Política

ABORTO

Lula diz que não viu 'novidade' na declaração do Papa

Lula diz que não viu 'novidade' na declaração do Papa

g1

29/10/2010 - 14h22
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (29), no Salão Internacional do Automóvel, no Anhembi, em São Paulo que não viu novidade na declaração do Papa Bento XVI sobre o aborto.  Lula  deixou claro que a declaração, às vésperas da votação do segundo turno, marcado pela discussão sobre o aborto, pode ser emitida pelo pontífice todas as vezes que é questionado sobre o assunto.

"Não vi nenhuma novidade na declaração do Papa. Isso é um comportamento da Igreja Católica desde que ela existe. Se você for ver o que a Igreja Católica falava há dois mil anos atrás, ela falava exatamente o que o Papa falou. Isso pode ser falado a qualquer momento, pode ser falado ontem, hoje e amanhã", disse Lula. "Toda vez que perguntar para o Papa sobre a questão do aborto, ele vai dizer exatamente o que ele disse", afirmou.

Lula deixou claro que a questão deve ser resolvida na esfera privada. "Cada um vai de acordo com a sua consciência. Este país é democrático, um país laico. Portanto, as pessoas se manifestam do jeito que quiserem. A liberdade é bom por isso. Porque a gente ganha ou a gente perde, a gente pode pagar o preço pelos erros que cometeu", disse o presidente, para logo em seguida emendar: "Devo ter cometido muitos erros, mas pelo reconhecimento da sociedade brasileira, tive mais acertos."

Lula  criticou o  nível da campanha  e disse que sua candidata, Dilma Rousseff, foi vítima de preconceito. "Fiquei triste porque a campanha teve nível muito baixo. A candidata Dilma foi vítima de preconceito mais uma vez mostrado de forma arraigada contra a mulher brasileira."

Corinthians
Em fim de mandato, Lula disse que vai realizar um sonho ao deixar a presidência. "Uma coisa que eu quero fazer no ano que vem, prazerosamente, é comprar um ingresso no Pacaembu, sentar na arquibancada e ver um jogo de futebol. Faz dez anos que eu não faço isso."

Lula não quis responder sobre a possibilidade de o Corinthians ser campeão e rejeitou a ideia de ser presidente do clube.

Fotografado durante a feira ao lado de vários modelos importados, Lula afirmou que não pretende comprar carro para quando deixar a presidência. "Um ex-presidente não pode utilizar aqueles carros, são muito bonitos."

Provocado pelos repórteres sobre a beleza das moças que expõem os carros, desconversou. "Nem vi as modelos, olhei só os modelos (carros.)"

Lula brincou com os repórteres ao se despedir. "Boa eleição, todo mundo comparecendo para votar. Se não tiver candidato e ainda estiver indefinido, vote naminha candidata." O presidente visitou o vice-presidente José Alencar no hospital Sírio-Libanês antes de embarcar para Recife (PE).

Balanço positivo
O presidente  comemorou os indicadores de emprego ao final de seu mandato e reafirmou a possibilidade de a economia brasileira ultrapassar a de países desenvolvidos.

" Acho que o Brasil vai chegar ao final do ano com vários indicadores na área econômica comose fosse um país desenvolvido e altamente desenvolvido. Os índices de desemprego divulgado pelo IBGE nesta semana, de 6,2 no Brasil, contra 10 nos Estados Unidos e Europa, demonstram que o Brasil pode ser considerado em situação de pleno emprego. Eu vejo em um horizonte de futuro só melhora para o Brasil. Não há como o Brasil retroceder. O mundo está acreditando no Brasil. O caminho está totalmente sólido para o que o Brasil se tranforme rapidamente em uma economia avançada."

O presidente afirmou que o Brasil sobe no ranking mundial de produção de carros e pode ameaçar os líderes da lista. "Nós éramos outro dia o sexto país produtor de automóveis. Já somos o quarto país produtor do mundo. Ou seja,  se os chineses vacilarem, e os americanos, daqui a pouco já estaremos passando eles e o Japão. É bom eles começarem a produzir logo e a vender carro. Acabar com a recessão para que a gente possa mandar nossos produtos para lá."

O presidente  disse que fará uma reunião com as montadoras antes do final do ano para discutir ajustes e tratar dos carros híbridos, tecnologia que, segundo ele, ainda é embrionária. "Nós estamos avançando. Se vocês visitarem a feira, vocês vão perceber a quantidade de carros híbridos. Estamos no caminho certo para encontrar mais alternativas."

Política

Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

Dos partidos registrados no TSE, 13 indicaram candidatos à Presidência

09/08/2026 19h00

Eleições

Eleições Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Termina às 19h do dia 15 de agosto o prazo para os partidos registrarem as candidaturas para as eleições deste ano. Com o fim das convenções partidárias, cujo prazo para realização terminou na quarta-feira (5), agora os partidos devem registrar os candidatos nos tribunais eleitorais.

Para candidatos a presidente e a vice-presidente da República, as solicitações serão feitas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); para senador, deputado federal, governador e vice-governador, deputado distrital e deputado estadual, nos tribunais regionais eleitorais. 

