Política

OPERAÇÃO CIFRA NEGRA

Justiça condena 9 por fraude em licitações e organização criminosa na Câmara de Dourados

Ex-presidente da Casa, Idenor Machado, pegou mais de 12 anos de prisão por corrupção, peculato e organização criminosa

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A 1ª Vara Criminal de Dourados condenou nove pessoas denunciadas na Operação Cifra Negra, que investigou um esquema de fraudes em licitações da Câmara Municipal de Dourados entre 2010 e 2018. A sentença, assinada pelo juiz Marcelo da Silva Cassavara, foi disponibilizada nos autos em 24 de julho e julgou parcialmente procedente a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) em fevereiro de 2019.

Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas. Cinco foram absolvidas por falta de provas. O juiz também reconheceu a prescrição de dois dos oito contratos administrativos investigados e afastou a acusação de fraude à licitação contra o ex-presidente da Câmara, Idenor Machado, em razão da idade dele, mas o condenou por outros crimes.

O processo reúne acusações de organização criminosa, fraude à licitação, peculato e corrupção ativa e passiva. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), e os condenados poderão recorrer em liberdade.

Esquema

Segundo o MPE, entre 2010 e 2018, vereadores, servidores e empresários fraudaram, por oito vezes, o caráter competitivo de licitações da Câmara de Dourados. A manobra utilizava empresas de um mesmo grupo econômico, apontado na investigação como "grupo Quality", para simular concorrência e garantir que uma delas vencesse cada certame.

Segundo a denúncia, fariam parte desse grupo a Quality Sistemas Ltda., a KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios (atual Plenus Consultoria) e a Digit@l Informática, posteriormente denominada FA Vasum e, atualmente, Jaison Coutinho-ME.

Para viabilizar o esquema, aponta o MPE, os empresários ligados a essas empresas pagavam propina à Mesa Diretora da Câmara, formada, em diferentes períodos, por Idenor Machado, Dirceu Aparecido Longhi, Pedro Alves de Lima e Cirilo Ramão Ruis Cardoso, além de servidores do órgão, entre eles Amilton Salina e Alexsandro Oliveira de Souza, ex-diretor administrativo e ex-presidente da Comissão Permanente de Licitações.

A ação penal nasceu da Operação Cifra Negra, deflagrada em dezembro de 2018. A investigação teve como ponto de partida documentos apreendidos em agosto de 2013 na sede da Quality Sistemas, durante as operações Argonautas e Teto de Vidro, da Polícia Federal em Dourados, além de relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU).

Os contratos investigados foram originados de tomadas de preços e convites realizados pela Câmara ao longo dos anos. Antes de julgar o mérito, o juiz declarou prescrita a pretensão punitiva referente a dois dos oito contratos, o que extinguiu a punibilidade de todos os réus em relação a esses dois procedimentos. A Justiça seguiu entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que o prazo prescricional do crime de fraude à licitação é contado a partir da assinatura do contrato ou, havendo aditivos, do último deles. Como a pena máxima para esse crime é de quatro anos, o prazo prescricional é de oito anos.

Um caso à parte foi o de Idenor Machado. Ele já tinha 72 anos quando a denúncia foi recebida, em maio de 2022, o que reduz pela metade o prazo prescricional, por força do Código Penal. A punibilidade de Idenor foi declarada extinta em relação a todas as imputações de fraude à licitação, não apenas às dos dois contratos prescritos para os demais réus. Ele, porém, segue condenado por outros crimes.

Condenações

Foram condenados Idenor Machado, Alexsandro Oliveira de Souza, Denis da Maia, Patrícia Guirandelli Albuquerque, Karina Alves de Almeida, Franciele Aparecida Vasum, Jaison Coutinho, Uglaybe Fernandes Farias e Alexandre Zamboni.

Idenor Machado foi condenado por corrupção passiva qualificada, peculato e organização criminosa. A pena é de 12 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, além de 109 dias-multa, em regime fechado.

Alexsandro Oliveira de Souza, que firmou acordo de colaboração premiada em 2018 e se retratou ao ser ouvido em juízo, em maio de 2025, foi condenado pelos mesmos crimes atribuídos a Idenor, além de fraude à licitação por seis vezes. A pena total é de 3 anos, 4 meses e 15 dias de detenção, mais 12 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, além de 188 dias-multa.

