Política

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Governador diz que PSDB respeita acordos e mantém apoio a Trad em 2020

Azambuja acredita que é possível consenso com Executiva Nacional

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O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse nesta segunda-feira (25) que o partido vai cumprir o acordo e apoiar a candidatura à reeleição do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD). Hoje, o Correio do Estado noticiou que uma resolução da executiva nacional do PSDB “deve apresentar candidato próprio a prefeito nas eleições de 2020, nos municípios com mais de 100 mil eleitores, naqueles que tenham geração de programa de televisão e nos considerados estratégicos pela Executiva Nacional”.

“O PSDB sempre foi um partido de cumprir acordo, então não tenho dúvida que essa resolução é um indicativo. O partido sempre respeita as decisões locais, podemos ter a tranquilidade que o PSDB Nacional não fará nada sem ouvir o diretório nacional, o diretório municipal e as lideranças do Mato Grosso do Sul”, garantiu.

Mesmo com a ameaça de eventuais processos administrativos na resolução, Azambuja acredita que é possível haver um consenso. “A executiva nacional vai ouvir que é melhor, o que nós entendemos que é melhor nos acordos que fizemos. Todo partido dá uma diretriz, mas não vai contra as decisões, principalmente sobre cumprimento de acordos políticos”, explicou.

Sobre a confirmação ou não desse apoio, o governador disse que a decisão só será tomada em abril de 2020, às vésperas da data-limite para a desincompatibilização dos cargos para aqueles que serão candidatos. “Vai ter muita mudança de quadros porque não tem mais coligações nas proporcionais, então vamos ter um rearranjo aí das estruturas partidárias no Mato Grosso do Sul e no Brasil. E nesse momento, não tem dúvida que a Executiva Nacional vai ouvir qual é o interesse do partido nas capitais, nas cidades com 100 mil habitantes, qual é o alinhamento que vamos dar”, reforçou.

DETERMINAÇÃO

Nas eleições estaduais de 2018, Azambuja teve o apoio de Trad, que em troca, prometeu apoiar a reeleição do prefeito da Capital em 2020. A Executiva Nacional avaliou a importância das eleições do ano que vem para o pleito de 2022, quando são eleitos o presidente da República, senadores e deputados federais e estaduais.

De acordo com a resolução do PSDB, as executivas municipais têm de manter a nacional informada das iniciativas que objetivem coligação na chapa majoritária e precisam de autorização para comporem. 

O presidente municipal do PSDB em Campo Grande, vereador João César Mattogrosso, em entrevista ao Correio do Estado disse que ainda não está definido o apoio entre o partido e o prefeito. “Não está definido o apoio ao Marcos Trad, existe uma intenção, mas até agora nada oficial. Essa decisão iremos tomar ano que vem, no momento certo, depois de ouvirmos nossos filiados e lideranças”.

“IMPOSIÇÃO”

O presidente do PSDB-MS, Sérgio de Paula, disse em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (25) que a Resolução 010/2019 é clara e impositiva. “Aqui está bem claro, bem claro. É uma imposição, mas eu sempre digo que atrás de uma imposição tem uma orientação. Está dizendo assim: busque o poder nesses grandes centros porque temos uma candidatura em 2022. Porque é importante esse fortalecimento”, disse Sérgio sobre sua interpretação com relação ao texto do presidente nacional Bruno Araújo, assinado no dia 19 deste mês, e se referindo a possível candidatura de João Dória, governador de São Paulo, à presidência da República.

Sérgio de Paula manteve o discurso que apenas em março deve ser avaliado se será realizado o apoio do PSDB ao PSD. “Isso é fortalecimento de partido. Aqui eu já falei várias vezes que em março vamos tratar desse assunto. Aqui tem um diretório municipal constituído, com certeza vão fazer consulta ao diretório estadual. Eu sempre digo que toda regra tem suas exceções, o partido tem três governadores no Brasil - em Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul -, logicamente que essas decisões do partido vão passar pela mão desses governadores”.

eleições 2026

Cúpula da Justiça Eleitoral debaterá em Campo Grande fake news criadas por IA

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian informou que o 59º Ccorelb vai tratar de outros desafios impostos pela tecnologia

21/04/2026 08h30

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento divulgação

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De 22 a 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, vai receber a cúpula da Justiça Eleitoral para a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb), tendo como um dos principais focos o debate para combater as fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano.

Conforme o juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, que atua como auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), esse tema vem ganhando centralidade no debate eleitoral brasileiro diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

Para isso, de acordo com ele, o evento reunirá autoridades de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, além de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando-se como um dos principais fóruns de articulação da Justiça Eleitoral no País.

