Política

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Lula é a grande estrela no último dia da propaganda política na TV

Lula é a grande estrela no último dia da propaganda política na TV

Brasília

30/10/2010 - 05h40
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No último dia do horário eleitoral gratuito na TV deste segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior cabo eleitoral e padrinho político da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi mais uma vez a grande estrela do programa da legenda. Assim como ocorreu na abertura da propaganda política do primeiro turno, os holofotes estavam centrados em Lula.

Ontem, os candidatos exibiram seus programas de despedida do eleitor, no último dia de propaganda de rádio e televisão do segundo turno.

No programa de Dilma, imagens em preto e branco mostraram a trajetória de Lula como o primeiro presidente operário do Brasil. Em tom emocionado, Lula pediu votos para sua afilhada política, a quem classificou de mulher competente e guerreira, e aproveitou para se despedir do eleitorado, a dois meses do fim do seu mandato: "Pela primeira vez depois de cinco eleições meu retratinho não estará na urna, mas, na hora que você apertar o 13 e aparecer o retratinho de Dilma, você vai estar votando um pouquinho em mim."

Já o programa do presidenciável José Serra (PSDB) apostou na biografia do tucano e na comparação com sua adversária petista, classificada como uma pessoa sem experiência e que só chegou a disputar o maior cargo do País por causa do padrinho bem avaliado, referindo-se a Lula. Logo na abertura, a propaganda do tucano usou uma metáfora futebolística - a preferida do presidente Lula - para advertir que um técnico, quando convoca uma seleção, escolhe os melhores para o time, e não o afilhado do cartola.

Depois da propaganda do PSDB apostar na metáfora futebolística, foram exibidas cenas do presidenciável com sua família: a esposa Mônica, os filhos e os netos. Em seguida, foi mostrada a comparação da biografia e feitos de Serra com o "PT de Dilma": "Serra ajudou a implantar o Plano Real, diferente do PT de Dilma que foi contra" e "Serra apoiou Tancredo Neves na luta pelas Diretas, ao contrário do PT da Dilma que não apoiou Tancredo contra Paulo Maluf."

O PSDB apostou também em cenas históricas, como a participação de seu candidato nas lutas do movimento estudantil, no exílio no Chile e nos cargos ocupados ao longo de 40 anos de carreira dedicada à política. "O presidente de um País tem que ser preparado, precisa ter história de vida e sensibilidade, este é José Serra", disse a propaganda, com destaque para algumas de suas plataformas, como a implantação do salário mínimo de R$ 600 e o reajuste de 10% para os aposentados.

"Durante minha vida nunca consegui nada de mão beijada, sempre batalhei muito e me preparei pra chegar até aqui. Peço seu voto neste domingo, não teria sido eleito e reeleito se não tivesse trabalhado direito", disse Serra no último dia do horário eleitoral gratuito. Dentre os apoios exibidos na propaganda, estavam o dos governadores eleitos da legenda, como Geraldo Alckmin (SP), Beto Richa (PR), Teotônio Vilela (AL), do ator Juca de Oliveira, do jurista Hélio Bicudo e do senador eleito Aécio Neves.

Crianças
O programa de Dilma Rousseff, além do grande destaque para o presidente Lula, também apostou nas propostas da presidenciável para as crianças, em resposta às críticas sofridas por ela neste segundo turno com relação ao aborto. Propostas para os jovens, mulheres e trabalhadores também foram mostradas. A petista agradeceu o apoio e carinho recebido na campanha e reiterou: "Humildemente peço o seu voto neste domingo", pregando que seu compromisso é "seguir no rumo que o presidente Lula deu ao País, gerando emprego, renda e melhores condições de vida aos brasileiros."

Num de seus pronunciamentos a favor de sua afilhada política, o presidente Lula disse na propaganda do PT que saiu de Caetés (sua cidade natal em Pernambuco) com o sonho de mudar a vida de sua família. "E Deus, generoso, me deu a oportunidade de mudar a vida de uma família imensa, a do Brasil." E destacou que, se houve alguém ao seu lado nessa caminhada e que fez o possível para lhe ajudar, foi a candidata Dilma: "Ela tem tudo para levar este trabalho adiante, avançando no que precisa avançar. O Brasil quer a primeira mulher presidente e experimentar um jeito mais sensível de governar."