Denis da Maia, apontado na sentença como líder da organização, foi condenado por fraude à licitação, corrupção ativa e organização criminosa, com pena agravada pela liderança do grupo. A condenação totaliza 4 anos, 4 meses e 15 dias de detenção, além de 10 anos, 8 meses e 22 dias de reclusão e 335 dias-multa. Ele foi o único condenado por corrupção ativa no processo.

Patrícia Guirandelli Albuquerque foi condenada por fraude à licitação nos seis contratos não prescritos e por organização criminosa. A pena é de 3 anos, 4 meses e 15 dias de detenção, além de 3 anos e 6 meses de reclusão.

Karina Alves de Almeida foi condenada por fraude à licitação em dois contratos e por organização criminosa. A pena é de 3 anos e 6 meses de reclusão, além de 2 anos, 7 meses e 15 dias de detenção.

Franciele Aparecida Vasum e Jaison Coutinho foram condenados por fraude à licitação em três contratos cada um e por organização criminosa. Jaison teve o regime fechado fixado para a pena de reclusão em razão de antecedentes criminais em outro processo.

Uglaybe Fernandes Farias e Alexandre Zamboni, proprietários de empresas de informática que também participaram dos certames, foram condenados apenas por fraude à licitação — em dois contratos, no caso de Uglaybe, e em um, no caso de Zamboni — e absolvidos da acusação de integrar organização criminosa. A pena de ambos foi substituída por restritivas de direitos, em regime aberto.

Os absolvidos

Foram absolvidos, por falta de provas, Dirceu Aparecido Longhi, Cirilo Ramão Ruis Cardoso e Pedro Alves de Lima, os outros três integrantes da Mesa Diretora ao lado de Idenor, além de Amilton Salina e Cleiton Gomes Teodoro.

Na sentença, o juiz escreveu que, em relação a esse trio da Mesa Diretora, "toda a tese acusatória se baseia em elementos de presunção e provas informais, não ratificadas em juízo". As testemunhas que mencionaram pagamento de propina admitiram, em depoimento, que não presenciaram entregas de dinheiro e apenas reproduziram conversas ouvidas de terceiros, prova considerada insuficiente para condenação.

A colaboração premiada de Alexsandro também perdeu força como prova contra terceiros depois que ele se retratou perante o juízo, alegando ter sido coagido a assinar o acordo em 2018. O juiz manteve a validade do acordo, mas reduziu o peso das declarações de Alexsandro no julgamento dos demais réus.

Amilton Salina foi absolvido porque o juiz acolheu a explicação da defesa de que seis depósitos mensais de R$ 1 mil recebidos da Quality, totalizando R$ 6 mil, feitos na conta da esposa dele, correspondiam ao pagamento pelo uso de um sistema de informática desenvolvido por ele quando era servidor da Câmara e que continuou sendo utilizado pelo órgão após sua saída do cargo. Cleiton Gomes Teodoro foi absolvido porque o único contrato a ele atribuído é um dos que já estavam prescritos.

Investigação

A investigação que serviu de base para a denúncia reúne relatórios da CGU e da Polícia Federal, planilhas financeiras, agendas apreendidas na sede da Quality Sistemas, comprovantes de depósitos e fotografias produzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Entre os valores citados na sentença estão depósitos da Quality na conta de Alexsandro, que somaram R$ 53,6 mil entre janeiro e maio de 2013, além de cerca de R$ 21 mil que ele teria recebido em espécie durante viagens a Campo Grande; uma planilha financeira atribuída a um irmão de Denis da Maia, com R$ 169,4 mil destinados a uma rubrica identificada como "CM Dourados" entre janeiro e agosto de 2013; e dois depósitos de R$ 2.352 em nome de Patrícia Guirandelli.

O juiz negou o pedido do MPE de indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 5 milhões, e de restituição ao erário, não por considerar o pedido descabido, mas porque o montante não havia sido indicado na denúncia original, o que, segundo a sentença, violaria o direito de defesa dos réus. Também negou o pedido de perda do cargo público de Pedro Alves de Lima, uma vez que ele foi absolvido.
 

Atlas/Bloomberg

Lula tem 49,2% e Flávio registra 42,9% no 2º turno, diz pesquisa

Na pesquisa do mês passado, o petista tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

29/07/2026 07h24

No cenário de primeiro turno, Lula registra 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio, com 35,8%

No cenário de primeiro turno, Lula registra 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio, com 35,8%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. De acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 29, o atual presidente tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% do pré-candidato do PL em um eventual segundo turno. A diferença é de 6,3 pontos porcentuais a favor do atual presidente.

