Política

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Lula promete canetas emagrecedoras gratuitamente para pacientes com obesidade

Durante o discurso no Norte de Minas, Lula afirmou também que os minerais críticos e as terras raras serão um "passaporte para o futuro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 17, durante agenda em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Lula, porém, não indicou quando a iniciativa passará a valer, nem mesmo se será neste ou em um eventual quarto mandato.

"Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar", disse o petista durante uma visita ao Complexo Industrial da Eurofarma.

Durante o discurso no Norte de Minas, Lula afirmou também que os minerais críticos e as terras raras serão um "passaporte para o futuro do povo brasileiro". Ao destacar a sanção da política nacional, feita nesta quarta-feira, 16, o presidente disse que o conselho especial montado na Presidência será feito para impedir que chineses e americanos dominem as matérias-primas brasileiras

"Acreditem, esse País não tem retorno, é daqui para frente. A gente vai fazer esse País se transformar, nos próximos 10 anos, em um País altamente desenvolvido. Chega de ficar olhando para Xangai, chega de ficar olhando para o Vale do Silício. Vamos olhar para nós", disse Lula.

Lula também relatou críticas sofridas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dizendo que ele é historicamente atacado pela iniciativa privada e pela imprensa. "Nunca levaram em conta quantas pessoas o SUS salvava, só anunciavam as pessoas que morriam para criar uma imagem negativa", declarou.

Lula agora vai se encaminhar para um comício ao lado do candidato dele ao governo de Minas, Patrus Ananias (PT), em Montes Claros. Também estarão presentes as candidatas ao Senado apoiadas por ele: Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL). 

Eleições

TRE-MS prepara 18 mil mídias para abastecer urnas de 7,2 mil seções

Geração dos dispositivos começou nesta quinta-feira (17) e insere dados de candidatos, eleitores e sistemas que serão usados nas eleições

17/09/2026 16h30

Urnas são preparadas para as eleições 2026

Urnas são preparadas para as eleições 2026 Gerson Oliveira

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) começou nesta quinta-feira (17) a gerar cerca de 18 mil mídias que serão utilizadas na preparação das urnas eletrônicas para as Eleições 2026. O material receberá os dados oficiais de candidatos, eleitores e sistemas da Justiça Eleitoral e será distribuído para as mais de 7,2 mil seções eleitorais do Estado.

A geração ocorre de forma centralizada no prédio do TRE-MS e marca uma das etapas finais de preparação para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O procedimento segue até domingo (20) ou segunda-feira (21), donlforme informou Carlos Alberto Garcete, juiz responsável pela geração de mídias,  em cerimônia pública, no TRE. "É o momento em que a Justiça Eleitoral insere nas mídias que vão para as urnas eleitorais os dados dos candidatos que tiveram a inscrição definida e dos eleitores", explicou o juiz.

Urnas são preparadas para as eleições 2026

O trabalho começou depois da conclusão da análise dos registros de candidatura pelo tribunal. Conforme o TRE-MS, a partir dessa etapa são produzidas as mídias que posteriormente serão utilizadas na preparação individual de cada urna.

O processo não consiste apenas em colocar os dados dos candidatos em um pendrive. Antes da preparação definitiva, é produzida a chamada mídia de carga, que contém informações necessárias para cada conjunto de seções eleitorais. A partir dela, a urna recebe os dados correspondentes àquela seção, incluindo eleitores, candidatos e sistemas.

Depois da carga, outros dispositivos são utilizados para testes e para o armazenamento dos dados durante a eleição. Segundo o coordenador de eleições do TRE-MS, Diogo Arante, as mídias possuem funções diferentes e algumas delas permanecem vinculadas à urna durante todo o processo eleitoral.

"A gente fica o tempo inteiro gravando internamente e espelhando naquele [dispositivo]. Tudo que acontece na urna, os logs, qualquer evento: a urna foi ligada, a urna foi desligada, habilitou algum eleitor, todos os logs ficam gravados internamente e também na mídia externa", explicou.

Ao final da votação, os resultados são registrados na chamada mídia de resultados, que é retirada da urna e encaminhada para os pontos de transmissão ou para a junta eleitoral. Já outra mídia funciona como uma espécie de cópia dos registros armazenados durante o funcionamento do equipamento.

As cores diferentes dos dispositivos também têm uma função de identificação visual. Conforme Arante, elas estão relacionadas principalmente ao modelo e ao ano de fabricação das urnas, além das diferentes funções das mídias.

Mais de 7 mil urnas 

Depois da geração das mídias, começa a etapa de preparação física das urnas. As 7.106 urnas no Estado recebem os dados, passam por testes e são lacrados para posterior envio às zonas eleitorais.