AUTODECLARAÇÃO RACIAL

Quinze candidatos de MS mudam declaração de cor ou raça desde 2022

Levantamento do Correio do Estado cruzou dados de 419 pedidos de registro apresentados neste ano com os da eleição anterior

19/08/2026 13h08

Os deputados Roberto Hashioka, Beto Pereira, Zé Teixeira e Gleice Jane fazem parte da lista de candidatos que trocaram de raça

Os deputados Roberto Hashioka, Beto Pereira, Zé Teixeira e Gleice Jane fazem parte da lista de candidatos que trocaram de raça Montagem

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Pelo menos 15 candidatos de Mato Grosso do Sul informaram à Justiça Eleitoral uma cor ou raça diferente da declarada na eleição de 2022. O número representa 12,1% dos 124 nomes que aparecem nos registros de candidaturas dos dois pleitos.

O levantamento feito pelo Correio do Estado cruzou, pelo CPF, os arquivos oficiais de candidatos de 2022 e 2026, disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e consultados nesta quarta-feira (19).

Entre os nomes que alteraram a autodeclaração estão o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado federal Beto Pereira (Republicanos), o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), a deputada estadual Gleice Jane (PT) e o candidato ao governo Jeferson Bezerra (Agir).

Das 15 mudanças localizadas, oito candidatos passaram a se declarar pardos, seis aparecem agora como brancos e um como amarelo. A maior parte das alterações ocorreu entre as categorias branca e parda: seis mudaram de branca para parda e cinco fizeram o caminho inverso.

Outros dois candidatos trocaram a declaração de preta para parda. Também foram encontradas uma mudança de amarela para branca e outra de branca para amarela.

Passaram de branca para parda: 

  • Adauto Souto, candidato a deputado federal pelo PDT;
  • Adonis, candidato a deputado estadual pelo Cidadania;
  • Beto Pereira, candidato a deputado federal pelo Republicanos;
  • Eduardo Borges, candidato a deputado estadual pelo PT;
  • Gilmar Garcia, candidato a deputado estadual pelo PV;
  • Zé Teixeira, candidato a deputado estadual pelo PL

Passaram de preta para parda:

  • Enfermeira Cida Amaral, candidata a deputada estadual pelo Avante;
  • Professora Gleice Jane, candidata a deputada estadual pelo PT.

Passaram de parda para branca:

  • Carlos Bernardo, candidato a deputado federal pelo União Brasil;
  • Chicão Vianna, candidato a deputado estadual pelo Republicanos;
  • Jeferson Bezerra, candidato ao governo pelo Agir;
  • Lya Santos, candidata a deputada federal pela Rede;
  • Rosana Santana, candidata a deputada estadual pelo Novo.

As outras duas alterações foram registradas por China, candidato a deputado estadual pelo Avante, que passou de amarelo para branco, e Roberto Hashioka, candidato a deputado federal pelo Republicanos, que mudou de branco para amarelo

Regras

As oito pessoas que aparecem neste ano como pardas e tinham outra declaração em 2022 estão dentro da situação tratada pela nova regulamentação do TSE.

A Resolução nº 23.754/2026 determina que, quando uma declaração preta, parda ou indígena divergir do Cadastro Eleitoral ou de um registro de candidatura anterior, o candidato e o partido sejam intimados para confirmar a alteração.

Se o candidato ou a legenda admitir que houve erro, ou não responder à intimação, a informação deverá ser corrigida para coincidir com o Cadastro Eleitoral ou com o registro anterior. Nesse caso, também fica proibido o repasse de recursos públicos reservados às candidaturas negras ou indígenas.

A regra é relevante porque, para a Justiça Eleitoral, as candidaturas negras são definidas pelas autodeclarações preta e parda. Essa classificação influencia a distribuição de recursos públicos de campanha e do tempo de propaganda eleitoral.

O levantamento não verificou se as intimações já foram expedidas nos processos individuais. A mudança encontrada nas bases também não comprova, por si só, fraude ou irregularidade. Os dados públicos não apresentam a justificativa dada por cada candidato para a alteração.

O total de 15 considera todas as pessoas que apresentaram pedidos de registro nas duas eleições, independentemente da situação final da candidatura em 2022.

