Política

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Ibaneis diz que não vai questionar se Bolsonaro for para Papuda: 'Decisão judicial se cumpre'

Declaração demonstra a mudança de postura que o governo Ibaneis terá caso Bolsonaro seja obrigado a cumprir a pena de 27 anos

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), indica que as tentativas da sua gestão de livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de cumprir a pena no Complexo Penitenciário da Papuda vão cessar no momento em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar a prisão do líder da direita. Ao Estadão, Ibaneis resumiu que "decisão judicial se cumpre".

"Decisão judicial se cumpre. Se for a determinação do STF e da Vara de Execuções Penais (a prisão na Papuda), a Secretaria do Sistema penitenciário irá cumprir", afirmou. "Eu não tenho que acreditar ou deixar de acreditar (se Bolsonaro tem condições de cumprir a pena no presídio). A decisão é do STF e da Vara de Execuções, nós só executamos", completou.

A declaração demonstra a mudança de postura que o governo Ibaneis terá caso Bolsonaro seja obrigado a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado em algum das unidades prisionais do DF. Até o momento, contudo, a administração da capital federal tem feito esforços para evitar o envio do ex-presidente para a Papuda.

Em ofício enviado ao gabinete de Moraes na última quinta-feira, 5, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF pediu que Bolsonaro seja submetido a uma avaliação médica para verificar se tem condições de cumprir pena no presídio da Papuda. No texto, o secretário Wenderson Souza e Teles diz ser necessário verificar a compatibilidade do ex-presidente com a assistência médica e nutricional disponibilizadas nas prisões de Brasília.

Moraes determinou a retirada do pedido do governo da ação, por "ausência de pertinência". Ainda assim, a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), insistiu no gesto ao bolsonarismo ao afirmar em entrevista ao SBT News que o Complexo Penitenciário da Papuda não teria estrutura para receber Bolsonaro por causa da sua condição de saúde. "Ele precisa de uma dieta especial, tem idade avançada, trata-se de um ex-presidente", disse.

Estadão questionou Ibaneis se ele concorda com a avaliação da vice, mas não houve resposta. O governado respondeu, por sua vez, que "ela (Celina) tem mais contato com o Bolsonaro" do que ele.

O envolvimento do GDF nas discussões sobre a prisão de Bolsonaro ocorre porque um dos possíveis destinos do ex-presidente é o 19 º Batalhão de Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha. Conforme informou o Metrópoles, a unidade prisional foi visitada pela chefe de gabinete de Moraes e por uma juíza da Vara de Execuções Penais de Brasília. Outro destino que teria sido averiguado pelas duas é o Centro de Internamento e Reeducação (CIR) da Papuda, onde há uma ala especial para idosos.

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Declaração

Trump afirma que ação no Irã é 'excursão curta' que será finalizada 'muito rápido'

Presidente estadunidense apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário

09/03/2026 19h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 09, que a ação do país no Irã será uma "excursão curta" e que será finalizado muito rápido. Em uma discurso à base republicana, ele defendeu a necessidade de agir para "derrotar o mal", indicando que os iranianos estavam a duas semanas de possuir armas nucleares.

O presidente indicou que ainda não terminou a ação no país, mas apontou para uma série de danos à capacidade iraniana, como 80% de destruição nos locais que possuíam mísseis.

"Temos maior força militar do mundo, agora todos entendem", disse Trump, reforçando o "quão bons são nossos militares". Segundo ele, as ações no Irã e na Venezuela mostraram as capacidades militares do país, que "voltou a ser respeitado", segundo o presidente.

Trump apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário. Segundo ele, a inflação não deverá ter grande impacto da "ação rápida" no Irã.

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Mudança

Escanteado no PL, João Henrique Catan migra para o Novo

Mudança já havia sido comunicada pelo deputado durante sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira

09/03/2026 16h40

Foto: Arquivo / Redes Sociais

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Escanteado no PL, o deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Estado João Henrique Catan oficializou neste domingo (8) sua mudança para o Novo.

A mudança já havia sido comunicada por Catan durante sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Eleito em 2022 com 25.914 votos, destacou que a "onda laranja" - referência a cor do novo partido - vai tomar Mato Grosso do Sul. 

Desafeto antigo do governador Eduardo Riedel e de Reinaldo Azambuja, o deputado deixa o PL por entender que bolsonaristas perderam espaço no antigo partido. Em referência aos ex-companheiros, disse que o Estado precisa de gente com "verdade" e que "tenha lado". A assinatura de filiação ao partido contou até mesmo com direito a "fumaça laranja". 

"Nossas lideranças, nossos colegas, os militantes da direita de Mato Grosso do Sul  foram perdendo seu protagonismo, sempre foram escanteados, para não dizer utilizados ou sub-aproveitados. E,  estando eu em conexão com meu público, com a direita que deseja um novo caminho para Mato Grosso do Sul, venho comunicar vossa excelência e meu líder, deputato Coronel David, que estarei deixando as fileiras do Partido Liberal para encontrar um novo caminho para Mato Grosso do Sul", disse na última sessão. 

Racha no partido

Na eleição de 2022, tanto Riedel  quanto Azambuja eram do PSDB e por conta disso o deputado alega que eles não representam o que ele chama de "verdadeira direita". 

Recentemente o ex-governador e o governador se encontraram com Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, dias depois das polêmicas informações envolvendo o deputado federal Marcos Pollon (PL).

Na primeira, veio a público uma anotação do próprio FLávio Bolsonaro dizendo que Pollon havia exigido R$ 15 milhões para abrir mão da disputa ao Senado, vaga que foi prometida a Reinaldo Azambuja. No dia sequinta, Flávio veio a público dizendo que as anotações eram somente para que ele se lembrasse de avisar a Pollon que existiam comentários de que ele estaria exigindo este pagamento. 

Depois disso, porém, Michele Bolsonaro divulgou uma carta de Jair Bolsonaro na qual ele dizia que seu candidato a senador em Mato Grosso do Sul era Marcos Pollon. Esta carta foi interpretada como sendo uma traição da família Bolsonaro a Azambuja, já que acordo anterior havia previsto que Azambuja e o Capitão Contar fossem os candidatos da direita ao Senado. 

Janela

O  anúncio de Catan ocorreu no primeiro dia para que deputados troquem de partido sem correrem o risco de perderem o mandato. E, conforme o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, nas próximas semanas devem ocorreram várias mudanças semelhantes. 

Dos 24 parlamentares, quase a metade deve trocar de partido e o PL, agora comandado por Reinaldo Azambuja, deve ter o maior número de filiações.

A previsão é de que receba os tucanos Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa . Além disso, Marcio Fernandes (MDB) e Lucas de Lima (sem partido) devem ter o mesmo destino. Assim, apesar de perder Catan, o PL ficaria com sete deputados, pois contina com Neno Razuk e Coronel David. 

Jamilson Name, por sua vez deve se filiar ao PP, se juntando a Londres Machado e Gerson Claro.  Outro que deve mudar de sigla é Paulo Duarte, que deve deixar o PSB e se filiar ao PSDB. Pedrossian Neto  também estuda a trocar o PSD pelo Republicanos. Rinaldo Modesto, por sua vez, está de olho no Podemos. 

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