Política

URGÊNCIA

Gerson Claro detalha celeridade para votar reajuste dos servidores estaduais

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul também falou sobre audiência pública sobre a malha viária

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), comentou, nesta terça-feira (25), sobre três assuntos em pauta:a revisão geral anual dos servidores do Executivo; as futuras matérias sobre redução tributária; e audiência pública quanto à malha viária do Estado.

Quanto ao reajuste, previsto no Projeto de Lei 110/2023, encaminhado pelo Poder Executivo para análise da Casa de Leis, que prevê que revisão geral anual da remuneração dos servidores e dos empregados públicos estaduais será no índice de 5%, ele disse que a proposta já deve ser analisada amanhã pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCRJ, podendo ainda receber emendas.

“O fato é que 5% já está definido, para recomposição da perda inflacionária e vamos votar para poder já constar na folha do mês de maio. Esperamos que até 10 ou 11 de maio seja votado”, estimou Gerson Claro.

Na noite de segunda-feira (24), o Governo do Estado realizou evento em que anunciou que enviará à Assembleia Legislativa propostas que visam à redução tributária. 

“O governador Eduardo Riedel disse que, no começo de maio, deve enviar projetos que reduzirão a carga tributária para a população, um deles, inclusive, trata da conversão referente aos veículos a gás. Eu fui autor de um projeto enviado para o Governo sobre isso, em que a pessoas com veículos a gás pudessem ter benefícios como a isenção do IPVA e inclusive um benefício da MS Gás para incentivar a conversão, então fiquei muito feliz”, relembrou.

Outras propostas serão com a redução do imposto de alguns itens da cesta básica. “É nossa função aqui da Casa de Leis debater e votar projetos que beneficiem o cidadão, que melhore a vida das pessoas. Na segunda semana de maio já devemos votar e todo projeto que venha em benefício ao cidadão, estando apto para votar, votaremos o mais rápido possível”, explicou o presidente.

O último tema abordado por ele foi quanto à audiência pública sobre a relicitação da concessão da Malha Oeste, trecho ferroviário entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP). A audiência, promovida pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), está programada para começar às 14h, no auditório do Grand Park Hotel, na Avenida Afonso Pena, 5.282.

“A audiência é uma iniciativa legal para os fins de concessão e nós vamos participar enquanto parlamentares. Vamos levar nossas ideias e ouvir o que vão apresentar, porque haverá ainda uma nova oportunidade em outra audiência no dia 3. Vamos ver o que esperamos para a mudança da malha viária para Mato Grosso do Sul”, finalizou Gerson Claro.

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Política

Lula sanciona lei antifacção sem vetos polêmicos, como proibição de voto e de auxílio-reclusão

O presidente vetou apenas dois pontos do projeto de lei

24/03/2026 21h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por sancionar o projeto de lei de combate às facções criminosas sem vetar pontos polêmicos, como a proibição de que presos provisórios votem e de repasse do auxílio-reclusão para familiares de integrantes desses grupos. Lula vetou apenas dois pontos do projeto de lei, que ficou conhecido como "PL antifacção". Um deles foi vetado por, no entendimento do governo, permitir o enquadramento de pessoas na nova lei mesmo sem que elas integrem comprovadamente organizações criminosas.

"O dispositivo padece de inconstitucionalidade porque desvirtua a lógica estrutural do projeto de lei ao penalizar atos cometidos por pessoas alheias às organizações criminosas, cujas condutas já estão tipificadas no Código Penal, promovendo sobreposição normativa e insegurança jurídica", justificou o presidente.

O outro é o que destinaria recursos e produtos apreendidos do crime organizado para um fundo dos Estados e do Distrito Federal O governo entendeu que isso implicaria na perda de receita da União. "Na legislação vigente, a receita do perdimento pertence exclusivamente à União. A proposição contraria o interesse público na medida em que reduz receita da União em momento de potencial elevação da demanda por recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, destinados ao enfrentamento do crime organizado, bem como à expansão, modernização e qualificação do sistema prisional", alegou.

A proibição de que os presos provisórios votem e o auxílio-reclusão para os familiares de líderes de facções, temas com mais apelo eleitoral, foram deixados de lado, apesar de serem criticados pelo PT e outros partidos de esquerda.

Em seu discurso na sanção da nova lei de combate às facções criminosas, Lula mencionou esses dois dispositivos brevemente. No caso do cancelamento do título de eleitor, apenas mencionou o dispositivo, sem nenhum comentário. No caso do auxílio reclusão, opinou.

"Aqui é uma coisa tão importante quanto a própria lei. O cidadão que quiser cometer seus crimes, que ele saiba que seus filhos e sua esposa irão pagar pela irresponsabilidade dele. Eu acho que foi uma medida muito relevante. Ele tem que sentir que não está causando mal apenas à sociedade, mas à sua família", afirmou o presidente.

O Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que o Palácio do Planalto optou por não se envolver em alguns temas por causa da péssima repercussão que teria. Entendeu que seria melhor que os pontos fossem posteriormente questionados na Justiça e analisados pelo Judiciário.

A opção por não enfrentar temas espinhosos impostos pela direita segue a mesma lógica de pontos do discurso do presidente na cerimônia de sanção da lei antifacção. Como mostrou o Broadcast Político, o presidente alternou entre gestos punitivistas e garantistas.

Primeiro, ao falar sobre delações premiadas, falou que é preciso que as autoridades tenham "capacidade e coerência" porque "é preciso que a pessoa tenha provas concretas do que está delatando para a gente não tentar fazer justiça cometendo uma injustiça".

Logo em seguida, usou um argumento constantemente usado por políticos que encampam um discurso punitivista: a frequência com que pessoas presas são soltas poucos dias depois nas audiências de custódia.

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Política

MPO reduz projeção de arrecadação com PIS/Cofins 2026 em R$ 21 bi após zerar alíquota de diesel

A previsão de arrecadação com a Cofins este ano caiu de R$ 423 bilhões, na Lei Orçamentária Anual

24/03/2026 19h00

Crédito: Arquivo / Agência Brasil

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Os ministérios do Planejamento (MPO) e da Fazenda diminuíram a estimativa de arrecadação com o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no acumulado de 2026 em R$ 21 bilhões, após terem decidido zerar a alíquota dos impostos sobre o diesel, em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. Os números constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do primeiro bimestre.

A previsão de arrecadação com a Cofins este ano caiu de R$ 423 bilhões, na Lei Orçamentária Anual (LOA), para R$ 409,6 bilhões.

Já a estimativa de receitas com o PIS/Pasep diminuiu de R$ 118,6 bilhões para R$ 111,0 bilhões. A apresentação divulgada pelo governo não deixa claro se a redução se deve apenas à isenção dos tributos sobre o diesel, anunciada no último dia 12.

O governo já esperava ter uma perda de R$ 20 bilhões com a isenção de impostos, compensada pela criação de um imposto sobre a exportação de petróleo. Neste relatório, a equipe econômica atualizou a expectativa de arrecadação na rubrica "outras receitas administradas pela Receita Federal", de R$ 54,5 bilhões para R$ 73,3 bilhões - um aumento de R$ 18,8 bilhões.

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