Tanto Lula quanto Flávio oscilaram dentro da margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos. Na pesquisa do mês passado, o petista tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa também indica vitória de Lula contra todos os outros candidatos testados em cenários de segundo turno.

O presidente tem 48,2% contra 38,9% de Ronaldo Caiado (PSD); 48,6% contra 39,6% de Romeu Zema (Novo); 47,6% contra 30,2% de Renan Santos (Missão); e 48,8% contra 42,5% da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 eleitores por meio de questionário aplicado pela internet entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08602/2026.

Primeiro turno

No cenário de primeiro turno, Lula registra 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio com 35,8%. Na rodada anterior, o petista tinha 46,3% e o senador, 36,6%.

Neste caso, não é possível comparar os dois resultados porque a lista de candidatos apresentada aos eleitores não é a mesma - o levantamento atual não conta com Aécio Neves (PSDB) nem Joaquim Barbosa (DC).

Na terceira colocação, Renan Santos registra 7,8% das intenções de voto. Caiado (3,1%), Zema (2,8%), Samara Martins (2,1%) e Augusto Cury (1,6%) estão empatados tecnicamente.

Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) pontuaram abaixo de 1%. Indecisos são 1% e brancos e nulos, 0,6%.

Rejeição

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre quais políticos eles não votariam de jeito nenhum. O mais rejeitado é Flávio Bolsonaro, com 52,9%. Lula é o segundo da lista, com 49,4%.

Na sequência, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42,6% de rejeição, Michelle Bolsonaro, com 39,2% e Renan Santos, citado por 38% dos entrevistados. A rejeição a Zema é de 37,7%, seguido de Caiado, com 33,3%.

Mundo

Peru comemora Dia da Independência com posse de Keiko Fujimori

No juramento, ela prometeu que defenderá a soberania nacional, a liberdade, a democracia e a independência dos poderes

28/07/2026 19h00

Connie France/AFP

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Keiko Fujimori assumiu nesta terça-feira, 28, o cargo de presidente do Peru, após prestar juramento em uma cerimônia no Congresso, com o desafio de enfrentar o aumento do crime organizado e uma grave instabilidade política.

No juramento, ela prometeu que defenderá a soberania nacional, a liberdade, a democracia e a independência dos poderes. Acrescentou que cumprirá e fará cumprir a Constituição, respeitará as leis e zelará pela integridade física e moral de todos os peruanos, "especialmente daqueles que foram historicamente marginalizados".

Em seguida, colocou uma faixa presidencial nas cores vermelho e branco, confeccionada com um tecido brilhante e fios banhados a ouro.

Fujimori foi recebida no Congresso com aplausos dos senadores e deputados de seu partido político, a Força Popular, e das delegações estrangeiras. Ela havia se deslocado em um veículo cercado por guarda-costas pelas poucas quadras que separam o Ministério das Relações Exteriores do Parlamento, no centro histórico de Lima.

Na tribuna do Congresso estavam suas duas filhas, de 18 e 17 anos, e dois de seus irmãos que não participam da política local Chamou a atenção a ausência de seu irmão mais novo, Kenji Fujimori, que foi um legislador popular que disputou com ela a liderança da Fuerza Popular em 2018 e acabou sendo expulso do partido.

A programação começou com a tradicional missa do Dia da Independência, celebrando os 205 anos da independência do país, e foi concluída no Congresso, onde ocorreu a transferência de poder e o primeiro pronunciamento da nova presidente.

Keiko prometeu endurecer combate ao crime organizado

Após tomar posse, Keiko apresentou ao Congresso as principais diretrizes do novo governo. Durante seu discurso, ela reforçou as promessas de endurecer o combate ao crime organizado, considerado o principal desafio da nova gestão, além de abordar medidas para recuperar a estabilidade política, impulsionar a economia e enfrentar os possíveis impactos do fenômeno El Niño no país. "Temos medo por nossas vidas ao sair de casa ou de que nossas casas sejam inundadas nos próximos meses", declarou.

A presidente eleita afirmou que as Forças Armadas deverão liderar as operações de segurança temporariamente em regiões do país com altos índices de violência e criminalidade, em coordenação com a Polícia Nacional.