Na Capital, a preparação ocorre entre os dias 20 e 25 de setembro, conforme o cronograma de cada zona eleitoral. No interior, a carga e a lacração seguem entre os dias 21 e 30 de setembro.

O TRE-MS informa que, durante esses procedimentos, também são realizadas auditorias e conferências dos equipamentos. As urnas ficam, então, preparadas para o primeiro turno e, se necessário, para o segundo.

Eleitor na fila após as 17h pode votar

Uma dúvida comum nas eleições é o que ocorre com quem ainda está na fila quando chega o horário previsto para o encerramento da votação.

Segundo a diretora-geral do TRE-MS, Tatiana Quevedo, a urna não bloqueia automaticamente novos votos às 17h. O encerramento é feito manualmente pelo mesário, depois que todos os eleitores que estavam na fila recebem a senha e votam."Se tem eleitor na fila naquele horário, entrega a senha para aqueles eleitores que estão na fila e todos aqueles têm o direito de votar", explicou.

O encerramento, portanto, ocorre somente quando não há mais eleitores aguardando na fila da seção. A orientação é que, ao chegar ao local de votação, o eleitor se dirija diretamente à sua seção para evitar atrasos desnecessários.

 

Reforma do Judiciário

Advogados de MS propõem nova corte constitucional e extinção do STF

Projeto da ADVI prevê mandatos para integrantes do novo tribunal, novas regras de escolha e sabatinas abertas à sociedade civil

17/09/2026 16h06

Advogados de Mato Grosso do Sul estão em Brasília

Advogados de Mato Grosso do Sul estão em Brasília Divulgação

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A Associação dos Advogados Independentes (ADVI), entidade criada em Mato Grosso do Sul, estruturou uma proposta de mudança profunda do Poder Judiciário brasileiro, cujo ponto central é a criação de uma nova Corte Constitucional e a extinção do Supremo Tribunal Federal (STF) em seu modelo contemporâneo. A iniciativa foi desenvolvida por uma comissão de juristas da entidade, formada pelo ex-desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte e pelos advogados José Wanderley Bezerra Alves, Vladimir Rossi Lourenço, Carlos Marques e André Borges.

A proposição desenha um tribunal com atribuição restrita à tutela da Carta Magna e propõe novos critérios para a composição dos cargos, incluindo a fixação de mandatos, a exigência de idade mínima mais elevada para ingresso e a realização de sabatinas abertas à sociedade civil.

Pelo texto elaborado, os atuais integrantes da Suprema Corte não seriam mantidos em seus postos, cabendo a eles a opção pela aposentadoria voluntária ou pela permanência em regime de disponibilidade remunerada até atingirem os 75 anos de idade. A ADVI argumenta que o modelo vigente se encontra excessivamente politizado e que a reestruturação é necessária para restabelecer os limites constitucionais da atuação judicial.

Por não dispor de prerrogativa constitucional para apresentar diretamente uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a associação busca articular em Brasília (DF) para que o texto seja oficialmente encampado por um deputado federal ou senador.

Nos bastidores do Congresso Nacional, a apuração indica que tramitam atualmente duas propostas voltadas à reforma do Judiciário. Embora apresentem premissas diferentes do projeto elaborado pela ADVI, a avaliação de interlocutores é de que essas matérias em andamento podem ser emendadas pelos parlamentares para incorporar o modelo de Corte Constitucional sugerido pela entidade.

Crise

Paralelamente ao debate legislativo, integrantes da comissão expressaram forte preocupação com a atual crise institucional do Judiciário. O advogado André Borges defendeu a apuração irrestrita sobre qualquer denúncia ou citação a magistrados. “Todo aquele que tem o nome envolvido em algo supostamente ilícito deve ser investigado. Assim são as coisas numa República. Ministro do STF - qualquer um deles - não pode estar imune a nada”, afirmou Borges. O jurista enfatizou a necessidade de isonomia no tratamento das apurações: “Se o Toffoli foi citado, ele tem que ser investigado. Se o Fuchs foi citado, ele tem que ser investigado. Todos aqueles que tiveram o nome divulgado têm que ser investigados. Aliás, o Supremo, por muito menos do que isso, por muito menos, botou gente na cadeia”.

Ao analisar a conduta de integrantes específicos do tribunal, André Borges apresentou críticas severas e defendeu medidas sobre as atuações de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Sobre Moraes, sustentou a gravidade da situação: “Eu só acho que o caso do Alexandre de Moraes é mais absurdamente errado e que ele inclusive deveria ser afastado do cargo de ministro”.

Em relação a Mendonça, cobrou investigações sobre procedimentos sob a responsabilidade do magistrado: “E o André Mendonça tem que ser investigado também, porque existem indícios de que ele conduziu mal a investigação. Eu não tenho dúvida disso”.
 

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