O magistrado sul-mato-grossense explicou que o Ccorelb é um colegiado que reúne corregedores eleitorais de todo o Brasil para debater e aprimorar práticas relacionadas com a gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. 

Realizados três vezes ao ano, os encontros funcionam como espaços estratégicos para troca de experiências, alinhamento de procedimentos e fortalecimento da atuação conjunta da Justiça Eleitoral.

Olivar Augusto Coneglian acrescentou que Campo Grande foi escolhida para sediar a 59ª edição do
Ccorelb, que é a última antes da eleição deste ano, por vários motivos. “O principal é que o TRE-MS está há vários anos entre as cortes eleitorais que mais rapidamente apura as eleições. E, mais que isso, Mato Grosso do Sul é um dos estados que têm um melhor desenvolvimento do pleito, isso significa que a população tem acesso fácil às urnas e consegue desenvolver a contento seu direito ao voto”, argumentou.

Entre os temas em destaque nesta edição, além do enfrentamento à desinformação produzida com o uso de inteligência artificial, estarão as auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro – frequentemente apontado como referência internacional –, bem como estudos voltados à melhoria da logística eleitoral. 

A redução de filas em locais de votação, problema recorrente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade eleitoral, também deve entrar na pauta. “O avanço das tecnologias exige uma atuação cada vez mais coordenada da Justiça Eleitoral, especialmente no enfrentamento às fake news produzidas por inteligência artificial, que representam um dos maiores desafios para a lisura do processo eleitoral”, assegurou.

Por isso, os corregedores e equipes das corregedorias, além da organização das eleições, também debaterão o assunto. “Combater a produção e a disseminação das notícias falsas sempre foi e sempre será uma das obrigações da Justiça eleitoral”, reforçou.

Dentro desta máxima, ele pontuou que, apesar de ter ainda muito para se estudar e decidir sobre IA, um entendimento que vem se fixando é que não é o caso de só se sancionar quem produz, mas também quem divulga e quem se beneficia do falso. 

“Não basta a pessoa alegar que não sabia que uma notícia que reenviou era falsa, cada cidadão tem a obrigação de verificar antes de replicar”, alertou.

O magistrado ainda explicou que devem ser discutidas iniciativas de modernização dos serviços prestados ao eleitor, como o uso de ferramentas digitais, a ampliação do atendimento remoto e estratégias para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.

Eleições

Caiado afirma que Kassab seria nome ideal para vice em chapa: 'Perfeito, completo em tudo'

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá

20/04/2026 21h00

Divulgação

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Pré-candidato à Presidência pelo PSD, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado afirmou que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, seria o nome ideal para compor sua chapa como vice.

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP).

"Era perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Já tenho o seu apoio. Pode ter certeza, isso daí fecharia com chave de ouro", disse Caiado a jornalistas.

Segundo o ex-governador de Goiás, a negociação sobre a formação da chapa tem sido articulada dentro do partido.

"Nós estamos evoluindo, mas, neste momento, eu quero deixar claro que nós estamos evoluindo mais na parte da construção do plano de governo.", disse. A previsão é que a construção do programa seja finalizada até a convenção do PSD, prevista para julho.

Ronaldo Caiado foi escolhido pré-candidato ao Planalto pela sigla no fim do mês passado. Após a desistência do governador paranaense Ratinho Júnior, o PSD deveria optar entre Caiado e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Kassab registrou o compromisso em Guaratinguetá e ressaltou que após a cerimônia no santuário, o prefeito Junior Filippo (PSD) e "lideranças políticas e empresariais da região" ofereceram um almoço a Caiado.

No passado, a relação entre os dois já foi marcada por embates públicos. Em 2015, então senador, Caiado se referiu a Kassab como "traíra" e "cafetão do Planalto", acusando-o de cooptar parlamentares. Também afirmou que ele tinha "caráter líquido" e se moldava "ao formato do poder".

As postagens no X em que os comentários foram feitos já não estão mais no ar. Gilberto Kassab comentou o assunto no início do ano, pouco depois da filiação de Caiado ao PSD, quando prints das publicações voltaram a circular nas redes.

Segundo o dirigente, os dois mantêm uma relação de amizade "há muitos anos" e as críticas ocorreram em um momento de "muito estresse", em que o PSD se consolidava e o então Democratas (DEM), ao qual Caiado era filiado, atravessava uma crise interna

O presidente do PSD afirmou ainda que, poucos dias depois das publicações, Caiado entrou em contato para se retratar. "O Caiado ligou, pediu desculpas e, durante esses anos todos, tivemos várias oportunidades juntos. Eu posso dizer que somos amigos e há muito respeito da minha parte com ele e dele comigo", disse.

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