presidência estadual do Republicanos, em março deste ano, Beto Pereira vem intensificando o processo de reorganização da legenda em Mato Grosso do Sul. A estratégia passa pela ampliação da base partidária, fortalecimento de lideranças municipais e montagem de chapas competitivas para as eleições proporcionais de 2026.

Atualmente, o Republicanos no Estado reúne nomes como o vice-governador Antônio Carlos Barbosinha, os deputados estaduais Renato Câmara, Pedro Pedrossian Neto e Roberto Hashioka, além de lideranças como o ex-secretário de Estado Jaime Verruck, o vereador de Corumbá Chicão Vianna e o ex-vereador de Três Lagoas Dr. Paulo Veron.

Briga

Adriane Lopes processa Erika Hilton após ser chamada de "pior prefeita do Brasil" e pede R$ 15 mil

Lopes ainda pede que a postagem da parlamentar, que a acusa de pelo menos cinco crimes, sejam arquivados sob pena de multa diária

09/07/2026 09h30

Lopes pede indenização por danos morais e arquivamento das postagens da deputada

Lopes pede indenização por danos morais e arquivamento das postagens da deputada FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) entrou com uma ação inibitória contra a deputada federal Érika Hilton (PSOL) por alegações feitas pela parlamentar nas redes sociais. Adriane pede que Hilton apague as postagens feitas em seu instagram e no X onde a chama de "pior prefeita do Brasil" juntamente com outras acusações e ainda pede indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil. 

De acordo com o documento ao qual o Correio do Estado teve acesso, Adriane afirma que as postagens, que têm grande alcance e repercussão pública, foram feitas "sem qualquer ressalva, questionamento ou indicação de fonte". 

No dia 06 de maio, a deputada publicou em suas redes sociais, que a Lei Municipal 7.615/2026 sancionada pela prefeita, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”, foi uma tentativa da política de mudar o foco das investigações por corrupção para gerar comoção.

Hilton acusa a prefeitura de estar envolvida em esquemas de desvio de R$ 156 milhões da saúde pública de Campo Grande, além da nomeação de 12 pastores em cargos municipais; o investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal da Previdência no Banco Master; o superfaturamento de R$ 24,4 milhões em licitação de semáforos e de R$ 62 milhões em contratos de iluminação pública. Somado a tudo isso, Adriane Lopes carregaria o posto de "pior prefeita do Brasil", com Campo Grande liderando os índices de feminicídio no País. 

Segundo a defesa de Adriane, foi encaminhada uma Notificação Extrajudicial ao gabinete da deputada solicitando a apresentação dos documentos e provas para os fatos citados, mas não obteve resposta no prazo estipulado, de 72 horas. 

"O silêncio, diante de uma notificação formal com prazo estipulado, reforça a conclusão de que as afirmações foram realizadas sem o cuidado mínimo com a veracidade dos fatos e com o intuito de causar dano à reputação da Autora", afirma. 

A defesa da prefeita, representada pelos advogados Niutom Ribeiro Chaves Jr e Igor Sales da Silva, as alegações ultrapassam os limites da liberdade de expressão, atingindo a honra, a reputação e a dignidade da gestora, que vive "com honestidade e probidade, pautando seu modo de vida nos ditames da moral". 

Além disso, afirma que Hilton não poderá se valer da imunidade parlamentar no caso, já que as publicações foram feitas em suas redes sociais pessoais, voltadas ao público geral e sem vinculação direta aos seus exercícios de funções parlamentares. 

De acordo com o Supremo Tribunal Federal, as manifestações realizadas fora do Parlamento, em programa de televisão, sem conexão com o exercício do mandaato, não possuem imunidade material, "podendo o parlamentar ser responsabilizado civil e criminalmente por seus excessos". 

Assim, à justiça, a defesa pede a retirada imediata das publicações nos perfis pessoais da deputada, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por dia de descumprimento . 

Também pede o pagamento indenizatório de R$ 15 mil por danos morais, visto que os conteúdos propagados seriam "nitidamente falsos, ofensivos e produzidos com nítida intenção de atacar a honra, a dignidade e a imagem" de Adriane, resultando na "manipulação da percepção da sociedade sobre a autora", podendo resultar na incitação de ódio e "prática de crimes contra sua integridade física". 

O pedido da prefeita da Capital será analisado pelo juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível de Campo Grande.

Relembre o caso

As afirmações de Érika Hilton repercutiram nacionalmente após a parlamentar criticar a sanção da Lei no dia 22 de abril por Adriane Lopes. 

A medida integra a "Política Municipal de Proteção da Mulher", instituída em todo o município de Campo Grande. 

O projeto é de autoria do vereador André Salineiro (PL) e foi aprovado em uma votação apertada na Câmara dos Vereadores no dia 26 de março, com 13 votos favoráveis e 11 contrários, além de ter um debate acalorado.

De acordo com o texto, a Política Municipal de Proteção da Mulher terá os seguintes objetivos:

  • I - aplicar a equidade, levando em consideração os aspectos biológicos comuns das mulheres;
  • II - garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas, como forma de resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento;
  • III - promover palestras, aulas, audiências e debates acerca da importância da valorização da mulher em todos os segmentos sociais.

A lei também determina a adaptação de estruturas públicas e a fiscalização de estabelecimentos privados para garantir o cumprimento das medidas e evitar qualquer tipo de constrangimento às mulheres.

Além disso, o município não poderá apoiar ou patrocinar eventos esportivos que não considerem o sexo biológico das participantes.

Hilton afirmou que a lei é "inconstitucional" e "inaplicável", abrindo precedentes para que "políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros" ou, ainda, para que "pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros, como mulheres negras e lésbicas". 

Érika também encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei, pedindo a análise da constitucionalidade da norma e a adoção de medidas para levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento enviado à PGR, a deputada sustenta que a legislação “segrega mulheres trans e travestis ao proibir que usem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero” e afirma que a norma cria um ambiente de "constrangimento generalizado".

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