Política

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Gargalhadas e lágrimas

Gargalhadas e lágrimas

Redação

25/03/2010 - 00h29
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Muitos comediantes que fazem o público rolar de rir com seus bordões em programas de humor começam a pipocar nas novelas. A carência de humorísticos na tevê faz com que parte deles comece a ser absorvida pelas cada vez mais numerosas produções de dramaturgia. Em contrapartida, eles têm de lidar com a “falta de status” de ser “mais um ator” numa trama e muitos deixam de ter o destaque que alcançaram com seus quadros de humor. Ingrid Guimarães e Heloísa Périssé, por exemplo, que sempre escreveram seus textos na tevê, como “Sob nova direção”, se renderam às novelas. Ingrid viveu a apaixonada Simone em “Caras & bocas”, enquanto que Heloísa Périssé interpreta a agitada Taís em “Cama de gato”. “A comédia nos dá uma independência que os comediantes não têm em lugar nenhum. O personagem na novela tem de valer muito a pena para que eu abra mão do meu trabalho autoral no humor”, avalia Ingrid. “Adoro estar sempre mudando, fazendo coisas novas. Na novela, a grande diferença é que não tenho feito um humor caricatural, mas o empenho é o mesmo”, compara Heloísa. Na verdade, atores que trabalham em novelas necessitam de mais disponibilidade e dedicação. Afinal, a dramaturgia exige a gravação de um número de cenas muito maior que as esquetes de humorísticos. “No ‘Zorra’ eu gravava uma vez por semana. Nas novelas, a carga é enorme”, compara Maria Clara Gueiros, que interpretou a divertida Lili em “Caras & bocas”. Esse é um dos fatores que mais chama a atenção dos comediantes quando começam a atuar em novelas. Maria Clara, por exemplo, temia perder seu espaço como comediante quando estreou em “Beleza pura” como a fútil Suzi. “Achava um desperdício só fazer drama. Conquistei um espaço como comediante e não quero perdê-lo. Não sou a bonitinha que faz mocinha. Também tinha medo de fazer novela porque achava que ia sumir, que seria mais uma. Hoje sei que posso somar”, argumenta. Poucos são os atores que conseguem transitar entre os gêneros por anos a fio. Um deles é Chico Anysio, que há 37 anos estreou na tevê com o humorístico “Chico city”. De lá para cá, centenas de personagens do ator compuseram o mosaico da carreira deste cearense entre o drama e o humor. Sua última participação em novelas foi como o indiano Namit, em “Caminho das Índias”. Já Alessandra Maestrini, que estreou na tevê como a Bozena em “Toma lá dá cá”, agora atua em sua primeira novela como a cantora de ópera Ditta, em “Tempos modernos”. “As novelas têm absorvido os atores de comédia com papéis interessantes. No meu caso, com a Ditta, posso inclusive mostrar meu potencial de soprano”, comemora a atriz.

Declaração

Trump afirma que ação no Irã é 'excursão curta' que será finalizada 'muito rápido'

Presidente estadunidense apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário

09/03/2026 19h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 09, que a ação do país no Irã será uma "excursão curta" e que será finalizado muito rápido. Em uma discurso à base republicana, ele defendeu a necessidade de agir para "derrotar o mal", indicando que os iranianos estavam a duas semanas de possuir armas nucleares.

O presidente indicou que ainda não terminou a ação no país, mas apontou para uma série de danos à capacidade iraniana, como 80% de destruição nos locais que possuíam mísseis.

"Temos maior força militar do mundo, agora todos entendem", disse Trump, reforçando o "quão bons são nossos militares". Segundo ele, as ações no Irã e na Venezuela mostraram as capacidades militares do país, que "voltou a ser respeitado", segundo o presidente.

Trump apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário. Segundo ele, a inflação não deverá ter grande impacto da "ação rápida" no Irã.

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Mudança

Escanteado no PL, João Henrique Catan migra para o Novo

Mudança já havia sido comunicada pelo deputado durante sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira

09/03/2026 16h40

Foto: Arquivo / Redes Sociais

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Escanteado no PL, o deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Estado João Henrique Catan oficializou neste domingo (8) sua mudança para o Novo.

A mudança já havia sido comunicada por Catan durante sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Eleito em 2022 com 25.914 votos, destacou que a "onda laranja" - referência a cor do novo partido - vai tomar Mato Grosso do Sul. 

Desafeto antigo do governador Eduardo Riedel e de Reinaldo Azambuja, o deputado deixa o PL por entender que bolsonaristas perderam espaço no antigo partido. Em referência aos ex-companheiros, disse que o Estado precisa de gente com "verdade" e que "tenha lado". A assinatura de filiação ao partido contou até mesmo com direito a "fumaça laranja". 

"Nossas lideranças, nossos colegas, os militantes da direita de Mato Grosso do Sul  foram perdendo seu protagonismo, sempre foram escanteados, para não dizer utilizados ou sub-aproveitados. E,  estando eu em conexão com meu público, com a direita que deseja um novo caminho para Mato Grosso do Sul, venho comunicar vossa excelência e meu líder, deputato Coronel David, que estarei deixando as fileiras do Partido Liberal para encontrar um novo caminho para Mato Grosso do Sul", disse na última sessão. 

Racha no partido

Na eleição de 2022, tanto Riedel  quanto Azambuja eram do PSDB e por conta disso o deputado alega que eles não representam o que ele chama de "verdadeira direita". 

Recentemente o ex-governador e o governador se encontraram com Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, dias depois das polêmicas informações envolvendo o deputado federal Marcos Pollon (PL).

Na primeira, veio a público uma anotação do próprio FLávio Bolsonaro dizendo que Pollon havia exigido R$ 15 milhões para abrir mão da disputa ao Senado, vaga que foi prometida a Reinaldo Azambuja. No dia sequinta, Flávio veio a público dizendo que as anotações eram somente para que ele se lembrasse de avisar a Pollon que existiam comentários de que ele estaria exigindo este pagamento. 

Depois disso, porém, Michele Bolsonaro divulgou uma carta de Jair Bolsonaro na qual ele dizia que seu candidato a senador em Mato Grosso do Sul era Marcos Pollon. Esta carta foi interpretada como sendo uma traição da família Bolsonaro a Azambuja, já que acordo anterior havia previsto que Azambuja e o Capitão Contar fossem os candidatos da direita ao Senado. 

Janela

O  anúncio de Catan ocorreu no primeiro dia para que deputados troquem de partido sem correrem o risco de perderem o mandato. E, conforme o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, nas próximas semanas devem ocorreram várias mudanças semelhantes. 

Dos 24 parlamentares, quase a metade deve trocar de partido e o PL, agora comandado por Reinaldo Azambuja, deve ter o maior número de filiações.

A previsão é de que receba os tucanos Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa . Além disso, Marcio Fernandes (MDB) e Lucas de Lima (sem partido) devem ter o mesmo destino. Assim, apesar de perder Catan, o PL ficaria com sete deputados, pois contina com Neno Razuk e Coronel David. 

Jamilson Name, por sua vez deve se filiar ao PP, se juntando a Londres Machado e Gerson Claro.  Outro que deve mudar de sigla é Paulo Duarte, que deve deixar o PSB e se filiar ao PSDB. Pedrossian Neto  também estuda a trocar o PSD pelo Republicanos. Rinaldo Modesto, por sua vez, está de olho no Podemos. 

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