Dos 30 partidos registrados no TSE, 13 têm candidatos à Presidência da República. Os demais anunciaram apoio a candidatos de legendas diferentes à sua ou declararam neutralidade na corrida presidencial.

A decisão pela neutralidade é um sinal de que o partido volta seus esforços para os estados, em um trabalho para ter bancadas significativas nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

Candidatos a presidente da República confirmados nas convenções nacionais:

Augusto Cury (Avante)

Clariana Barão (DC)

Edmilson Costa (PCB)

Flávio Bolsonaro (PL)

Hertz Dias (PSTU)

Leonardo Avalanche (PRTB)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Renan Santos (Missão)

Romeu Zema (Novo)

Ronaldo Caiado (PSD)

Rui Costa Pimenta (PCO)

Samara Martins (UP)

Wilson Grassi Júnior (Democrata)

Essas candidaturas, no entanto, precisam ser confirmadas com o registro junto ao TSE.

Consulta

Após registrado, o candidato aparece no sistema do tribunal eleitoral, que pode ser consultado por qualquer cidadão. No sistema DivulgaCand é possível encontrar informações detalhadas sobre todos os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral, entre as quais as suas contas eleitorais e as dos partidos políticos.

Eleições 2026

Riedel e adversários podem gastar até R$ 9,3 milhões na corrida pelo Governo

Até o momento, sistema de candidaturas possui registro de apenas três postulantes à governadoria

09/08/2026 15h30

Eduardo Riedel

Eduardo Riedel Marcelo Victor / Correio do Estado

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Candidato à reeleição, o governador Eduardo Riedel (PP) e os demais postulantes ao Governo do Estado poderão movimentar até R$ 9,3 milhões de reais durante a campanha eleitoral de 2026.

Riedel registrou candidatura com limite de gastos de R$ 6.226.082,16 no primeiro turno e, caso avance para a segunda etapa, poderá gastar mais R$ 3.113.041,08, métrica que se aplica aos demais candidatos.

O registro de candidatura do atual governador foi o segundo a ser formalizado e consta no sistema da Justiça Eleitoral como “aguardando julgamento”. Antes dele, Lucien Rezende (PSOL) havia registrado a candidatura. Também já aparece no sistema o nome do ex-deputado federal Fábio Trad, candidato do PT ao Executivo estadual.

Além do teto de gastos, os registros eleitorais também permitem visualizar o patrimônio declarado pelos candidatos.

Riedel informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 16.147.849,34 em bens, valor 22,16% inferior ao declarado nas eleições de 2022, quando informou patrimônio de R$ 20.744.288,42. A diferença é de aproximadamente R$ 4,6 milhões.

O patrimônio do governador é concentrado principalmente em bens relacionados à atividade rural. Entre os itens de maior valor estão R$ 12,25 milhões em bens vinculados à atividade rural e R$ 2,08 milhões correspondentes a 521 cabeças de gado. Riedel também declarou R$ 624,3 mil em créditos a receber e R$ 439,7 mil mantidos em contas correntes, poupança e investimentos bancários.

Na relação de veículos, aparecem uma Ford Ranger 2024, avaliada em R$ 321,8 mil, uma Ford Edge 2011, de R$ 96 mil, e uma motocicleta BMW 2026, declarada por R$ 113,9 mil. O candidato também informou participações em cooperativas e outras empresas, incluindo uma quota de R$ 95,5 mil no Sicredi Centro Sul MS/BA e outra de R$ 60,7 mil na Cooperativa de Plantadores de Cana de São Paulo.

Adversários 

Primeiro candidato a registrar a candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026, Lucien Rezende (PSOL) declarou patrimônio de R$ 500 mil. O valor representa crescimento em relação à declaração apresentada nas eleições municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de Ribas do Rio Pardo e informou cerca de R$ 135 mil em bens.

Na declaração deste ano, o patrimônio de Rezende é composto por dois imóveis, cada um avaliado em R$ 250 mil.

Já Fábio Trad, candidato do PT ao Governo do Estado, declarou patrimônio de aproximadamente R$ 3,6 milhões. O ex-deputado federal possui terrenos, veículos e valores aplicados no sistema financeiro, que representam parcela significativa dos bens informados à Justiça Eleitoral. 

Em comparação com o atual governador, Trad aumentou seu patrimônio em 55%, crescimento de R$ 1,2 milhão nos últimos quatro anos. 

O partido tenta retomar o controle sobre a governadora estadual após quase 20 anos. Último governo petista de Mato Grosso do Sul foi de Zeca do PT, líder executivo por dois mandatos entre 1999 e 2007.

Eduardo Riedel Fábio Trad durante a convenção nacional do PT /  Divulgação 

A definição dos registros ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. Além dos citados, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) também é considerado nome que pode conquistar número expressivo de votos em 2026, contudo, sua candidatura não consta no sistema eleitoral até o momento de publicação desta matéria.

Além dele, o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) também declarou disputar o controle sobre a governadoria, assim como Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir) e Renato Gomes (DC). 

Cabe destacar que os candidatos devem formalizar sua respectivas candidaturas até o próximo sábado (15). 

*Saiba 

O limite de gastos representa o teto permitido para cada candidatura e não significa que os candidatos necessariamente utilizarão todo o valor autorizado.

 

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