"Faremos uso de todas as ferramentas que a Constituição permite ao governo", disse. Segundo ela, a situação em que recebe o Estado é tão catastrófica que fez com que o Peru tenha hoje uma das maiores desigualdades sociais.

Entre suas prioridades, ela destacou o fortalecimento da Polícia Nacional e um processo de modernização que incluirá sistemas de vídeo, inteligência artificial (IA) e centros de comando capazes de dar uma resposta rápida à criminalidade.

Fujimori afirmou ainda que "a luta não será apenas contra o criminoso comum: iremos atrás das máfias nacionais e internacionais que financiam a extorsão, os assassinatos por encomenda, o tráfico de drogas e a mineração ilegal".

"Nenhum integrante que se dedique à prática de crimes encontrará proteção em nosso governo", afirmou. Ela ainda afirmou que deverá promover uma reforma penitenciária, para que as prisões "voltem a ser centros de reclusão e não centros de operação do crime organizado".

Keiko afirmou também que agora se inicia uma contagem regressiva irreversível, na qual cada órgão terá de trabalhar intensamente, com metas e prestação de contas constantes.

Presidente recebeu representantes de delegações estrangeiras

Antes da sessão solene, Keiko recebeu representantes das delegações estrangeiras na sede do Ministério das Relações Exteriores, no Centro Histórico de Lima. A cerimônia de posse reuniu autoridades de diversos países, entre elas os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Equador, Daniel Noboa, do Paraguai, Santiago Peña, e do Uruguai, Yamandú Orsi, além do rei espanhol Felipe VI. O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Antes de seguir para o Congresso para a cerimônia de transmissão da faixa presidencial, o presidente interino, José María Balcázar, falou com a imprensa ao deixar a celebração religiosa. Na ocasião, desejou sucesso à sucessora e afirmou que entregava "um país com uma economia saudável, tudo em ordem".

Na véspera da posse, a presidente definiu os primeiros nomes do gabinete. O vice-presidente Luis Galarreta foi escolhido para comandar o Conselho de Ministros, cargo equivalente ao de primeiro-ministro. Também foram anunciados o economista Elmer Cuba para o Ministério da Economia e o ex-jornalista e ex-candidato à Presidência Carlos Espá para o Ministério das Relações Exteriores. Os demais integrantes da equipe, formada por 19 ministérios, devem ser apresentados após a cerimônia.

Aos 51 anos, Keiko retorna o fujimorismo ao poder após vencer a eleição presidencial de junho por uma diferença inferior a 50 mil votos sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela assume um mandato até 2031 em um país que teve oito presidentes desde 2016 e enfrenta um período de intensa polarização política.

Posse ocorreu em meio a protestos de familiares

Um grupo de parlamentares da oposição retirou-se do plenário do Parlamento pouco antes de Keiko Fujimori iniciar seu discurso de posse, ao grito de "justiça para as vítimas", em referência às 50 pessoas assassinadas entre 2022 e 2023 nos protestos contra o governo da ex-presidente Dina Boluarte, aliada de Fujimori.

A saída dos membros da oposição, especialmente do Juntos pelo Peru, foi recebida com aplausos dos parlamentares conservadores da Força Popular, o partido de Fujimori, e de seus aliados. Fujimori observou o ocorrido em silêncio.

Familiares dos manifestantes mortos nos protestos de 2022 e 2023 e das pessoas assassinadas durante o governo do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) lavaram bandeiras vermelho e brancas do Peru e afirmaram que a presidente eleita não os representa.

"A justiça está longe de nós; hoje lavamos a bandeira em memória desses mártires que foram assassinados desde 12 de dezembro de 2022... mas também por aqueles irmãos que continuam esperando há 35 anos, por aqueles mortos que até hoje não foram encontrados", disse Milagros Samillán, irmã de Marco Samillán, um estudante de medicina assassinado em 2023 pelas forças de segurança enquanto prestava socorro a manifestantes feridos.

Ela acrescentou que "Keiko Fujimori não nos representa, não é nossa presidente; lavamos a bandeira que deveria estar limpa, mas continua manchada de sangue, injustiça, corrupção e impunidade".

O partido de Fujimori no Parlamento protegeu, com seus votos, a então presidente Dina Boluarte de sete pedidos de impeachment. Por fim, Boluarte foi destituída pelo Parlamento em outubro de 2025.

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