Política

Páscoa

Justiça nega viagem a Delúbio

Justiça nega viagem a Delúbio

G1

11/04/2014 - 18h05
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O juiz Mário José de Assis Pegado, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, rejeitou nesta sexta-feira (11) pedido feito pela defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares para viajar no feriado da Páscoa, entre os dias 18 e 21 de abril, para a cidade de Buriti Alegre, em Goiás, onde mora a família dele.

Delúbio Soares cumpre pena de 6 anos e 8 meses pelo crime de corrupção ativa imposta pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão.

O ex-tesoureiro, que já tem direito a trabalho externo, pediu autorização à Justiça para viajar para visitar a família. Delúbio Soares trabalha na unidade de Brasília da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Ao decidir sobre o pedido, o magistrado ressaltou que Delúbio Soares não tem direito às chamadas saídas temporárias, para as quais há exigência de cumprimento de um sexto da pena. No entanto, o juiz destaca que o ex-tesoureiro será beneficiado com a saída especial, prevista em portaria e que beneficiará todos os presos do semiaberto com direito a trabalho externo.

A portaria 3/2014, publicada no site do Tribunal de Justiça do DF, estabelece que todos os presos do semiaberto do DF que têm autorização de trabalho externo e autorização para saídas quinzenais ou para saídas temporárias poderão sair e permanecer no Distrito Federal entre 10h do dia 17 de abril e 10h do dia 22 de abril. Quem trabalha, pode voltar ao presídio depois do expediente.

Com isso, deverão ser liberados para sair do presídio durante a Páscoa os ex-deputados João Paulo Cunha e o ex-assessor parlamentar Jacinto Lamas, também condenados no processo do mensalão do PT.

"Cumpre registrar, no entanto, que a referida portaria limita a circulação dos
apenados liberados ao território do Distrito Federal. Ademais, uma das condições para o
gozo do benefício referente à Saída Especial é a proibição de que o beneficiário se
ausente do Distrito Federal, com exceção àqueles que residem nas cidades do entorno
do DF", afirma o juiz

A regra veda a saída, no entanto, de quem responde a inquérito discplinar - com isso, o ex-deputado Valdemar Costa Neto não poderá sair do presídio. Ele é investigado por ter se encontrado com políticos do PR durante horário do expediente. O ex-deputado Bispo Rodrigues também é investigado por ter ido a uma igreja. Já o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu não poderá ir porque não tem direito a trabalho externo.

pesquisa

Flávio tem 48% e Lula 45%, em empate técnico, aponta BTG/Nexus

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%

13/10/2026 06h56

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

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O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem 48% das intenções de voto e o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tem 45%, segundo a primeira pesquisa BTG/Nexus deste segundo turno, divulgada nesta terça-feira, 13. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No resultado oficial do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na BTG/Nexus divulgada nesta terça, os que dizem que não irão votar em nenhum dos dois candidatos, ou votarão branco/nulo somam 5%. Os que não sabem ou não responderam são 2%.

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%, também em empate técnico. Nenhum, branco e nulo somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone, entre 10 e 12 de outubro, a pedido do banco BTG Pactual. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07997/2026.

senadora por ms

Tereza Cristina: Se eleito, Flávio Bolsonaro terá de equilibrar relação com China e EUA

Senadora de MS disse que as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais

12/10/2026 20h00

Foto: Senado

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou à GloboNews que, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a Presidência da República, terá de equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos, diante dos interesses concorrentes das duas potências no agronegócio. Segundo ela, as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais.

"Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam", afirmou a senadora, em entrevista ao comentar como poderá ser a política de comércio exterior em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. "Ele vai ter que ver as questões do Brasil, o que é importante para o Brasil", acrescentou.

Tereza Cristina disse que não conversou com Flávio sobre como ele pretende conduzir a política externa e comercial. Ressaltou, porém, que o agronegócio brasileiro mantém uma relação comercial importante com a China, principal compradora dos produtos do setor, enquanto os Estados Unidos são um concorrente do Brasil no abastecimento desse mercado em várias commodities.

"O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação", disse.

Na avaliação da senadora, a relação com Washington também exigirá equilíbrio, considerando a importância dos investimentos norte-americanos no Brasil. Ela afirmou que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no País e um parceiro importante para a economia brasileira.

Tereza Cristina afirmou que espera uma condução equilibrada das relações comerciais com os dois países. Segundo ela, o Brasil conseguiu manter parcerias tanto com os chineses quanto com os norte-americanos mesmo diante de divergências. "Eu tenho certeza que o equilíbrio vai ser colocado à mesa nessas discussões", disse.

A senadora também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ela, não se restringe ao Brasil. "O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil", afirmou.

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