Política

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Gleisi: manifestações não pedem 'volta ao passado'

Gleisi: manifestações não pedem 'volta ao passado'

Folhapress

12/02/2014 - 00h00
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Ex-ministra da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que as manifestações populares que ocorrem no país não têm como objetivo mudar o atual governo porque não pedem a "volta ao passado". Com críticas à oposição, a senadora disse que o governo da presidente Dilma Rousseff "ouve a voz das ruas".

"Os manifestantes não pediram a volta do passado, certamente querem um futuro com mais participação e conquistas sociais. E este é o novo Brasil que estamos construindo: com a inflação sob controle e com o equilíbrio das contas públicas", afirmou.

Em um recado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável adversário de Dilma nas eleições para a Presidência da República, Gleisi disse que a proposta do tucano de manter o programa Bolsa Família caso seja eleito mostra que o governo tem "acertos".

"Vi outro dia que um dos líderes da oposição manifesta vontade de adotar o Bolsa Família, um dos principais programas do nosso projeto, como plataforma de sua campanha. Isso nada mais é do que o reconhecimento do nosso acerto, porque a verdade é que a microajuda social de governos anteriores tornou-se um programa real de transformação da vida das pessoas no nosso governo", afirmou.

Aécio apresentou projeto no Senado que transforma o Bolsa Família em programa de Estado - o que, na prática, impede que seja extinto independentemente do partido que seja eleito em outubro para comandar o país.

Na semana passada, Gleisi havia criticado no Senado o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que também deve disputar a corrida ao Palácio do Planalto. Gleisi acusou o pré-candidato de "oportunismo e ingratidão". Foi a primeira fala da petista no Senado, que hoje fez oficialmente sua estreia na tribuna da Casa.

Em mais um recado à oposição, Gleisi afirmou que não se pode "fazer críticas baseadas no vazio". O que não se pode é fazer críticas oportunistas. O que não se pode é criticar o passado que beneficiou quem faz a crítica", disse. "Não somos imunes às críticas, e é desejável que se debata e apresentem propostas alternativas viáveis", completou.

A petista reassumiu o mandato na semana passada, depois de ocupar a Casa Civil por dois anos e sete meses. Gleisi disse que vai exercer o mandato com "disposição, força e coragem". Ela se desincompatibilizou do cargo para disputar, em outubro, o governo do Paraná.

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

Regulamento

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

16/10/2026 19h00

Foto: Antônio Augusto / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.

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