Dos 124 nomes encontrados nos dois bancos de dados, 114 terminaram a eleição passada com candidatura apta e dez foram considerados inaptos. Entre os que mudaram a declaração, somente Carlos Bernardo estava no segundo grupo.

Considerando exclusivamente os candidatos aptos em 2022, são 14 alterações entre 114 nomes, o equivalente a 12,3%. Os registros de 2026 ainda podem sofrer atualizações durante o julgamento das candidaturas pela Justiça Eleitoral.
 

início da campanha

Maioria dos candidatos da direita no Estado "esconde" Flávio Bolsonaro

Eles estão priorizando as próprias candidaturas e deixando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro em segundo plano

19/08/2026 07h40

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel Marcelo Victor/Correio do Estado

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A maioria dos principais candidatos da direita e da centro-direita em Mato Grosso do Sul ainda não incorporou Flávio Bolsonaro (PL) à campanha eleitoral. Desde o início oficial da disputa, as publicações e as mobilizações estão concentradas nos próprios números, propostas e trajetórias políticas.

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, os candidatos a deputado federal Rose Modesto (União Brasil), Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Mara Caseiro (PL), além dos candidatos a deputado estadual Gerson Claro (PP), Coronel David (PL) e Zé Teixeira (PL), ainda não colocaram o presidenciável nas suas campanhas.

Riedel participou, no domingo, de adesivaços de aliados e da inauguração do QG de voluntários de Flávio Bolsonaro em Campo Grande. Apesar do gesto público, as manifestações divulgadas pelo governador permaneceram concentradas na própria reeleição e nas candidaturas estaduais.

Azambuja já apareceu ao lado de Flávio, participou de reuniões em Brasília (DF) e declarou apoio ao projeto nacional do PL. Na largada oficial, porém, priorizou o próprio número e propostas relacionadas ao municipalismo, à saúde e à descentralização dos recursos federais.

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro abriu a campanha à reeleição com um adesivaço em Campo Grande. A comunicação do deputado foi dedicada à prestação de contas do mandato, ao diálogo político e às propostas para o Estado, mas Flávio não ganhou destaque na mobilização.

Rose Modesto também inaugurou comitê e realizou adesivaço para lançar sua candidatura a deputada federal. A presidente estadual do União Brasil apoia Riedel, Reinaldo e Contar, mas mantém distância da candidatura presidencial do PL; na pré-campanha chegou a declarar preferência pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Dr. Luiz Ovando iniciou sua campanha à reeleição para deputado federal com carreata e adesivaço em Campo Grande. Filiado ao PP e identificado com pautas conservadoras, o parlamentar concentrou a divulgação nos mais de R$ 286 milhões que afirma ter destinado aos municípios do Estado.

Nas primeiras peças da campanha de Ovando, o destaque ficou para o próprio número, as entregas do mandato e a sua atuação nos 79 municípios.

SILÊNCIO

A ausência de Flávio Bolsonaro chama mais atenção entre candidatos do próprio PL, como Coronel David, Rodolfo Nogueira, Zé Teixeira e Mara Caseiro. Até agora, o presidenciável não ganhou destaque nas primeiras ações do grupo.

Coronel David começou a campanha para deputado estadual ressaltando seus valores, sua trajetória e a identificação com o “partido de Bolsonaro”. A referência, porém, permanece ligada principalmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Rodolfo Nogueira abriu a campanha à reeleição em Dourados com um encontro de pastores e lideranças cristãs. O evento destacou o agronegócio, a segurança pública, a família e o próprio número do candidato.

O apelido Gordinho do Bolsonaro, utilizado por Rodolfo, também reforça a proximidade com Jair Bolsonaro. Flávio não foi protagonista do lançamento nem das primeiras mensagens divulgadas pelo candidato.

Veterano da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira concentrou sua comunicação na defesa do agronegócio, do municipalismo e de sua trajetória parlamentar. Não houve publicação específica para promover o candidato presidencial do PL.

Mara Caseiro lançou a candidatura a deputada federal com o slogan “MS é Mara”. As primeiras peças destacam sua atuação nos municípios e o projeto de ampliar o trabalho em Brasília.

A deputada acompanhou Flávio durante uma agenda na Expogrande, em abril, quando defendeu o agronegócio e a união da direita. A aproximação registrada na pré-campanha, entretanto, ainda não apareceu nas primeiras ações da campanha oficial da candidata da direita.

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