Política

Condenado

Gilmar Mendes é condenado a pagar R$ 50 mil a advogado por danos morais

A condenação está relacionada a um processo movido por Carvalhosa por declarações de Gilmar

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O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou nesta quarta-feira (1º) o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes (foto) a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais ao advogado Modesto Carvalhosa. Cabe recurso da decisão.

A condenação está relacionada a um processo movido por Carvalhosa por declarações de Gilmar. Em diferentes momentos, o ministro do STF afirmou que o advogado se beneficiaria da criação de um fundo bilionário com dinheiro de uma indenização imposta à Petrobras por ocasião da Lava Jato. Carvalhosa defendeu empresas investigadas pela operação.

Procurado por meio de sua assessoria, o ministro não se manifestou. O processo encerrado nesta quarta havia sido iniciado em maio do ano passado. Dois anos antes, em 2019, Carvalhosa pediu o impeachment de Gilmar Mendes, baseado em informações obtidas pela Operação Lava Jato.

Documentos produzidos pela operação apontaram que Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores no governo de Michel Temer (MDB), "atuou junto" ao ministro do STF em favor de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa e operador do PSDB em São Paulo. O inquérito foi arquivado em 2022.

A decisão é passível de recursos tanto no TJ-SP como no Superior Tribunal de Justiça, de acordo com a defesa de Gilmar, feita pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch.

Ainda na primeira instância, em 2022, a defesa de Gilmar afirmou que as declarações foram feitas em sua condição profissional de ministro, na qual não pode haver sua responsabilização pessoal direta.
Disse ainda que os magistrados podem fundamentar suas decisões e manifestações com fatos e argumentos diversos, ainda que não diretamente ligados ao processo em julgamento.

Também sustentou que os juízes só podem ser penalizados se tiverem agido de forma dolosa ou fraudulenta e que a responsabilidade civil é originalmente do Estado.
Especificamente sobre as críticas feitas a Carvalhosa, disse na ocasião que o ministro é tratado de modo "nada amistoso" por ele e que não houve caráter ofensivo em crítica à atuação profissional do advogado.

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BASTIDORES DO PODER

Veteranos se unem para levar Londres à presidência da Assembleia Legislativa

Puccinelli, Teixeira, Zeca e Jerson articulam eleição do decano, enquanto Riedel avalia Caravina e Corrêa busca apoio de Azambuja

14/09/2026 07h55

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado Foto: Montagem

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Uma articulação envolvendo alguns dos políticos mais experientes de Mato Grosso do Sul começa a desenhar a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosos do Sul (Alems) na próxima legislatura. 
Conforme apuração do Correio do Estado, o deputado estadual Londres Machado (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado estadual Zeca do PT e o ex-conselheiro Jerson Domingos (União Brasil), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), já teriam se alinhado em torno de um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano do Parlamento estadual.

Nos bastidores, de acordo com a reportagem, o grupo é chamado de “Bancada da Bengala”, em referência à idade e à longa trajetória política de seus integrantes, afinal, juntos, os cinco têm idade média de quase 80 anos. 

Zé Teixeira é o mais velho, com 86 anos, seguido por Londres Machado, de 84 anos, André Puccinelli, com 78 anos, Zeca do PT, com 76 anos, e Jerson Domingos, com 75 anos – ele completará 76 anos em novembro.

No entanto, a movimentação depende do resultado das urnas no dia 4 de outubro, pois, enquanto Londres, Zé Teixeira e Zeca tentam renovar os respectivos mandatos, Puccinelli e Domingos buscam retornar à Alems. 

Caso todos os três sejam reeleitos e os dois eleitos, o grupo pretende trabalhar para que Londres assuma novamente o comando do Legislativo, independentemente das preferências das principais lideranças políticas do Estado.

Embora Zé Teixeira seja o mais velho, Londres é considerado o decano em razão do número de mandatos e do tempo de atuação parlamentar. 

Ele tenta chegar ao 14º mandato de deputado estadual e acumula diversas passagens pela presidência da Alems.

A articulação antecipada pode contrariar os planos do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que busca uma cadeira no Senado, duas das principais forças políticas envolvidas na formação da futura Mesa Diretora.

Riedel cogitaria apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência. O deputado, entretanto, precisaria conquistar um novo mandato e construir maioria entre os parlamentares eleitos. 

No PL, Paulo Corrêa também estaria pressionando Azambuja para receber o apoio do partido na disputa pelo principal cargo da Casa.

