Política

De mudança

"Harley Mito", presente de sul-mato-grossense a Bolsonaro, moto de madeira é retirada do Planalto

Desde a última quinta-feira (17), caminhões de mudança têm sido vistos no Palácio da Alvorada

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Na tarde da última sexta-feira (16), a “Harley Mito”, uma escultura de motocicleta feita em madeira, foi retirada do Planalto e colocada em um dos caminhões de mudança estão responsáveis pela desocupação de Jair Bolsonaro (PL) do local.

A escultura havia sido presente de um apoiador de Mato Grosso do Sul, entregue ao presidente em 14 de março deste ano. No dia 15 de março, a moto de madeira foi exposta no Planalto. A escultura tem os dizeres “Harley Mito”, e assim ficou conhecida.
 

Escultura foi exposta no Planalto em 15 de março deste anoReprodução

Segundo o jornal Metrópoles, na tarde da última sexta-feira, também foi possível observar funcionários pintando a rampa principal, que dá acesso ao prédio.

No dia da posse, em 1º de janeiro de 2023, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve subir a rampa para assumir o posto como 39º mandatário da República.

De saída

O atual presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até o dia 1º de janeiro para desocupar o local, que a partir de janeiro volta a ser a moradia do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além do Palácio da Alvorada, a Granja do Torto, outra residência oficial da Presidência da República, e o Palácio Jaburu, designado ao vice-presidente do Brasil, também deverão ser desocupados.

Atualmente, a Granja do Torto é ocupada por Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro.

Conforme noticiado anteriormente, na última semana, o futuro ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), pediu a Guedes para desocupar o Torto para que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilize o imóvel até a posse em 1º de janeiro. Segundo ele, a demanda continua sem retorno de Guedes. “O ministro da Economia está na casa, não deu sinais de quando sairá”.

Julgamento

STF marca para setembro retomada do julgamento da Lei da Ficha Limpa

Placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações

21/08/2026 22h00

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que vai decidir sobre a validade das alterações feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura de políticos condenados nas eleições.

O julgamento do caso foi suspenso em junho deste ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento nesta sexta-feira (21).

Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux.

A Corte julgará uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade. Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa.

A lei também mudou o marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente. 

Se esses dispositivos forem validados pela Corte, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Direito Federal, de Eduardo Cunha para o cargo de deputado federal por Minas Gerais e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro.

tramitação

PEC da escala 6x1 e PEC da Segurança são oficialmente despachadas para CCJ do Senado

O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21

21/08/2026 19h00

Congresso Nacional

Congresso Nacional Arquivo - Senado Federal

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), despachou oficialmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta que dá fim à escala 6x1 e a proposta que amplia poderes da União na segurança pública. O andamento da tramitação foi confirmado pelo site do Senado nesta sexta-feira, 21.

O relator da PEC da escala 6x1 na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a relatoria da PEC da Segurança Pública no colegiado ficou com o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Já aprovadas pela Câmara dos Deputados, as propostas estavam paradas no Senado, em meio ao rompimento de diálogo entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles haviam se afastado depois da votação histórica dos senadores que derrubou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 14 de agosto, Alcolumbre publicou uma nota em que relatou uma "importante conversa institucional" com Lula e comunicou a determinação de encaminhamento dessas propostas para a CCJ. Ele também afirmou que dará andamento ao projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

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