PONTO PACÍFICO

Apesar das divergências em torno da presidência, há espaço para uma composição. O ponto considerado pacífico nas conversas é que Riedel e Azambuja poderiam participar diretamente da escolha do primeiro-secretário, segundo posto mais importante da Mesa Diretora e responsável pela administração da Alems.

Para a função, a preferência seria por Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems. O parlamentar mantém bom trânsito tanto com Riedel quanto com Azambuja e também possui uma relação política próxima com Londres Machado. 

Essa condição permitiria que ele funcionasse como elo entre a bancada governista, o grupo ligado ao ex-governador e os parlamentares veteranos. 

A eventual chapa com Londres na presidência e Gerson Claro na primeira-secretaria surgiria, assim, como uma solução para acomodar os diferentes grupos. 

O arranjo preservaria o comando político da Alems com o decano, ao mesmo tempo que garantiria às duas principais lideranças influência sobre a administração da Casa.

Qualquer acordo, entretanto, continuará condicionado ao desempenho dos envolvidos nas eleições. 
Além de conquistarem os respectivos mandato, os integrantes do experiente grupo precisarão reunir votos dos outros 19 deputados estaduais que formarão a próxima legislatura.

* Saiba 

Presidente da Alems precisa ter 13 votos

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 1º de fevereiro de 2027, depois da posse dos 24 deputados estaduais. 

A votação será nominal e aberta, com possibilidade de disputa por chapa ou candidatura individual.
Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisará de pelo menos 13 votos. 

Se ninguém alcançar esse número, haverá uma segunda votação por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso.

Além do presidente, serão escolhidos três vice-presidentes e três secretários para mandatos de dois anos, com possibilidade de reeleição. 

Os interessados deverão registrar as chapas ou candidaturas individuais até o início da sessão, indicando o cargo que pretendem disputar.

O presidente eleito ficará responsável por conduzir as sessões e os trabalhos legislativos, além de participar do comando administrativo da Casa. 

As regras estão previstas no Regimento Interno da Alems.

Caso algum dos cargos não seja preenchido após o segundo escrutínio, será aberto um novo prazo de até 48 horas para inscrições, e outra eleição deverá ocorrer em até 72 horas. Até a definição, os trabalhos serão conduzidos provisoriamente.

BTG/NEXUS

Lula reage e fica numericamente à frente dos adversários no 2º turno

O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante)

14/09/2026 07h11

Pesquisas anteriores apontavam recuo do presidente Lula e avanço de Flávio Bolronaro

Pesquisas anteriores apontavam recuo do presidente Lula e avanço de Flávio Bolronaro

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece numericamente à frente de todos os adversários testados nos cenários de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante), embora permaneça tecnicamente empatado com os dois.

Na simulação contra Flávio, Lula registra 47% das intenções de voto, ante 46% do senador. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum dos dois somam 6%, enquanto 1% não sabe ou não respondeu. Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de setembro, o cenário era inverso: Flávio tinha 46% e Lula, 45%, também em empate técnico.

Lula também passou à frente de Cury numericamente, com 45% contra 42%. Como a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, Cury tinha 45% e Lula, 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam agora 11%, e 2% não souberam responder.

Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula venceria por 47% a 41%. A vantagem do petista passou de três para seis pontos porcentuais: na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Caiado, 43%, em empate técnico. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 11%, e 1% não sabe ou não respondeu.

A maior vantagem de Lula ocorre nos confrontos com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ativista Renan Santos (Missão). O presidente venceria Zema por 49% a 38%, ante 47% a 40% na rodada anterior. Contra Renan, Lula marca 48% e o adversário, 37%; anteriormente, o placar era de 47% a 39%. Os que escolheriam branco, nulo ou nenhum somam 11% no cenário com Zema e 14% na disputa com Renan.

PRIMEIRO TURNO

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, com 42%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. Na rodada anterior, de 8 de setembro, o petista tinha 39%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em seguida, com 37%, ante 35% na pesquisa anterior.

A vantagem numérica de Lula sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou de quatro para cinco pontos porcentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) vem perdendo pontos, mas continua ocupando a terceira posição, com 6% das intenções de voto. Na semana passada, ele registrava 9% e na pesquisa de 31 de agosto, chegou a 11%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, ante 4% na rodada anterior.

O ativista Renan Santos (Missão) aparece com 2%, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 1%, também estável.

Os demais candidatos somam 1%.

Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.

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